03/04/2022
O transtorno do espectro autista (TEA) é caracterizado por uma alteração no desenvolvimento cerebral que causa mudanças na comunicação social e comportamentos repetitivos e estereotipados.
Para quem vive com o quadro, alterações sensoriais, como o incômodo extremo com certos barulhos ou texturas, e um repertório específico de interesses - chamado também de hiperfoco - costumam ser comuns.
"Os autistas têm uma maneira diferente de perceber o mundo. Isso faz com que eles voltem a atenção para outros elementos do ambiente que não são necessariamente os estímulos sociais.
Em um ambiente cheio de gente, por exemplo, é possível que o barulho de um instrumento ou do motor de um carro na rua chame mais atenção do que a voz das pessoas", explica a psiquiatra Mirian Revers Biasão, professora da Escola Internacional de Desenvolvimento (EID).
A médica, que pesquisa autismo, explica que, por conta disso, a experiência de pessoa com TEA resulta em aprendizados diferentes e ações distintas daquelas geralmente esperadas socialmente entre pessoas neurotípicas.
"Eu, por exemplo, aprendi a me comportar em determinado ambiente porque observei e alguém, como minha mãe, me ensinou.
O que acontece com os autistas é que eles conseguem aprender como interpretar as ações de outras pessoas e entender o que é esperado deles, mas isso não acontece de forma tão natural", diz.
É esse processo de tentar mimetizar comportamentos considerados socialmente aceitos em grupos como amigos de escola, no trabalho e até nas relações familiares, que é conhecido por "camuflagem social" ou "masking".
"Como não é tão natural para neuroatípicos, essas atitudes acabam gastando mais energia do cérebro e a pessoa pode ficar exausta, tanto fisicamente quanto emocionalmente", esclarece Biasão.
Para entender como essa "camuflagem social" acaba prejudicando pessoas com autismo, principalmente meninas, continue a ler a reportagem no nosso site.
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