06/01/2026
Na sua obra "A VONTADE DE SENTIDO", Viltor Frankl traz a seguinte reflexão:
"𝐎 𝐡𝐨𝐦𝐞𝐦 𝐞 𝐩𝐮𝐱𝐚𝐝𝐨 𝐩𝐨𝐫 𝐢𝐦𝐩𝐮𝐥𝐬𝐨𝐬, 𝐦𝐚𝐬 𝐞𝐦𝐩𝐮𝐫𝐫𝐚𝐝𝐨 𝐩𝐨𝐫 𝐯𝐚𝐥𝐨𝐫𝐞𝐬".
Conhecer essa distinção é fundamental para entendermos com agimos no dia a dia, principalmente em ambientes profissionais e sociais.
𝐎 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐯𝐚𝐥𝐨 𝐞𝐧𝐭𝐫𝐞 𝐨 𝐢𝐦𝐩𝐮𝐥𝐬𝐨 𝐞 𝐚 𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨.
O impulso é biológico, imediato e, muitas vezes, reativo. Já os valores por sua vez, são construídos conscientemente. São o que escolhemos ser. A liberdade, de verdade, está justamente no pequeno espaço que existe entre sentir um impulso, e decidir a ação que será tomada.
𝐀 𝐞𝐬𝐜𝐨𝐥𝐡𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐜𝐢𝐞𝐧𝐭𝐞.
Muitas vezes, sentimos o desejo de reagir a uma crítica ou de seguir um caminho mais curto para obter um determinado resultado. No entanto, quando confrontamos esse desejo com nossos valores percebemos uma incoerência. Quando desistimos de uma ação por que ela não "combina" com quem somos, estamos na verdade, reafirmando nossa identidade.
𝐎 𝐩𝐞𝐬𝐨 𝐝𝐨 𝐚𝐫𝐫𝐞𝐩𝐞𝐧𝐝𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨.
Essa dinâmica, porém, não é isenta de conflitos. Existe aí uma dualidade a ser analisada:
1️⃣ 𝐀 𝐬𝐚𝐭𝐢𝐬𝐟𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐚 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐠𝐫𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞: Quando deixamos de agir e nos sentimos bem, é porque a omissão foi uma vitória da nossa ética sobre o instinto.
2️⃣ 𝐎 𝐩𝐞𝐬𝐨 𝐝𝐚 𝐨𝐦𝐢𝐬𝐬𝐚̃𝐨: Quando deixamos de agir e nos arrependemos, mostra que o valor que deveria nos ter guiado era o da coragem ou da iniciativa, mas nos deixamos ser paralisados pelo medo.
O arrependimento costuma aparecer quando confundimos "valor" com "medo". Deixar de fazer algo por princípios, gera paz. Deixar de fazer por insegurança, gera frustração (leia-se: arrependimento).
A frase de Viktor Frankl não é apenas uma crença. É um mapa de responsabilidade individual. Não somos escravos do que sentimos, mas somos arquitetos do que fazemos com o que sentimos.
No final, a pergunta que f**a não é o que tivemos vontade de fazer, mas quais valores pesaram mais na hora da decisão.
Quer aprofundar um pouco mais essa discussão sobre "impulsos" vs "valores", lembre-se que estamos apenas a uma mensagem de distância.