Psicologia Clínica - Psicoterapia Psicanalítica

Psicologia Clínica - Psicoterapia Psicanalítica A psicanálise pode ser considera como ciência e como arte. Ciência pelo fato dos seus resultados poderem ser verificados na prática clínica e por pesquisas.

Como arte, vai além dos fatos concretos e objetivos.

16/10/2025

Transtorno Pedofílico DSM - 5 (APA, 2014,p.698)
Critérios Diagnósticos
A. Por um período de pelo menos seis meses, fantasias sexualmente excitantes, impulsos se***is ou comportamentos intensos e recorrentes envolvendo atividade sexual com criança ou crianças pré-púberes (em geral, 13 anos ou menos).
B. O indivíduo coloca em prática esses impulsos se***is, ou impulsos ou fantasias se***is causam sofrimento intenso ou dificuldades interpessoais.
C. O indivíduo tem, no mínimo, 16 anos de idade e é pelo menos cinco anos mais velho que a criança ou crianças do Critério A.
Nota: Não incluir um indivíduo no fim da adolescência envolvido em relacionamento sexual contínuo com pessoas de 12 ou 13 anos de idade.
Determinar:
Tipo exclusivo (com atração apenas por crianças)
Tipo não exclusivo
Especificar se:
Sexualmente atraído por indivíduos do s**o masculino
Sexualmente atraído por indivíduos do s**o feminino
Especificar se:
Limitado a incesto.

26/06/2025

Cláudio Garcia Capitão é um psicólogo clínico e hospitalar brasileiro com vasta experiência em psicoterapia psicanalítica de adultos. Ele é professor doutor e possui uma sólida formação acadêmica:
- *Formação Acadêmica:*
- Graduado em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) em 1983
- Mestre em Psicologia pela PUC-SP em 1993
- Doutor em Psicologia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) em 1998
- Pós-Doutor em Psicologia Clínica pela PUC-SP em 2001

Ele atua como psicólogo clínico e hospitalar no Instituto de Infectologia Emílio Ribas desde 1991 e mantém um consultório particular desde 1985. Cláudio Capitão também foi professor universitário em várias instituições, incluindo a Universidade São Francisco (USF), Universidade Presbiteriana Mackenzie e Universidade Braz Cubas.

*Principais Áreas de Atuação:*

- Psicologia Clínica
- Psicologia Hospitalar
- Avaliação Psicológica
- Psicanálise
- Transtornos da Personalidade

*Cargos e Participações:*

- Membro titular do Conselho Nacional de Saúde (CNS) em 2014-2015
- Coordenador do Programa de Aprimoramento em Psicologia Hospitalar do Instituto de Infectologia Emílio Ribas
- Coordenador do Programa de Estágio em Psicologia Hospitalar

Ele publicou 86 artigos em revistas nacionais e internacionais, 33 capítulos de livros e 5 livros, demonstrando sua produtividade e contribuição para a área da psicologia ¹ ².
Criado por IA
Consultório: Rua Descalvado, 51 - Sumaré, São Paulo. Fone (11)3672.1912

03/08/2022

A situação Psicanalítica
Um resumo das ideias de Ralph R. Greenson
1 – Quanto ao paciente
“Apenas um paciente fortemente motivado será capaz de trabalhar com entusiasmo e perseverança na situação analítica. Os sintomas neuróticos ou traços de caráter divergentes podem provocar sofrimento suficiente para induzir o paciente a suportar as durezas do tratamento psicanalítico. A curiosidade e o desejo de entender tëm que ser complementados pela miséria neurótica se o paciente quiser ter algo mais que uma experiência psicanalítica superficial. Ele deve estar disposto a tolerar o desespero de revelar suas experiências íntimas repletas de culpa e de ansiedade.
O que torna a terapia psicanalítica tão exigente em relação ao paciente é que os procedimentos e processos da psicanálise exigem dele, paciente, a capacidade para desempenhar inúmeros pares e funções do ego antitéticas, de maneira mais ou menos consistente e repetida e também a capacidade de oscilar entre ambas e misturar as duas funções antitéticas. Assim, pede-se ao paciente: (a) para regredir e para progredir, (b) ser passivo e ativo, (c) perder o controle e manter o teste de realidade. Para fazer tudo isso, o paciente analítico deve ter funções do ego flexíveis e elásticas.
2 – Quando ao analista
Para poder praticar a psicanálise terapêutica, o psicanalista deve ser capaz de realizar certos procedimentos técnicos no paciente e nele próprio. (...) O que vai acontecendo dentro de sua própria mente acaba sendo o instrumento mais importante de que dispõe o psicanalista para compreender a mente de outro ser humano.
Exige-se realmente do analista uma inteligência e nível culturais elevados, porém, mais importante ainda, é uma mente inconsciente compreensível e disponível. A exigência para que todos os psicanalistas tenham feito terapia psicanalítica antes de ter permissão de tratar psicanaliticamente um paciente, não visa apenas a dar ao analista uma convicção pessoal da validade dos fatores inconscientes e dessensibilizá-lo nas áreas em que seus próprios problemas poderiam distorcer seu julgamento: o objetivo fundamental da análise pessoal do analista é pôr ao alcance de seu ego consciente os impulsos inconscientes, defesas, fantasias e conflitos importantes da sua própria vida infantil e seus derivados posteriores.
A habilidade do psicanalista resulta dos processos psicológicos que também formam sua personalidade e caráter. Os requisitos essenciais são aptidão, conhecimentos, caráter e motivação. Todos eles estão inter-relacionados e ligados as emoções, impulsos, fantasias, atitudes e valores – conscientes e inconsciente – do psicanalista.”
Greenson, R. R. (1981). A Técnica e a Prática da Psicanálise, Vol. II, PP, 399-406)

16/07/2022

Transferência: principais conceitos

“Por transferência, entende-se um tipo de relacionamento especial com uma pessoa; é uma forma característica de relacionamento. A característica principal é a vivência de sentimentos – relação a uma pessoa – que não está endereçada àquela pessoa e que, na verdade, está a outra.
Os objetos que foram as fontes originais de reações transferencial são pessoas importantes dos primeiros anos de vida de uma criança. Em geral, são os pais e outros educadores, os fornecedores de amor, conforto e punição, os irmãos e outros rivais. Todavia, as reações transferenciais se podem ter originado de figuras posteriores e até mesmo figuras do presente mas a análise vai mostrar que estes objetos posteriores são secundários e eles próprios saídos das figuras da infância primitiva.
Todas as pessoas têm reações transferenciais; a situação analítica apenas facilita o seu desenvolvimento e as utiliza para interpretação e reconstrução (Freud, 1905, 1912). Os neuróticos são particularmente propensos às reações transferenciais assim como os frustrados e as pessoas infelizes, em geral. O analista é um alvo ideal das reações transferenciais mas todas as pessoas importantes na vida de um indivíduo também o são.
Em suma, a transferência é a vivência de sentimentos, impulsos, atitudes, fantasias e defesas em relação a uma pessoa do presente que não visam àquela pessoa mas constituem uma repetição das reações surgidas em relação às pessoas importantes da infância primitiva, inconscientemente deslocadas para figuras no presente.” (Greenson,1981)

01/06/2022

Personalidade
Como nos ensina o mestre Bleger (1989), a personalidade caracteriza-se por ser uma totalidade com organização de relativa estabilidade, unidade e integração. Ela é dinâmica, ou seja, cambiante, está submetida a flutuações entre evolução e regressão e entre integração e dispersão. As mudanças ou flutuações são muito variáveis em suas características e em seu grau, mas, em condições normais, conservam-se permanentemente a continuidade e a identidade. A dinâmica da personalidade coexiste com a persistência de sua continuidade e de tal maneira que é condição da outra.
A personalidade não é homogênea, mas se polariza ou diferencia em partes que guardam entre si todas as diversas relações possíveis, inclusive a de coexistir unitariamente dentro de um só sistema. Ela, a personalidade, está dada pelo conjunto organizado da totalidade de condutas. Não há personalidade sem conduta nem há condutas sem personalidade; essa última não é algo distinto que está “por trás” dos fenômenos da conduta e não há nenhuma manifestação de um ser humano que não pertença à sua personalidade.
Freud dividiu a personalidade em três setores que chamou de ego (eu), superego (supereu) e id (isso); esse último é o reservatório de todos os impulsos, o superego é uma parte que condensa as normas e exigências, enquanto que o ego é a parte da personalidade que responde à realidade exterior e a ela se adapta , assim como distribui e tenta controlar o id e o superego.”
Bleger, José (1989). Psicologia da Conduta. Porto Alegre: Artes Médcas.(pp.193-194).

12/03/2022

A Psicanálise como ciência, para quem possa interessar!
"A psicanálise parece ser realmente uma ciência do homem. E, se Freud teve a tentação permanente de integrá-la nas ciências da natureza, ele nunca deu esse passo, acabando por elaborar um modelo mais especulativo, possível de dar conta de uma conceituação não diretamente ligada à experiência clínica. A esse modelo ele deu o nome de metapsicologia, numa referência à metafísica, ramo da filosofia que trata das coisas especulativas, do ser ou da imortalidade da alma. Nessa metapsicologia ele introduziu, entre outras coisas, o inconsciente, as pulsões, o recalcamento, o narcisismo, o eu e o isso." (Roudinesco, 2000).

26/02/2022

Reverie e Intersubjetividade.
Em "O ouvido do analista e o olho do crítico: Repensando psicanálise e literatura", Ogden & Ogden (2014) afirmam que o analista, na configuração analítica, está mais livre do que numa conversa comum para perceber sua experiência de reverie (seu sonhar acordado), o que lhe dá maior acesso do que o habitual não só aos derivativos do seu próprio pensar inconsciente, mas tão importante quanto, a uma forma de pensar que paciente e analista geram coletivamente - o pensar de um terceiro sujeito, o "terceiro analítico"criado em conjunto.(p.58)
Desta feita, é a compreensão intersubjetiva da reverie do analista reflete um desenvolvimento importante na concepção analítica do aspecto inconsciente da mente: em análise (bem como em qualquer outra experiência interpessoal significativa, começando ao nascer) os aspectos inconscientes da mente de duas (ou mais pessoas) contribuem para criar um "campo psicológico (Ferro, 1999; Baranger e Baranger, 2009) entre eles, que cada participante vivencia em forma de sonho enquanto adormecido em em seu sonhar acordado (sua experiência de reverie). Nenhum dos participantes pode reivindicar exclusivamente como seus sonhos do campo psicológico interpessoal inconsciente que paciente e analista criam em conjunto.(p.60)
É essa produção intersubjetiva que vitaliza a psicoterapia psicanalítica.
Ogden, B. H & Ogden, T. H. (2014) . O ouvido do analista e o olho do crítico: Repensando psicanálise e literatura.São Paulo: Escuta.

12/02/2022

Sobre a Projeção
Para Jung(1982), "não é o sujeito que projeta, mas o inconsciente. Por essa razão não se cria a projeção: ela existe de antemão. A consequência da projeção é um isolamento do sujeito em relação ao mundo exterior, pois em vez de uma relação real o que existeé uma relação ilusória. As projeções transformam o mundo externo na concepção própria, mas desconhecida."
Desta feita, "muitas vezes é trágico como uma pessoa estraga de modo evidente a própria vida e a dos outros, e como é incapaz de perceber até que ponto de vista essa tragédia parte dela e é alimentada progressivamente por ela mesma. Não é a sua consciência que o faz, pois esta lamenta e amaldiçoa o mundo desleal que dela se afasta cada vez mais. Pelo contrário, é um fator inconsciente que trama as ilusões que encobrem o mundo e o próprio sujeito. Na realidade, o objetivo desta trama é um casulo em que o indivíduo acabará por se envolver. (Jung, C.G., Aion - Estudos sobre o simbolismo do si mesmo. Petrópolis, 1982 pp 6-8).

25/02/2021

Contratransferência nos Hospitais.
“Os pacientes internados em um hospital tendem a externalizar, naquele ambiente, o seu mundo interno de relações objetais, repetindo com a equipe os mesmos padrões de relacionamento que vivenciaram no meio familiar, notadamente por meio de mecanismos mais primitivos, como a dissociação e a identificação projetiva, gerando reações contratransferenciais muito intensas na equipe . Isso torna os vários membros da equipe receptores dos objetos internos neles projetados pelos pacientes, sentindo-se coagidos a atuar como se fossem tais figuras internalizadas , porém, muitas vezes, em um nível psicótico de funcionamento.
Por consequência, a equipe assistencial é o objeto de escolha mais imediato para tais projeções, o que pode levar a reações contratransferenciais intensas e caóticas, com as mesmas características confusionais que aquelas observadas nos pacientes.”(Valente, J.Y; Santos, M.R. dos & Galvani, T. Experiências contransferenciais de estudantes (pp. 325-326) Em
(Orgs.) J. Zaslavsky, M .J. P. dos Santos (2006). Contratransferência: teoria e prática clínica. Porto Alegre: Artmed.

08/02/2021

Enactment contratransferencial e violação de fronteiras: um resumo literal sobre técnica para refletir.
“Pode-se dizer que uma fronteira pode ser definida resumidamente como limite do comportamento apropriado. Desta feita, o estabelecimento de limites nítidos é projetado para criar uma atmosfera de segurança e previsibilidade dentro da qual o tratamento pode progredir”
“Como já foi dito, as fronteiras profissionais constituem a arquitetura de uma estrutura psicoterapêutica (Gabbard e Lester, 2003). Podem envolver elementos como a abstinência de contatos se***is, as combinações de honorários, a duração das sessões e a relativa assimetria da auto-exposição. A concepção de fronteiras profissionais não implica um relacionamento remoto ou rígido com o paciente. Na realidade, muito pelo contrário, essas fronteiras externas são estabelecidas para que as fronteiras psicológicas possam ser transpostas por meio da empatia, projeção, identificação projetiva e a introjeção.”
“As transgressões das fronteiras profissionais ocorrem por diversas razões, e a contratransferência não é a causa de todas as violações. Subtraindo o psicoterapeuta inescrupuloso ou psicopata, cuja transgressão é a regra, não a exceção, a grande maioria dos casos de violação das fronteiras pode ser especificamente atribuída aos enactments contratransferenciais, que ocorrem inconscientemente e refletem a participação de ambos, terapeuta e paciente.”
“Há um amplo consenso e uma convergência teórica no discurso psicanalítico atual de que a contratransferência do analista ou terapeuta é uma criação conjunta do paciente e analista. Os pacientes despertam certas reações no terapeuta, enquanto seus próprios conflitos e representações internas de self e objeto determinam a forma final das respostas contratransferenciais.” (Gabbard, 2006, pp 236-238 em J.Zaslavsky & M.J.P dos Santos e cols. (2006). Contratransferência: teoria e prática clínica. Porto Alegre: Artmed).
Prof. Dr. Cláudio G. Capitão CRPSP 20794 - Consultório: Rua Cajaíba, 123 - cj 43 - Perdizes - SP. Fones (11)36721912
Cel (11)99943-4527

Meu consultório!
23/12/2019

Meu consultório!

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