09/04/2026
Naturalmente geniais, capazes de alcançar ótimos resultados com muito menos esforços e, por isso mesmo, destinados ao sucesso. Em linhas gerais, é assim que o senso comum concebe as trajetórias daqueles indivíduos que são classificados como possuidores de altas habilidades ou de superdotação. Porém, os cientistas que se dedicam a estudar de perto as capacidades cognitivas e as histórias de vida deste grupo – que segundo a Organização Mundial da Saúde pode compreender entre 3% e 5% da população mundial – sabem que o quadro é mais complexo e nuançado, e que há áreas em que, talvez, essas pessoas experimentem mais dificuldades, e não menos.
Uma dessas áreas é a das habilidades sociais, isso é, o conjunto de comportamentos que nos permitem estabelecer interações de qualidade com as demais pessoas. A literatura científica sobre o tema mostra que há duas perspectivas dominantes entre os pesquisadores. Uma destas perspectivas sustenta que os superdotados experimentam um déficit em termos de suas habilidades sociais e interpessoais, e a outra crê que, na verdade, eles estão em vantagem neste quesito, em comparação com pessoas que não possuem altas habilidades.