Dra Raquel Magalhães

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Dra Raquel Magalhães
CRM SP 165 450 RQE 69826-1
Médica Ginecologista
Cirurgiã Robótica especializada no Tratamento de Endometriose e Miomas

Clinica UNICA por Raquel Magalhães
Alameda Ministro Rocha Azevedo, 38 cj 1102
+55 11 94222 0005

28/05/2026

Quando a gente fala em cirurgia para endometriose, existe uma preocupação que muitas vezes aparece antes da decisão de operar: “E as cicatrizes?”

Porque nenhuma mulher está pensando apenas na cirurgia.
Ela está pensando em recuperação, em corpo, em voltar a se sentir confortável consigo mesma.

Na cirurgia robótica, as incisões costumam ser pequenas e posicionadas de forma estratégica. Mas o resultado estético não acontece “sozinho” e nem depende apenas do robô.

Técnica cirúrgica utilizada, forma de fechamento da pele, escolha adequada do fio, cuidado no pós-operatório, acompanhamento… Tudo isso influencia na cicatrização.

Aqui no consultório, acompanhamos essa recuperação junto à dermatologia, orientando hidratação da cicatriz, fita de silicone e proteção solar de forma individualizada.

Tecnologia e cuidado com os detalhes faz toda a diferença no resultado e na experiência da paciente.

27/05/2026

A ideia de que a endometriose vai “piorar muito” rapidamente costuma gerar muita angústia.

Mas, na maioria das vezes, não é assim que a doença se comporta.

Existe uma diferença importante entre ter apenas o diagnóstico em um exame e entender, de fato, como aquela doença está evoluindo ao longo do tempo.

Algumas pacientes chegam com uma “foto” da endometriose. Outras já têm um histórico, exames anteriores, sintomas e acompanhamento que permitem avaliar a velocidade de progressão da doença.

Por isso, a decisão de operar precisa considerar dor, qualidade de vida, desejo reprodutivo, resposta ao tratamento e o contexto completo de cada mulher.

Cada caso tem um comportamento diferente.
E é justamente por isso que comparação entre pacientes costuma atrapalhar mais do que ajudar.

26/05/2026

Participar da Hospitalar é sempre uma oportunidade de discutir o que realmente transforma a medicina: acesso, precisão e segurança.

Na última semana, a convite da , participei de uma demonstração ao vivo de telecirurgia robótica durante a feira.

Enquanto eu estava em São Paulo, o procedimento foi realizado remotamente em um centro de treinamento em Salvador.

Mais do que tecnologia, esse tipo de avanço abre espaço para ampliar o acesso à cirurgia robótica de forma responsável, criteriosa e segura no Brasil.

A inovação só faz sentido quando melhora o cuidado, amplia possibilidades e aproxima pacientes de tratamentos de alta complexidade com qualidade técnica.

25/05/2026

Você não precisa decidir uma cirurgia no desespero.

E eu gostaria que mais mulheres soubessem disso.

A endometriose pode causar dor intensa, tem impacto emocional, gera medo e leva exaustão.
Mas isso não significa que a decisão cirúrgica precise acontecer às pressas.

Na prática, uma boa indicação cirúrgica começa começa na escuta, na investigação correta, no entendimento da rotina, dos sintomas, dos planos e dos limites de cada mulher.

Porque duas pacientes com o mesmo resultado no exame podem precisar de condutas completamente diferentes.

E é exatamente por isso que medicina séria não funciona por fórmula pronta.

A cirurgia pode transformar a vida de muitas mulheres com endometriose.
Mas ela precisa fazer sentido para aquele corpo, naquele momento e daquela forma.

22/05/2026

A maior pesquisa genética já realizada sobre endometriose acaba de reforçar algo que muitas mulheres sentem há anos no próprio corpo e que vemos diariamente na clínica médica: a endometriose é uma doença complexa, inflamatória e sistêmica.

O estudo analisou dados genéticos de cerca de 1,4 milhão de mulheres e identificou 80 regiões genéticas associadas à endometriose, sendo 37 delas descritas pela primeira vez.

Os achados mostram relação com mecanismos ligados à inflamação, sistema imunológico, sinalização hormonal, formação de vasos sanguíneos, sobrevivência celular.

Isso ajuda a entender por que a endometriose pode ir muito além da dor pélvica e impactar fadiga, qualidade de vida, inflamação crônica e múltiplos aspectos da saúde feminina.

Outro ponto importante: o estudo mostrou que endometriose e adenomiose compartilham parte da genética, mas não são a mesma doença. E, nos casos mais graves, a genética sozinha não explica tudo com fatores inflamatórios, ambientais e individuais também parecem ter um papel importante.

A ciência evolui quando começamos a olhar para doenças complexas com mais profundidade, menos simplificação e mais escuta.

21/05/2026

Muitas mulheres acreditam que perderam a libido, quando na verdade o corpo só aprendeu a associar intimidade à dor.

Dor na relação sexual não é normal.
E, muitas vezes, ela não tem relação com “falta de vontade”, “bloqueio emocional” ou problemas no relacionamento. Ela pode estar ligada a condições como endometriose, adenomiose, alterações hormonais, tensão muscular pélvica e outras causas que precisam ser investigadas com cuidado e individualização.

Quando a dor se repete por muito tempo, o corpo começa a evitar aquilo que deveria ser prazeroso. E isso afeta autoestima, conexão emocional, segurança e qualidade de vida.

Por isso, é fundamental entender que sentir dor não é esperado, procurar um médico especializado e participar ativamente das decisões sobre o próprio tratamento.

Com acompanhamento adequado, muitas mulheres conseguem voltar a viver a sexualidade com mais conforto, segurança e liberdade.

Seu corpo não foi feito para viver em alerta o tempo inteiro.

20/05/2026

Muita mulher recebe um diagnóstico de endometriose já acompanhado de medo.

“Você vai precisar operar.”
“Se não tratar agora, vai piorar.”
“Talvez você não consiga engravidar.”

Mas medicina séria não funciona na base do terrorismo e da sentença pronta.

Nem toda endometriose precisa de cirurgia.
E nem toda dor pélvica é causada por endometriose.

Em muitos casos, o problema pode estar em um exame mal interpretado, no ajuste hormonal inadequado, em processos inflamatórios ou até na ausência de uma escuta cuidadosa e individualizada.

Cirurgia tem indicação precisa.
Tem critério.
Tem ciência.

E quando essa indicação começa a ser flexibilizada demais, sem clareza, sem explicação consistente e sem segurança para a paciente, vale acender um alerta e buscar uma segunda opinião.

O objetivo do tratamento não é levar todas as mulheres para o centro cirúrgico.
É devolver qualidade de vida com responsabilidade, respeito e decisão médica individualizada.

Endometriose não deve ser tratada com medo.
Deve ser tratada com critério.

19/05/2026

Implantes hormonais manipulados têm sido vendidos como solução para libido, ganho de massa magra, celulite, endometriose, disposição e até “equilíbrio hormonal”.

Mas existe uma pergunta que precisa ser feita antes de qualquer promessa: qual é a segurança real desse tratamento?

Diferente de medicamentos produzidos pela indústria farmacêutica, os implantes hormonais manipulados não possuem estudos robustos de segurança, padronização de dose, previsibilidade de duração ou controle rigoroso de biodisponibilidade.

E é justamente nesse espaço de incerteza que moram os maiores riscos.

No consultório, vemos mulheres chegando com complicações importantes após o uso desses implantes: sangramento uterino anormal, trombose, alterações hormonais intensas e efeitos que muitas vezes são difíceis de reverter.

Quando falamos de saúde hormonal, endometriose, reposição hormonal ou qualidade de vida, não existe tratamento milagroso.

Existe medicina baseada em evidência, acompanhamento individualizado e decisão responsável.

Tecnologia, hormônios e inovação podem fazer parte de tratamentos extremamente seguros e eficazes. Mas segurança exige estudo, critério e transparência.

Seu corpo merece mais do que promessas rápidas. Merece informação séria, cuidado individualizado e decisões tomadas com responsabilidade.

18/05/2026

Você recebeu o diagnóstico de endometriose e saiu do consultório com uma prescrição de hormônio?

Isso acontece com muitas mulheres.
E, nesse momento, é comum surgir a sensação de que o uso do hormônio passa a ser obrigatório.

Mas isso é mito.

Os hormônios podem, sim, fazer parte do tratamento dos sintomas da endometriose, ajudando principalmente no alívio de algumas dores, no controle do fluxo menstrual ou como método contraceptivo.

Mas endometriose é uma doença complexa e que não deve ser tratada com receita pronta.

Porque uma mulher pode desejar engravidar. Outra pode não tolerar efeitos colaterais. Outra pode precisar de cirurgia. Outra pode se beneficiar muito mais de ajustes no estilo de vida, atividade física, fisioterapia pélvica, melhora do sono ou acompanhamento multidisciplinar.

Por isso, a pergunta mais importante não é: “qual é o melhor hormônio?” e sim “o que faz sentido pra mim nesse momento da vida?”

Tratar cada mulher como única muda completamente a forma de pensar o tratamento da endometriose.

Porque não existe um único hormônio ideal para todas as pacientes. DIU hormonal, dienogeste, desogestrel ou implantes hormonais têm propostas diferentes e precisam ser avaliados dentro da realidade, dos sintomas e dos objetivos de cada mulher.

O mais importante é entender que o tratamento da endometriose deve ser individualizado, construído com critério e alinhado às expectativas de cada uma.

Viver com endometriose não é fácil, mas se você está sendo acompanhada por alguém que te escute, te entenda e considere sua história e seu momento de vida, ficamuito majs leve.

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