02/03/2026
Na impedâncio-pHmetria, a qualidade do resultado começa antes do exame — e a orientação sobre suspensão de medicamentos é um dos pontos mais críticos. IBPs, antiácidos e bloqueadores de ácido alteram diretamente o pH e o padrão de refluxo, podendo mascarar episódios, reduzir a exposição ácida ou mudar o perfil do refluxo detectado. Por isso, alinhar o preparo ao objetivo clínico do exame é fundamental.
Quando a pergunta é diagnóstica — isto é, confirmar ou excluir DRGE e caracterizar o padrão de refluxo —, a conduta habitual é suspender IBPs e antiácidos, conforme a indicação clínica e a segurança do paciente. Assim, avaliamos o refluxo em sua expressão “natural”, identif**ando refluxos ácidos, fracamente ácidos e não ácidos, além da correlação sintoma-refluxo com maior sensibilidade.
Já quando o objetivo é avaliar a eficácia do tratamento, a lógica muda: a impedâncio-pHmetria pode (e deve) ser realizada com o paciente em uso da medicação. Nesse cenário, o exame ajuda a responder perguntas práticas do consultório, como:
• os sintomas persistem apesar do controle ácido?
• há refluxo não ácido explicando a queixa?
• existe boa correlação entre sintomas e eventos detectados?
Em resumo, não existe preparo “padrão” para todos. A orientação correta depende do que você quer responder com o exame. Explicar isso ao paciente evita confusão, aumenta a adesão ao preparo e garante um resultado que realmente oriente a conduta clínica.
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