19/11/2025
Hoje eu assisti o curta de 12 minutos da Netflix “Se algo acontecer… te amo” e, sem perceber, fiquei alguns minutos parada olhando para o nada. O curta terminou, mas parecia que algo dentro de mim ainda estava acontecendo. E talvez você conheça essa sensação.
A história é curta, mas ela te atravessa como se abrisse uma porta que você evita tocar. A porta da saudade. Das memórias. Daquilo que você não diz em voz alta, mas que vive em silêncio dentro do peito.
Enquanto eu assistia, lembrei das pessoas que já não estão aqui. Dos momentos que eu nem percebi que seriam os últimos. Lembrei de risadas que hoje viraram lembranças. Lembrei de versões minhas que f**aram pelo caminho. É estranho como um filme tão pequeno consegue nos fazer revisitar tanto.
E aí, no final, restou uma pergunta que grudou em mim e não saiu mais:
A gente realmente sabe viver a vida enquanto ela acontece?
Porque o tempo não avisa.
A gente acha que tem amanhã, mas às vezes não tem.
A gente adia conversas, abraços, “eu te amo”.
E quando percebe… ficou tarde demais.
“Se algo acontecer… te amo” não é só um filme.
É um lembrete.
Um chamado.
Um empurrão suave dizendo:
vai viver, vai sentir, vai estar presente.
O que importa está acontecendo agora.
E a pergunta que ecoa depois é simples e profunda:
o que você faria hoje se soubesse o valor real deste instante?