06/01/2026
Todo mundo prendeu a respiração nessas cenas. Mas o medo não era só do monstro.
Era do corpo. Do peso. Da ideia de que ele não ia dar conta.
A série fez algo poderoso: colocou na tela o preconceito que a gente carrega no olhar sem perceber. A expectativa de falha. A associação automática entre corpo e incapacidade.
E quando ele passa, quando ele corre, quando ele sobrevive… o desconforto não é sobre a cena. É sobre perceber o quanto a gente foi treinado a duvidar de certos corpos.
Esse não é um post sobre Stranger Things. É sobre como o estigma corporal opera em silêncio... na ficção, na clínica, nas relações e dentro de nós.
Se esse episódio te incomodou, talvez não tenha sido pelo suspense. Talvez tenha sido porque ele escancarou um viés que a gente prefere não enxergar.
Que esse seja um convite para rever narrativas. Sobre corpos. Sobre capacidade. Sobre quem você espera que falhe antes mesmo de tentar.