19/08/2023
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Sempre discuto que no tratamento da obesidade, a perda de peso é apenas parte do processo, e é preciso entender que manter o peso perdido é a parte mais difícil, por ser eterna e requerer esforços contínuos (como a analogia de andar numa escada rolante ao contrário).
👉A dificuldade da manutenção existe também pois ela gera menos recompensa e motivação: ninguém comemora por estar com o mesmo peso de 1 mês atrás com o mesmo vigor que comemora as perdas.
👉Assim, buscar novas metas de evolução para essa fase pode ajudar no processo e o melhor é olhar para o exercício.
👉Estudos mostram que mais de 90% das pessoas bem sucedidas em manter o peso são fisicamente ativas, e a média de exercício é ao redor de 300 minutos por semana.
👉Assim, uma estratégia pode ser, ao ter atingido um peso de manutenção, focar menos na balança como objetivo, e mais como parâmetro, e usar evolução no exercício como meta principal. Por exemplo: estou correndo 5km, vou ter meta chegar aos 6km; ou reduzir o tempo em que atinjo uma marca; ou aumentar a carga de exercícios de força, e assim por diante. É claro, um profissional de educação física pode ajudar bastante no processo.
👉Dessa forma, sempre haverá algo a atingir, o foco (e eventual paranoia) com a balança pode reduzir, e a tendência inclusive é melhora de composição corporal a longo prazo, mesmo sem grande variação no peso
👉Focar na composição corporal na manutenção também é viável, mas as melhoras tendem a ser mais lentas, e não adianta ficar fazendo bioimpedância ou outros métodos com muita frequência.
👉Ou seja, use o exercício como seu maior aliado para essa fase: sem ele, a chance de manter o peso a longo prazo é muito menor; e com ele, você consegue buscar novos objetivos que sempre te desafiem! Além, é claro, de todos os benefícios em saúde e qualidade de vida que vão muito além dos números na balança!
Ref: D’Souza. Exercise in the maintainance of weight loss: health benefits beyond the scales. Brit J Sports Med 2021