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NARCISISMO PERVERSO"Ninguém abandona Picasso!Mas ela fez.""Durante décadas, Picasso transformou suas musas em ruínas hum...
28/11/2025

NARCISISMO PERVERSO

"Ninguém abandona Picasso!
Mas ela fez."

"Durante décadas, Picasso transformou suas musas em ruínas humanas.
Não é metáfora. É história.
Marie-Thérèse Walter enforcou-se quatro anos após a morte do artista.
Dora Maar passou por longos internamentos psiquiátricos após ser descartada.
Jacqueline Roque suicidou-se 13 anos depois de ficar viúva.

Picasso costumava dizer:
- As mulheres são deusas ou capachos.
Máquinas de sofrer.
Admirava-as e depois consumia-as.
Pintava-as e depois rasgava-as.
Deixava-as sem peça, sem nome, sem si mesmas.

Todas caíram. Menos uma.
Françoise Gilot.

Paris, 1943.
Cidade ocupada. Cafés em sussurro. Medo no ar.

Em uma sala cheia de fumo, eles se encontram pela primeira vez:
Picasso, 61 anos
Françoise, 21 anos, estudante de arte, olhar firme, ideias próprias.

Ele tenta impor-se:
- Eu poderia ser seu pai.
Ela responde sem se inclinar:
- Tu não és meu pai.

Esse foi o primeiro golpe.
O único que saiu do outro lado.

Eles viveram juntos uma década: amor, tensão, telas e guerra emocional.
Eles tiveram dois filhos - Claude e Paloma - e centenas de retratos.
Mas Françoise compreendeu algo que outras não conseguiram ver claramente:
Picasso precisava destruir aquilo que mais amava.

O encanto inicial cedeu à humilhação, ao controle, à possessão total.
Cada gesto de independência era uma ofensa.
Cada avanço artístico dela, uma ameaça.

E um dia, sem gritos nem lágrimas, apenas com lucidez, disse-se:
- Estou viva. E ainda posso me salvar.
Tinha 32 anos quando o deixou.
Picasso riu, descrente:
- Ninguém deixa Picasso.
Ela saiu pela porta.

Ele tentou apagá-la da arte.
Galeristas, críticos, museus: chamou todo mundo.
Disse que sem ele eu não era ninguém.
Françoise continuou pintando.
Tela por tela.
Cidade para cidade.
Com duas crianças, com dignidade, com calma.

Em 1964, publicou Vida com Picasso, um testemunho que derrubou silêncios e mostrou ao mundo um génio capaz de devorar aqueles que o rodeavam.
Picasso tentou bani-lo.
O mundo leu de qualquer maneira.

Não foi vingança. Foi sobrevivência.
- Eu devia a verdade a outras mulheres.

Anos mais tarde, o destino colocou outro universo diante dela: Jonas Salk, criador da vacina contra a poliomielite.
Onde Picasso desejava possuir, Salk procurava curar.
Casaram-se em 1970.
Amor sem subjugação.
Respeito sem medo.

Entretanto, a obra de Gilot crescia — Met, MoMA, Pompidou — museus que a receberam não por ser ex de Picasso, mas por ser Françoise Gilot.

Uma artista completa.
Uma mulher livre.

Picasso morreu em 1973, aos 91 anos, rodeado de fama, mas também dos vazios que ele próprio criou.
Françoise viveu até 2023, lúcida, ativa, dona de si.

Cinquenta anos mais de luz do que ele.
50 anos de prova definitiva.

Quando lhe perguntaram como encontrou forças para ir embora, respondeu:
- Porque a liberdade é o único amor que vale a pena manter.

Picasso pintou seu rosto centenas de vezes tentando possuí-lo.
Ela pintou o seu destino uma vez — e foi o suficiente.

Ele marcou a história da arte.
Ela marcou a da coragem.
Françoise Gilot não foi musa.
Foi resistência.

A única mulher que não foi destruída por Picasso.
A única que decidiu ser livre."

Endereço

Online
São Paulo, SP

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