02/12/2019
Hey! Qual é o caminho que você não tomou?
Um dos poemas mais conhecidos da literatura norte-americana foi escrito por Robert Frost (1874-1963). É o famoso “The road not taken”, traduzido como “O caminho que não tomei”. Entre duas possibilidades, que caminho tomar?
Pode ser entre dois amores, dois empregos, duas ruas, dois países. Pode ser uma encruzilhada qualquer. O fato é que a escolha é, às vezes, algo complicado. Tão complicado que uns psicólogos norte-americanos criaram a “teoria da dissonância cognitiva” baseada nesse drama.
Como escolhemos as coisas, seja uma geladeira, uma proposta, uma roupa, e que racionalizações fazemos para justificar a direção tomada?
Diz o poeta que duas estradas divergentes surgiram-lhe num bosque amarelado, e infelizmente ele não podia viajar ao mesmo tempo pelas duas. Eram duas estradas e ele era uma pessoa só. Ele estendeu os olhos sobre a primeira delas tão longe quanto podia até que ela se perdesse na folhagem.
No entanto, mesmo diante dessa sedução, ele tomou a outra via, que tinha uma agreste vegetação dificultando-lhe o caminho. Fazer tal escolha foi, ao mesmo tempo, obter e perder alguma coisa.
Na última estrofe, reproduzo uma das minhas partes favoritas. “Dois caminhos bifurcavam, e eu –
O menos pisado tomei como meu
E a diferença está toda aí”. Ou seja, em minha vida eu tomei a estrada mais difícil, menos usada, e isto fez toda a diferença.
Lembre-se: Terapia não lhe dará respostas prontas, mas ajuda a pensar nos "caminhos".