Psicólogo Jorge Luís Santos

Psicólogo Jorge Luís Santos Psicólogo e Psicanalista participante das Formações Clínicas do Fórum do Campo Lacaniano. CRP 06/123846

Sou psicólogo clínico e psicanalista; atuo com questões de gênero, sexualidade, dificuldade de relacionamento interpessoal e amoroso, depressão, ansiedade, entre outros transtornos. Meu trabalho é promover a autonomia do sujeito, empoderamento de si, reelaboração de conflitos e sintomas que se manifestam no presente. Participante das Formações Clínicas do Fórum do Campo Lacaniano ("Escola" de Psicanálise). Participante do Núcleo de Pesquisa Psicanálise e Sociedade PUCSP

CRP-06/123846

A quem se interessar, vamos dar início a leitura em conjunto do seminário 1.
23/08/2023

A quem se interessar, vamos dar início a leitura em conjunto do seminário 1.

CORINGA: UM SINTOMA SOCIAL!!ATENÇÃO, CONTÉM SPOILER!!O novo filme do arquivilão do Batman, Joker (Coringa no Brasil), te...
11/10/2019

CORINGA: UM SINTOMA SOCIAL
!!ATENÇÃO, CONTÉM SPOILER!!
O novo filme do arquivilão do Batman, Joker (Coringa no Brasil), tem chamado muita atenção da crítica e do público. Há várias interpretações e leituras sobre o filme e o personagem. Neste texto vou dar uma palhinha da minha leitura dessa incrível adaptação dirigida por Todd Phillips.
O universo Batman sempre apresentou uma sociedade caótica, violenta e em crise, remetendo aos anos 70/80 da cidade de Nova York. O filme Coringa (2019) representa o quanto uma sociedade pode ser nociva e o personagem interpretado por Joaquim Phoenix encarna essa crise.
Artur Fleck é um homem falido, deprimido, que vive com a mãe e que trabalha como palhaço. Ele experiencia diversas desventuras ao longo da trama, mostrando sua dificuldade e impossibilidade em criar laços, mas também como as pessoas o recebe. Como f**a exemplif**ado em sua fala a situação em que vivia:
“Só espero que minha morte valha mais centavos que minha vida."
Logo nas primeiras cenas, há os garotos que o roubam e o espancam. Temos a cena do ônibus, aonde ele br**ca com uma criança, mas é repreendido pela mãe que ocasiona seu sintoma de riso que ocorre ao longo do filme.
Esse sintoma é a impossibilidade de expressar um sentimento por meio do choro, no lugar, risos.
Ainda temos a cena do metrô em que ele ri da fala dos três rapazes que assediam uma mulher e, posteriormente passa a ser espancado e reage matando os três.
A relação com sua mãe é estranha e simbiótica. Relação está que é de cuidado, como ele diz: "sou o homem da casa." Ele não tem nenhuma lembrança de sua infância e curiosamente sua mãe o chama de Happy!
(Uma pequena digressão. Joker traduzido por Coringa em português, signif**a palhaço, br**calhão. O nome Joker é importante, pois diferentemente de Coringa, possuí traços do que no filme podemos constatar do que ele "carregava", como ser chamado de Happy e o imperativo de ter que causar felicidade e risada; um deslizamento.)
Muito interessante, pois é o que ele vai buscar em sua vida: responder ao desejo da mãe tentando ser um comediante.

Tem a questão com a figura paterna, figura essa que é ausente (referência de masculinidade, em outras palavras, como ser um homem), onde podemos perceber sua tentativa de dar conta, como quando ele assiste ao programa e devaneia com o apresentador de quem é fã. Também há, por conta de uma carta da mãe, sua crença de que Thomas Wayne é seu pai e que ele o procura para preencher esse lugar ausente da referência do que ele pode vir a ser.

Interessante, pois ele busca por ajuda, passa com uma assistente social que não o escuta - conclusão que ele chega em determinado momento do filme:

"Você não escuta, né? Você faz as mesmas perguntas todos os dias. Como vai seu trabalho? Está tendo pensamentos negativos?
Só o que eu tenho são pensamentos negativos"

Essa cena é muito importante para nos psicólogos e profissionais que trabalham com saude mental no que tange a questão do tratamento daquele sujeito, a escuta para ser mais preciso.

O ponto de virada ocorre quando o segurança (pode ser o Alfred?) lhe da uma verdade e então ele vai atrás de saber sobre sua história. Descobre que aquela não era sua mãe biológica e que ela foi uma paciente do "hospital psiquiátrico". Nesse momento ele perde o que lhe dava contorno, corpo, e talvez a única referência em que ele se baseava na sua tentativa de dar um sentido para sua vida.

Coringa é um personagem que revela algo muito humano, muito nosso, se posso dizer; ele busca em suas tentativas existir, como ser, o que ser. F**a nítido na trama que quando todas às referências, seus ideais, como por exemplo, ser um comediante famoso, quebram (aqui remetemos a figura do apresentador que debocha de sua apresentação), ele surta e deste surto dá um caminho, se torna o Coringa.

Esse filme é muito rico, bem como seu personagem. Há mil outras coisas a se falar, como a questão social, a questão de como surge um líder, pois afinal foi ele quem no programa falou e fez o que muitos em sua condição "gostariam" de fazer. Isso notamos depois que ele discursa e mata o apresentador, os cidadãos de Gotham se rebelam.

O Coringa é um sintoma social que escancara toda a hipocrisia, toda repressão, toda desigualdade e a falta de humanidade entre os semelhantes. É quase como se em seu ato ele disesse: "É essa sociedade que vocês querem, é essa sociedade que terão. Por quê tão sério?"

O que é e qual a importância do Setembro Amarelo?               @ São Paulo, Brazil
17/09/2019

O que é e qual a importância do Setembro Amarelo?
@ São Paulo, Brazil

Uma das grandes dificuldades do nosso tempo, ter.Somos criados com enxurradas de propagandas que sempre mostram pessoas ...
01/02/2019

Uma das grandes dificuldades do nosso tempo, ter.
Somos criados com enxurradas de propagandas que sempre mostram pessoas bem sucedidas que "consomem" determinada mercadoria, e por nosso lado passamos a acreditar que se "eu tiver" aquele carro, aquela roupa, aquela condição financeira, aquele "shape", tantas mil outras coisas, então a seremos gostados.

Nos deixamos para viver balizados pelo discurso do ter, ensaindo a cegueira e impedindo vínculos com os outros. Pois afinal, como aquela pessoa pode gostar de mim se "nada" tenho a oferecer?

Há uma frase do Lacan que cabe bem ao assunto; sobre o amor:

"Amar é dar aquilo que não se tem."

Continuando o tema do trauma, sintoma e do fora de sentido. Eu trouxe essa citação da Soler a respeito da influência do ...
30/01/2019

Continuando o tema do trauma, sintoma e do fora de sentido. Eu trouxe essa citação da Soler a respeito da influência do trauma coletivo, como o ocorrido na segunda guerra mundial.
Também podemos introduzir como trauma coletivo as tragédias ocasionadas por crimes ambientais, como infelizmente ocorreu em nosso país.

Ela traz uma reflexão interessante a essa questão do trauma coletivo que se relaciona com o fora do sentido. O impossível, se assim posso dizer, de se elaborar.

Segue um trecho do interessantíssimo livro: “O que faz laço?”
“O que é traumático é o encontro com o fora do sentido. É difícil acreditar, especialmente hoje, pois se está sob a influência do trauma coletivo da última guerra, dos campos de extermínio e dos sofrimentos dos sobreviventes, os quais carregam uma marca que nenhuma elaboração de sentido vai apagar. Mas, mesmo nesse caso, não é a intensidade da dor que é determinante, é o horror fora de sentido de um assunto que ultrapassa o entendimento. O horror, eis um afeto do fora do sentido. Todos os testemunhos indicam isso.”

O sentido faz parte de como o ser falante estrutura sua realidade, seus laços, o modo de estar/ser no mundo. É uma criaç...
29/01/2019

O sentido faz parte de como o ser falante estrutura sua realidade, seus laços, o modo de estar/ser no mundo. É uma criação.

O trauma pode ser lido como excesso, de uma experiência que seja, no entando é na sensação falta de um sentido que surge a angustia. Aquele sentimento de não saber.

Isso diz da direção do tratamento, o sentido tem importância, mas é pelo sem sentido que o Real opera. O processo de análise busca autonomia frente a esse não sentido, ou seja, que a pessoa frente a essa sensação de vazio encontre uma forma de fazer algo (ato).

Eclipse lunar que ocorreu no dia 21 de Janeiro de 2019. Foto tirada em Mar del Plata, Argentina; autor desconhecido.Esta...
23/01/2019

Eclipse lunar que ocorreu no dia 21 de Janeiro de 2019. Foto tirada em Mar del Plata, Argentina; autor desconhecido.

Esta imagem da lua (de sangue) e seu reflexo no mar me causou alguns pensamentos; assim que bati o olho na foto pensei no imaginário, no estádio do espelho para ser mais preciso.
Podemos falar de muitas coisas, como a cor avermelhada da lua, o encontro dela com o mar, sobre seu tamanho, mas o que me chamou atenção foi a lua em sua “forma original” (imagem real) e, a forma que se produziu no mar (imagem virtual), diferente da lua em si.

Vamos imaginar que a lua é uma pessoa, um sujeito. Ela olha para seu reflexo no mar e se vê, toda distorcida. A lua pensa então que sua forma é essa, toda tortinha. Alguém pode se perguntar: “Mas então como é que a lua terá acesso a sua forma original? Como ela vai se ver como realmente é?”.

Pois é, a lua nunca terá acesso a sua imagem real, a não ser pela sua imagem virtual. Isso, podemos dizer, faz parte da nossa constituição psíquica, ou seja, é a falta estrutural.

Pensem no bebê, a imagem do cuidador/cuidadora (dos outros) é importante para sua constituição. Por exemplo, quando o bebê ri e os cuidadores riem de volta, ou quando o bebê f**a olhando atentamente para as pessoas, isso vai criando corpo. É por ai que o bebê vai se constituindo, até ter um eu e tomar consciência de que é um; sempre por reflexo.

Alguém pode levantar a seguinte questão: “Mas quando olho no espelho, eu me vejo, como assim eu não tenho acesso a minha “imagem de verdade”?
O que temos acesso é a imagem refletida no espelho, assim como a imagem do outro nos é reflexo. Não estou dizendo que a imagem que se vê não é sua, mas pensem que nesse processo da imagem refletida ocorre uma modif**ação, que nos faz enxergar de outra forma.

“O que causa essa modif**ação?”
A linguagem (simbólico)!

Por fim, temos um exemplo prático que é pessoa que se olha no espelho e não reconhece a imagem do próprio corpo. Por que isso acontece? Porque não somos feitos só de imagens, mas também de palavras! Por esse motivo existem fenômenos como este, onde a pessoa não se reconhece, ou melhor, se reconhece diferente do que vê.
Isso é comum em pessoas com anorexia ou bulimia, mas atualmente com o “boom” da era fitness, temos observado que essa questão com a própria imagem ocorre também em pessoas com corpos “dentro do padrão”.

Jorge Luís

Como começar uma "transmissão" pelas redes sociais?Essa questão me atormenta há dias e que me causou uma estranheza e fe...
22/01/2019

Como começar uma "transmissão" pelas redes sociais?

Essa questão me atormenta há dias e que me causou uma estranheza e fez surgir uma nova questão:

"Afinal o que me impede? Tenho tantas palavras para falar (escrever). Questão essa que poderíamos reformular para: "O que eu me impeço?"

Interessante, muitas pessoas já passaram ou passam por essa sensação de incerteza, duvida "petrif**ante" (para lembrar do sujeito petrif**ado de Lacan), de não saber o que fazer.

Bem, talvez eu esteja fazendo em ato de escrita um exemplo da ordem do desejo. Por onde começar então?

Pelo desejo!

Uma das coisas que uma análise proporciona é que o sujeito rompa com as demandas do Outro e que possa desejar.
Mas o que é esse tal desejo? É vontade? É desejar algo?

Para a psicanálise o desejo tem a ver com as coisas da vida que acontecem e estão fora do nosso controle, com o não saber, com o possível do impossível. Desejar é ato!

Um sujeito que está "em dia" com seu desejo é aquele que frente as adversidades, as lacunas da vida, ao inesperado, faz algo. Esse é o ponto, o problema é que esse "faz algo" só se tem notícia ao fazê-lo. O saber fazer não tem só a ver com o conhecimento que se tem ou as técnicas, mas jogar com a realidade (Real) de forma desejante, sem aquele excesso de sofrimento que te faz não fazer.

Penso que um bom exemplo, que ilustra o tal sujeito desejante, é o rio. Ele começa como um filete de água, vai traçando um caminho aleatório, escorre entre os espaços estreitos das rochas; encontra barreiras, obstáculos, obstruções, pode até as vezes f**ar represado, mas quando deseja, encontra até um jeito de saltar a represa.

Jorge Luís

Tenham todas e todos um feliz 2019!
31/12/2018

Tenham todas e todos um feliz 2019!

Famílias ❤
30/05/2017

Famílias ❤

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