Mariana Watanabe Barbosa - Psicóloga Clínica

Mariana Watanabe Barbosa - Psicóloga Clínica Psicóloga clínica, atende nas perspectivas da esquizoanálise e da análise bioenergética. Corp
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Esta ideia de laboratório surgiu de um antigo incômodo com a forma como relatamos casos clínicos: "Sr. S, 38 anos, chega...
09/03/2022

Esta ideia de laboratório surgiu de um antigo incômodo com a forma como relatamos casos clínicos: "Sr. S, 38 anos, chega ao consultório porque estava com questões de impotência sexual". Os nossos relatos dizem muito pouco daquilo que acontece numa relação, num entre duas pessoas que se encontram para algo. Seja um desejo de cura. Seja um desejo de investigação de si.

Tenho pensado, desde este incômodo, na construção de um caso clínico como a construção de uma narrativa semi-ficcional. Traz elementos de verdade, mas traz aumentos, inventos. Traz a visão do narrador acerca de uma determinada perspectiva. Traz o que o olhar do narrador capta.

Nesta proposta, a minha ideia é a de que trabalhemos a partir de dois momentos: o primeiro, no qual pensaremos a narrativa de um caso clínico publicado e trabalharemos exercícios de escrita em cima dele. No segundo momento, a criação de uma narrativa em cima de uma cena de um caso que nós mesmos atendemos.

O link para inscrição está na bio. Por lá tem as informações de horários e valores. Caso você seja uma pessoa negra, indígena, trans ou mãe e não possa pagar os valores sugeridos, pode entrar em contato comigo que podemos conversar sobre possibilidades.

[Este workshop é exclusivamente para profissionais psi.]

:)

A clínica é uma prática de perguntas. Muito mais do que uma prática de respostas. Por mais que os memes e os grandes dis...
16/12/2020

A clínica é uma prática de perguntas. Muito mais do que uma prática de respostas. Por mais que os memes e os grandes discursos digam que psicólogos e psicanalistas vão te guiar para qualquer caminho sabe-se lá onde, isto não é uma realidade.

As respostas podem até dar um certo acalanto na angústia. Mas elas encerram. Dão cortes em fluxos. É aquilo e ponto. A vida não é cálculo matemático. Nunca foi. Você pode somar dois com dois e dar qualquer outra coisa que quatro.

Quando uma pergunta é feita, ela traz a humanidade para a clínica: o que acontece em uma vida, ainda que possa ser semelhante a outras vidas já observadas, não é dado, não é igual. A gente pergunta porque isso abre aquilo que pode ser visto como dado.

Uma supervisora me dizia sobre destrinchar o óbvio. Porque não tem nada de óbvio na vida, nem nas composições que fazemos. Aquilo que pode parecer imediatamente óbvio é um mundo inteiro a tatear junto. Entre contradições, repetições, incertezas. Descolamentos identitários. Nada é tão "perfil psicológico" assim. E por isso humano, porque complexo, incoerente e errante.

Uma pergunta é um vento que sopra na deriva.

Acredito que um dos nossos papéis enquanto analistas que se orientam por certas teorias é o de ocuparmos um lugar crític...
07/06/2019

Acredito que um dos nossos papéis enquanto analistas que se orientam por certas teorias é o de ocuparmos um lugar crítico às próprias teorias de que fazemos uso.

Quando comecei a adentrar alguns espaços relacionados à esquizoanálise era muito comum escutar discursos que partiam do pressuposto de que deveríamos pensar em desfazer as movimentações identitárias. Como se nós, enquanto corpos vivos, fôssemos o "puro devir". Entendo a origem deste discurso: não somos identidades cerradas em si mesmas e não somos estereótipos. Porém, ao mesmo tempo, por muitas vezes isso se confundia com um certo combate a identidades e reconhecimentos históricos.

Dizer algo de si, gastar tempo pensando em si mesmo, trabalhando as suas capacidades sensíveis é um direito garantido a classes privilegiadas. Dizer adeus ao eu é um privilégio.

Assim, se conectar à própria história, resgatar a memória, poder tatear os próprios regimes de sensibilidade pode ser, para alguns, aquilo que sempre foi possível, mas para outros é um exercício de resistência, uma garantia de um direito à própria humanidade a partir do exercício de cultivar a si mesmo.

Existe um cuidado que deve ser feito na transição de uma teoria que carrega uma perspectiva europeizada para uma realidade múltipla, explorada e colonizada como a brasileira.

Se tem gente que pode olhar pras mudanças e variações do eu, tem quem nunca tenha podido sequer entender as durezas, o modo como sente, o processo por onde caminhou a construção da própria vida.

Por isso, estar atento sempre à cartografia que se delineia nos processos terapêuticos que, por vezes, podem soar como trabalhar pela garantia do próprio direito de existir.

O quadro é do Basquiat. Que fala de eus e de corpo, por tantas vezes, em suas obras.

28/05/2019
É muito comum que as pessoas me perguntem porque eu que sempre estive posicionada de modo social e ao lado das minorias ...
27/05/2019

É muito comum que as pessoas me perguntem porque eu que sempre estive posicionada de modo social e ao lado das minorias me disponho a atender pessoas brancas, de classes sociais abastadas e do gênero masculino.

Confesso que algumas coisas acontecem por acaso: meus primeiros clientes em clínica que decidiram permanecer eram homens. Ambos completamente diferentes entre si, desde as composições entre estruturas. E por algum tipo de acaso fui colocada a compor com estas diferenças.

Os pensamentos vieram depois: para além das estruturas, quais as sutilezas que habitam um corpo. Como as estruturas incidem em cada corpo? O que acontece no campo dos afetos, das sutilezas? Como relações potentes entre diferenças se tornam um caminho, inclusive, para afirmar que somos diferentes e podemos coexistir com afetuosidade?

Nas entrelinhas, nos detalhes, nas sutilezas, as estruturas sempre se tornam outra coisa. Se tornam gente tentando existir do jeito que dá e com a história que teve.

E, por isso, em diferença, componho.

Na foto, o Kazuo Ohno, um dos criadores da dança butô. E a sua delicadeza

Nomear um tipo de violência é como poder dizer daquilo que a circunda, das relações de poder que compõem o jogo daquilo ...
09/05/2019

Nomear um tipo de violência é como poder dizer daquilo que a circunda, das relações de poder que compõem o jogo daquilo que a sustenta.

Uma política de Estado que exclui o termo "violência obstétrica" empurra para debaixo do tapete a dor e a vivência de mulheres que tiveram roubadas a sua autonomia da experiência do parto. É calar uma violação produtora de sofrimentos.

Quando calamos, quando não nomeamos, normalizamos. De algum modo, é um movimento que diz que não importa se mulheres são violadas, se sofrem, se tem a potência da experiência do parto aniquilada pelo poder médico, se isso gera marcas. Nada disso importa. No pensamento que sustenta esse tipo de medida, as vidas das mulheres não importam.
Importa o parto rápido, a decisão médica, a imposição.
Uma política aniquiladora da vida.

Penso nas roupas como componentes dos processos de subjetivação. Não à toa. A minha trajetória profissional sempre esbar...
23/04/2019

Penso nas roupas como componentes dos processos de subjetivação. Não à toa. A minha trajetória profissional sempre esbarrou na relação entre os nossos corpos e o mundo que habitamos.

Como propor relações possíveis com as roupas que não sejam de dominação, mas de criação de relações potentes entre corpos e o mundo? Como trazer mais do sujeito, de suas histórias, memórias, desejos de formas para a relação com as roupas?

Na imagem, uma roupa da coleção "Body meets dress, dress meets body", da designer japonesa Rei Kawakubo, dona da , e que nos suscita a pergunta: que vidas e que redes cabem entre um corpo e uma roupa?

Evaldo foi executado com oitenta tiros. A morte do seu corpo negro se junta a um tanto de assassinatos cometidos pelo Es...
09/04/2019

Evaldo foi executado com oitenta tiros. A morte do seu corpo negro se junta a um tanto de assassinatos cometidos pelo Estado brasileiro que vive a se enganar sobre talvez uma pessoa de pele retinta ser suspeita. E há sempre uma justif**ativa: um engano, uma confusão.

Um engano que se repete há 500 anos e que nos faz lembrar: o genocídio e a desumanização da população negra é um fator constituinte das subjetividades brasileiras.

Um garoto negro quando vê outro garoto negro ser morto entende a mensagem de que isso pode acontecer com ele. E isso produz sofrimento. Um garoto negro que aprende estratégias para sobreviver tendo um alvo no meio de sua testa, sabe que, talvez amanhã as estratégias possam falhar.

Falamos de corpos marcados, de mãos que já se guiam para trás da cabeça no próximo enquadro. Do medo de existir tendo a pele que tem. De ser desumanizado e ter um direito à existência negado.

Ressoa aqui o choro de Luciana, esposa de Evaldo, que teve o seu marido executado pelo estado. Ela diz que perdeu o melhor amigo dela pelas mãos de quem deveria protegê-los.

Corpos negros não estão protegidos. Eles estão com um alvo.

E precisam ser ouvidos. Vivos.



Em semana de julgamento  sobre a criminalização da homofobia, não há como escapar do debate. Daqui, tenho sérias crítica...
15/02/2019

Em semana de julgamento sobre a criminalização da homofobia, não há como escapar do debate.

Daqui, tenho sérias críticas às políticas punitivistas, porém, as entendo enquanto uma ferramenta possível para o contexto social que vivemos. Se somos o país que mais mata LGBTs no mundo, temos que recorrer a algum tipo de recurso que nos faça afirmar que pessoas são mortas pelo simples fato de habitarem o mundo sendo quem são e que isso é inaceitável. É marcar o motivo do crime. É nomear, dizer que é crime de ódio e que, este ódio tem nome.

O que me ocorre, porém, é que este tipo de medida não é o suficiente. LGBTs não são mortos à toa. Este ódio está espalhado por todo o nosso campo social e criminalizar não estanca um modo de subjetivação que é hegemônico. A questão que me toma é: como, no momento histórico que vivemos, criar políticas públicas que incidam justamente no campos social e cultural, de modo a atuar naquilo que sustenta a homofobia há tanto tempo.

A prática da psicologia clínica deve entender-se enquanto política e, portanto, levar em conta esta construção social em seu território de análise. Levar em conta a homofobia enquanto uma prática social que causa sofrimento. E poder fortalecer e afirmar as vidas LGBT para habitarem o mundo como são.

Em uma caminhada enquanto terapeuta, encontramos muitas pessoas que nos criam reverberações, afetando o nosso jeito de a...
23/12/2018

Em uma caminhada enquanto terapeuta, encontramos muitas pessoas que nos criam reverberações, afetando o nosso jeito de atender e de estar com o outro.

Quando me mudei para São Paulo, após ter me graduado em Assis, escolhi uma supervisora clínica que mudou muito do meu jeito de atender e de estar com outro. Este ano, tão conturbado, contou com a partida dela.

Nós, daqui, lidamos com os rastros.

Zeneide Monteiro nasceu em São Paulo. É psicóloga esquizoanalista. Atua como consultora e formadora em saúde e educação. Em seu solo conta da militância no m...

11/12/2018

9 ESTRATÉGIAS PARA LIDAR COM FASCISMOS

Proponho estas nove estratégias como uma forma de compartilhar formas reais que aprendeu em minha experiência de psicóloga clínica e social, mas também em outros territórios existências da vida, como o movimento punk, o hardcore o zen budismo e etc, espaços que me ensinaram maneiras de re-exisistir. É uma maneira de dividir estratégias para que a gente não caia no enredo subjetivo que uma ascensão fascista promove.

A gente precisa, antes de tudo, entender o fascismo enquanto um vetor de subjetivação. Ele não é um partido organizado, fechado, cerrado, que está ali e não passa em nenhum lugar em nós. Ele nos compõe, está ali, dentro de nós, desejantes de autoridades que possam calar o caos e manter a ordem. (O que explica a mulher, o preto, o pobre que votaram naquele cara lá).

Deste modo, o fascismo enquanto força de subjetivação trabalha a partir do enfraquecimento das forças vitais. Não é a toa que nós temos nos sentido tristes ou com medo. Este é o objetivo desse tipo de força: se ramif**ar e expandir em terrenos desesperados e aliados a um sentimento de catástrofe.

Neste contexto, é natural que nós fiquemos em busca de quem possa nos salvar ou que fiquemos pensando em estratégias desesperadas em que tentemos nos precaver eleitoralmente da ascensão fascista. Entendo, mas é muito pouco para o que tem acontecido agora. Isso porque, independentemente de qualquer cenário eleitoral, este tipo de pensamento e de afeto está ganhando uma maior força de expressão. Mais do que odiarmos ou tentar nos rebelar contra o fascismo que nos compõe, o que acontece é que, neste momento, muitos o afirmam enquanto pensamentos e valores éticos, enquanto uma defesa para o que deve ou não ser o mundo.

1) Não tome a raiva que você sente para você. Use-a de forma combativa. Seja irônico, deboche, ria. Escreva, desenhe, cante, atue, manifeste-se, panflete, faça zines, faça oficinas. Transforme a raiva e o ódio em força expressiva e de ataque.

2) não gaste tempo explicando sobre o que é racismo, homofobia, estado de exceção, ditadura militar com quem realmente acredita que isso não seja problemático. Isso só aumenta o desespero e a sensação de jogo perdido.

3) Caso você se perceba entristecido por conta do contexto político, perceba se esta é uma tristeza que te faz f**ar com medo e sentimento de impotência. Se for, se torne novamente para você, e pense naquilo que ressoa nesta tristeza: o que, no contexto atual, te faz triste? Como contornar e tornar esta vida uma ação cheia de vida para o mundo? Em outras palavras: como usar a sua revolta de jeitos que alimentem a vida (a sua, a dos seus companheiros, a dos que vão estar ao seu lado nas trincheiras)?

4) Algumas coisas práticas, bastante simples, mas que fazem total diferença para o corpo. Faça exercícios físicos, especialmente os de alongamento (para abrir espaço no corpo) e os de fortalecimento (para que estejamos fortes para sustentar todos os afetos que nos acometem agora). Treine a sua respiração (ela é aquilo que abre espaço para a vida e a diversidade de afetos no corpo. sustentar a tristeza e o medo, sem paralizar, f**a mais fácil com ela). Alimente-se bem (s**o vazio não para em pé e muito menos vai pro front).

5) É preciso estar atento, a cada coisa, a cada afeto, a cada sensação. Lembre-se: um vetor fascista de subjetivação quer te paralisar, te deixar perdido e amedrontado. Se você sentir isso, volte para os passos anteriores e veja quais são as saídas possíveis.

6) Crie espaços de diálogos com quem você sente que está com você. A gente precisa uns dos outros para sentir segurança e firmeza neste momento.

7) Leia, assista vídeos, veja filmes. Construa um pensamento sobre o nosso atual contexto social. Isso dá alguns apaziguamentos, ajuda na luta contra o desespero e a afobação.

8) Em uma discussão com um fascista que fala todos aqueles clichês que a gente conhece sobre corrupção, saúde, educação, criancinhas, lembre-se de Reich e pergunte a ele: "O que você faz, na prática, para alimentar esta nação, sem arruinar outras nações? O que você faz, como médico, contra as doenças crônicas; como educador, pelo bem-estar das crianças; como economista, contra a pobreza; como assistente social, contra o cansaço das mães de prole numerosa; como arquiteto, pela promoção da higiene habitacional? E agora, em vez da conversa fiada de costume, dê respostas concretas e práticas, ou, então, cale-se!" (REICH, 1988, p. 14)

9) Lembre-se: o fascismo não vai acabar por manobras políticas eleitorais. Respire. Esteja atento. E cuide-se.

08/12/2018

Diante do cenário político atual, acredito ser de extrema importância compartilhar textos que falem de rastros subjetivos de questões sociais.

Estou tomando a liberdade para compartilhar um texto do Felicio Dias a respeito de rastros da ditadura militar na literatura.

Boa leitura!

https://repositorio.ufsc.br/bitstream/id/f4d6636c-c513-4089-bd23-5149841142fa/5.%20Ler%20o%20Sul%20a%20contrapelo...%20-%20FELICIO%20DIAS.pdf

Neste texto, o psicanalista Christian Dunker fala um pouco sobre a prática do cuidado de si e coloca o seu problema cent...
03/12/2018

Neste texto, o psicanalista Christian Dunker fala um pouco sobre a prática do cuidado de si e coloca o seu problema central: qual é a relação que você mantém consigo mesmo?

O problema central do cuidado de si é: que tipo de relação você mantém consigo?

02/12/2018
Lygia Clark e seus objetos relacionais
07/10/2017

Lygia Clark e seus objetos relacionais

"experimentos de si" é uma proposta clínica pontual e grupal.serão dois dias de propostas clínicas que apostam no corpo ...
04/10/2017

"experimentos de si" é uma proposta clínica pontual e grupal.
serão dois dias de propostas clínicas que apostam no corpo sensível enquanto uma forma de resistência ao endurecimento promovido pela vida cotidiana, mecânica e veloz da cidade cinza.
assim, teremos atividades que conectem os participantes com as suas histórias, seus corpos, suas potências, sensibilidades e que promovam experimentações de outros eus possíveis. um exercício de cuidar de si.
maiores informações via whatsapp (11) 98529-5763 ou via e-mail [email protected]
___________________________
Mariana Watanabe é psicóloga, graduada pela UNESP/Assis, terapeuta bioenergética em formação pela SOBAB, mestranda em Design pela Universidade Anhembi Morumbi. Dedica-se aos estudos sobre clínica, corpo, gênero e arte desde a sua graduação. Tem experiência nas áreas sociais e da educação e atua, atualmente, exclusivamente como psicóloga clínica.

Durante a minha trajetória profissional, estive muito envolvida com o desenvolvimento de oficinas artísticas e de experi...
26/07/2017

Durante a minha trajetória profissional, estive muito envolvida com o desenvolvimento de oficinas artísticas e de experimentação corporal, por acreditar na arte e no corpo enquanto grandes potências clínicas.

Nesta proposta de oficina, de desenho para pessoas que não desenham, realizo diversos exercícios de desbloqueio para que se possa experimentar a potência de criar a partir do desenho.

Vamos?

Em parceria com a Sofia Cruz, estou dando início a este grupo para psicólogos.Durante as nossas formações, nós duas semp...
10/05/2017

Em parceria com a Sofia Cruz, estou dando início a este grupo para psicólogos.

Durante as nossas formações, nós duas sempre tivemos um incômodo com o fato de que saíamos das universidades muito bem formados em teoria, mas com pouca provocação das nossas capacidades sensíveis.

Sendo assim, criamos esta proposta de grupo que pretende trazer exercícios que provoquem o corpo e o sensível do profissional psicólogo. Além disso, pretendemos abrir espaços para acolhimento e escuta de questões que estejam aparecendo nas práticas dos participantes.

A frequência do grupo será quinzenal, às quintas-feiras das 19h30 às 21h, na região de Perdizes. E o valor sugerido para a participação é de 80 reais por encontro.

Para maiores informações, entre em contato via inbox ou no telefone e email que estão na imagem.

Até logo :)

Em 2017, nas quintas-feiras, no período da tarde, disponibilizarei três horários para oferecer plantões psicológicos.Com...
17/01/2017

Em 2017, nas quintas-feiras, no período da tarde, disponibilizarei três horários para oferecer plantões psicológicos.

Como funcionarão os plantões?

O plantão é um espaço clínico, breve, de escuta e acolhida mais emergencial. Quando você estiver passando por alguma questão e quiser encontrar espaço qualif**ado para lidar com ela, sem a obrigatoriedade de entrar em um processo terapêutico, este será o seu espaço.

Para maiores informações como valores, horários disponíveis e local de atendimento, entre em contato inbox ou via whatsapp (11)985295763

14/10/2016

Rafael Procopio shared a video

21/09/2016

Fui convidada para escrever um texto sobre o Setembro Amarelo. E saiu este texto. Agradeço à Feminaria, pelo convite. E pelos efeitos que brotaram do mesmo.

http://feminaria.com.br/2016/09/a-vida-e-uma-variacao-de-afetos-por-mariana-watanabe/

A vida é uma variação de afetos – por Mariana Watanabe Posted on21 de setembro de 2016AuthorAna BavonDeixe um comentário Quando me propuseram a escrita deste texto, sobre o Setembro Amarelo, pensei em muitas coisas para falar: promoção de vida, fortalecimento de rede de apoio, algumas vãs filosofias...

" Não se trata de uma imitação, porque não há modelos, não fazemos tal qual uma criança, não queremos voltar à pré-escol...
18/08/2016

" Não se trata de uma imitação, porque não há modelos, não fazemos tal qual uma criança, não queremos voltar à pré-escola, não colocamos vestidos e passamos batom para entrar em um devir-mulher, não uivamos para entrar em um devir-animal, não quebramos vidraças para entrar em um devir-revolucionário. A imitação é um fracasso. Ela pode servir para, em um primeiro momento, entrar em uma zona de vizinhança, mas devir não é seguir um modelo, é uma relação real para além de toda correspondência, sem semelhança, nem homologia. Comprar uma máquina de escrever e sentar no Starbucks não é entrar em devir-escritor.

Devir também não é analogia. Porque ainda se está nas estruturas que conduzem os fluxos do desejo. O devir é um fluxo que escapa, que cria buracos na estrutura e faz verter desejos que estavam antes condicionados e canalizados. Não me comporto como o lobo-alfa para, na minha empresa, entrar em devir-animal e ser promovido; não me comporto de modo infantil para, no meu relacionamento, entrar em devir-criança e ser amado. Nosso ponto de partida é a perda de fundamento, o corpo não gira mais em torno de seu eixo, nem de outro corpo maior. Agora ele passa entre, traça uma tangente."

Devir é um dos principais conceitos criados por Deleuze e Guattari e é essencial para entender como seu pensamento funciona. Os devires se definem em um campo de multiplicidade, desdobramento da di…

15/08/2016

Experimentações Transdisciplinares - 20 e 21 de Agosto de 2016

A Epiphanea. somos todos artistas está propondo esta vivência com a Thaís Ueda, neste fim de semana. Vamos?https://www.e...
12/08/2016

A Epiphanea. somos todos artistas está propondo esta vivência com a Thaís Ueda, neste fim de semana. Vamos?

https://www.eventbrite.com.br/e/voar-e-cair-e-errar-o-chao-tickets-26659265581

VOAR é cair e errar o CHÃO como você se transforma em arte? uma vivência que irá usar os seus desafios para materializar ideias e servir como combustível individual para a criatividade. Thais Ueda é formada em Comunicação Social pela ESPM e em Desenho Industrial pela Universidade Mackenzie. Sua pr...

10/08/2016

ÚLTIMA SEMANA!!!
As inscrições no Seminário Novos Povoamentos se encerram dia 15/08.
Acesse o site e preencha o formulário online!
- Data: 29 e 30 de setembro
- Modalidades: Ouvinte ou Participante de GT
- Prazo de inscrição: 15 de agosto

http://www.atelierpaulista.com/?page_id=2757
03/08/2016

http://www.atelierpaulista.com/?page_id=2757

O Atelier Paulista é um centro independente de estudos e produção de arte criado em 1980, pelas artistas Marilu Beer e Branca de Oliveira. Tem como objetivo fomentar projetos artísticos, envolvendo gravura, desenho, pintura, multimídia e intermídia. Visa também à reflexão sobre as metodologias e pro...

03/08/2016

Uma foto circula nas redes sociais. Quem aparece não esconde nome, rosto, nem profissão: é um médico com estetoscópio pendurado no pescoço, que mira a câmera com expressão de deboche, segurando uma folha de receita médica com os dizeres “não existe peleumonia nem raôxis”. Na legenda, “uma imagem vale mais do que mil palavras”. Ele tem razão. Diferente das suas tentativas de justif**ar que “foi apenas uma brincadeira”, a imagem diz mais. A imagem mostra um profissional que se esqueceu dos preceitos éticos da sua formação, que ignorou ser o guardião das dores e segredos de um corpo e ridicularizou quem lhe confiou vulnerabilidades. A imagem mostra a prática de uma medicina que se sabe elitista e distante daqueles que mais precisam de seus cuidados. Por sorte, outra colega de profissão veio em socorro e sabedoria, reagir ao debochador e acolher a quem tem dor: “Existe peleumonia. Pode dizê. Eu quero ouvir.” É isso mesmo, doutora Júlia Rocha, cuidar é ouvir, não importa como seja dito. A única língua da medicina é o acolhimento.

"Hoje em dia, num certo sentido, é preciso produzir silêncio, criar esses silêncios que não estão dados. Uma vez, compre...
30/07/2016

"Hoje em dia, num certo sentido, é preciso produzir silêncio, criar esses silêncios que não estão dados. Uma vez, comprei um aparelho que fazia silêncio, um dispositivo que também fazia seu ruído. Não consegui o grau de autismo e de surdez que queria. Não é assim, pois, nessa concretude. É outra coisa. Mas, com essas deserções ativas, há um êxodo, provável, de certos hábitos que se tornaram quase uma natureza e talvez aí se criem outras coisas".

Peter Pál Pelbart nasceu em Budapeste, capital da Hungria, em 1956. Ao Brasil, chegou ainda rapaz; foi a Paris para estudar na Sorbonne e retornou na década de 1980, quando fez mestrado e doutorado na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Filósofo, tradutor, referência nos

"Mas uma vida na qual todo sofrimento é sintoma a ser extirpado é uma vida dependente de maneira compulsiva da voz segur...
25/07/2016

"Mas uma vida na qual todo sofrimento é sintoma a ser extirpado é uma vida dependente de maneira compulsiva da voz segura do especialista, restrita a um padrão de normalidade que não é outra coisa que a internalização desesperada de uma normatividade disciplinar decidida em laboratório. Ou seja, uma vida cada vez mais enfraquecida e incapaz de lidar com conflitos, contradições e reconfigurações necessárias. Há de se perguntar se tal enfraquecimento não será, ao final, o resultado social dessas modif**ações no campo da saúde mental patrocinadas pelo DSM. Há de se perguntar também a quem tal situação interessa".

Por Vladimir Safatle.

O que está por trás do DSM-5 e sua tentativa de transformar a experiência do sofrimento em patologia a ser tratada

22/07/2016

Algumas pessoas me pedem constantemente exercícios de relaxamento e meditação, tanto em meus atendimentos, como no dia-a-dia.

Alguns aplicativos de técnicas guiadas de relaxamento são bem legais para quem quiser começar ou para quem está em momentos de grande acúmulo de tensão.

Dois deles são o Calm e o Stop,breathe and think. Ambos são em inglês, mas de todos os que achei são os mais completos. Com relaxamentos guiados para diversos tipos de situação.

Para terapeutas, servem como um ótimo banco de idéias para aquecimentos, fechamentos ou trabalhos com grupos.

Estas são as páginas deles:

https://www.facebook.com/stopbreathethink/?fref=ts

https://www.facebook.com/calmdotcom/?fref=ts

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