10/08/2025
Neste Dia dos Pais, meu coração transborda em uma experiência que muitos de nós conhecemos bem: a coexistência da alegria e da tristeza, da luz e da sombra. É uma dança constante, um lembrete de que somos feitos de múltiplos tons.
Hoje, a alegria me inunda ao ver a linda conexão entre meu marido e nossas filhas, testemunhando o amor e a paternidade florescerem. Essa cena enche minha alma de gratidão e celebração por cada momento presente.
No entanto, essa mesma data me convida a uma visita da tristeza, uma melancolia suave que surge da ausência do meu pai. Recordo-me de sonhos e ideais, de tudo o que imaginei que ele viveria e compartilharia com minhas filhas. É uma dor que toca a alma, uma saudade do que poderia ter sido.
Compreendo, cada vez mais, que essa dualidade não enfraquece a experiência, mas a torna mais rica e humana. Tenho a leve sensação de que somente não existimos fisicamente no mesmo tempo e espaço. E está tudo bem. A capacidade de sentir plenamente tanto a felicidade quanto a saudade nos mostra a profundidade da nossa existência. Não precisamos escolher um lado; podemos abraçar ambos, permitindo que a luz da gratidão ilumine a sombra da lembrança.
Que este dia seja um convite a sentir. A celebrar a vida que floresce e a honrar as memórias que moram em nossos corações. Afinal, somos feitos de tudo isso, de toda a luz e toda a sombra que nos tornam quem somos.
Só sente falta quem teve o privilégio de viver algo que tocou a alma.