Dra Letícia Bellinaso

Dra Letícia Bellinaso Dra Letícia Bellinaso Ferreira é médica especialista em alergia e imunologia.

Graduada na Faculdade de Medicina da USP, fez especialização em Alergia e Imunologia pelo Hospital das Clínicas da USP.

Asma é uma doença crônica, que deve ser tratada como tal. A maioria das crianças melhora com a idade, e pode ter remissã...
16/12/2025

Asma é uma doença crônica, que deve ser tratada como tal. A maioria das crianças melhora com a idade, e pode ter remissão completa dos sintomas de asma até o final da infância. Uma parte delas voltará a apresentar o quadro de asma após a idade adulta. Mas é possível que a asma se inicie na idade adulta.

Algumas observações:

Existem quadros de bronquite causados por alguma infecção, que são pontuais. Após tratamento adequado, o quadro se resolve (não é esse o caso que estou mencionando aqui no post, mas sim de crises recorrentes).

Existe uma outra doença crônica que por vezes pode ser chamada de “bronquite”, que é a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica. É uma doença que pode ter sintomas bem semelhantes aos da asma, mas que acomete principalmente idosos ou adultos, muito associada ao tabagismo.

Conta aqui nos comentários pra mim se você também já se confundiu com os termos “asma” e “bronquite”👇

Dra Letícia Bellinaso Ferreira
Médica Alergista e Imunologista
CRM-SP 134995 / RQE 40763

14/12/2025

Se você (ou seu filho maior de 5 anos de idade) usa apenas salbutamol (aerolin, aerodini, aerogold…) pra tratar asma, isso está errado!

A recomendação hoje é que ao utilizar um broncodilatador (seja o salbutamol ou outros), o paciente com asma sempre utilize um corticoide inalado também.

Mesmo que o paciente tenha sintomas esporádicos de asma, e use o broncodilatador ocasionalmente, ele deve utilizar um corticoide inalado junto com o broncodilatador quando tiver sintomas.

Mas por que existe essa recomendação? Porque estudos mostraram que os pacientes que utilizam somente salbutamol (sem usar corticoide inalado) para tratar os sintomas de asma tem maior risco de ter uma exacerbação (crise de asma) e/ou precisar usar um corticoide oral.

Se você tem dúvidas em como tratar adequadamente os sintomas de asma, consulte um especialista!

E já aproveita e encaminha esse post pra aquele amigo que tem asma e não faz tratamento 😬

Dra Letícia Bellinaso Ferreira
Médica Alergista e Imunologista
CRM-SP 134995 / RQE 40763

Só pra deixar bem claro: esse post se refere à suplementação de vitamina D PARA TRATAMENTO DE ASMA (com objetivo de melh...
11/12/2025

Só pra deixar bem claro: esse post se refere à suplementação de vitamina D PARA TRATAMENTO DE ASMA (com objetivo de melhorar o quadro de asma).

Dra Letícia Bellinaso Ferreira
Médica Alergista e Imunologista
CRM-SP 134995 / RQE 40763

09/12/2025

Não podemos negligenciar a urticária crônica ou mesmo minimizar a doença, dizendo que “é só emocional”. A urticária crônica tem tratamento e isso faz toda diferença na qualidade de vida dos pacientes.

Se você tem urticária crônica: conta pra mim se percebe alguma relação com o “emocional” 👇

Dra Letícia Bellinaso Ferreira
Médica Alergista e Imunologista
CRM-SP 134995 / RQE 40763

Vamos tentar tirar um pouco do preconceito com os antialérgicos tá bom? E lembrar que eles devem ser usados com prescriç...
05/12/2025

Vamos tentar tirar um pouco do preconceito com os antialérgicos tá bom? E lembrar que eles devem ser usados com prescrição médica.

Em casos de urticária crônica que não respondem bem à dose padrão do antialérgico, é recomendado aumentar a dose para até 4 vezes a dose padrão.

Obs: Os anti-histamínicos de segunda geração, com estudos demonstrando benefício e segurança com doses de até 4 vezes a dose padrão são: bilastina, cetirizina, desloratadina, ebastina, fexofenadina, levocetirizina, rupatadina.

➡E você, já teve dificuldade em aceitar o uso contínuo de antialérgico para tratamento de Urticária Crônica?

Dra Letícia Bellinaso Ferreira
Médica Alergista e Imunologista
CRM-SP 134995 / RQE 40763

03/12/2025

Na urticária crônica, os corticoides de uso oral ou mesmo injetável não devem ser usados como tratamento a longo prazo. Eles podem ser considerados somente por curto período nas crises mais intensas.

Os corticoides orais (como prednisona, metcorten, prednisolona, predsim, prelone, preni, dexametasona, decadron, etc) ou mesmo os corticoides injetáveis NÃO devem ser usados como tratamento a longo prazo de urticária crônica. Isso porque os riscos do uso prolongado desses medicamentos supera seus possíveis benefícios.

Mas existem sim tratamentos seguros e eficazes para controle da urticária crônica.

Se você tem urticária, consulte um alergista para ter o diagnóstico e tratamento adequados.

Letícia Bellinaso Ferreira
Médica Alergista e Imunologista
CRM-SP 134995 / RQE 40763

A dermatite atópica pode piorar no verão. Isso pode acontecer pelo próprio calor, pelo suor, pelo uso de outros produtos...
30/11/2025

A dermatite atópica pode piorar no verão. Isso pode acontecer pelo próprio calor, pelo suor, pelo uso de outros produtos (filtro solar, repelente…). Trouxe aqui pra vocês algumas medidas simples que podem ajudar no controle da DA nessa época do ano:

1️⃣Beba muita água! A hidratação oral é muito importante para manter a hidratação da pele.

2️⃣Não deixe de usar o hidratante!! Alguns pacientes queixam-se de que o hidratante deixa a pele muito “melada” e que piora a sensação de calor. Se for o seu caso, converse com seu médico pra avaliar a possiblidade de hidratantes mais fluidos, com absorção mais rápida, com opções em gel-creme. Deixar o hidratante na geladeira pode ser uma alternativa interessante.

3️⃣Tomar mais banhos nos dias quentes pode ser uma ótima opção. Banhos com água fresca, sem sabonete, pra ajudar a refrescar e remover o suor. Aplique o hidratante logo após o banho. Na impossibilidade de tomar mais banhos, pode ajudar até aplicar um pano úmido nas áreas com maior sudorese (sem esfregar), pra tentar remover um pouco do suor.

4️⃣Use roupas leves, de preferência de algodão. Evite tecidos muito sintéticos que não absorvem o suor.

5️⃣Atenção a outros produtos que forem inseridos na rotina, como filtro solar, repelente. Se possível, pergunte ao seu médico quais as melhores opções pra você. Se perceber alguma piora após usar um produto, suspenda o uso até conversar com seu médico.

Aproveita e salva esse post pra consultar sempre que precisar!

Dra Letícia Bellinaso Ferreira
Médica Alergista e Imunologista
CRM-SP 134995 / RQE 40763

23/11/2025

Sabe por que isso acontece? Porque os chamados antialérgicos são anti-histamínicos, eles agem inibindo a ação de um mediador chamado histamina, comumente envolvido em quadros alérgicos. Mas na dermatite atópica, a histamina é só um de diversos mediadores envolvidos na doença. E por isso, inibir somente a ação da histamina, pode não fazer absolutamente nenhuma diferença para o paciente com DA.

Em alguns pacientes, a ação da histamina pode ser mais relevante e , nesse caso, pode haver alguma melhora com o antialérgico. Mas isso deve ser avaliado individualmente, pra evitarmos uso desnecessário de medicamentos.

Letícia Bellinaso Ferreira
Médica Alergista e Imunologista
CRM-SP 134995 / RQE 40763

Retirar um alimento da dieta pode parecer algo inofensivo. Mas, especialmente pra quem tem dermatite atópica, pode ser u...
20/11/2025

Retirar um alimento da dieta pode parecer algo inofensivo. Mas, especialmente pra quem tem dermatite atópica, pode ser um verdadeiro tiro no pé. Passe as imagens para entender do que estou falando➡️

Eu sei, nem sempre é fácil ou simples controlar a dermatite atópica. Mas a restrição alimentar geralmente não é o melhor caminho.

Dra Letícia Bellinaso Ferreira
Médica Alergista e Imunologista
CRM-SP 134995 / RQE 40763

18/11/2025

Medidas que auxiliam no controle da rinite:

🔹️Evitar os alérgenos identificados. Por exemplo, se você tem alergia aos ácaros de poeira, deve realizar os cuidados no ambiente para reduzir o contato com os ácaros.

🔹️Evitar contato com agentes irritantes. Alguns fatores agridem mais a mucosa nasal, por exemplo: fumaça de cigarro, cheiros muito fortes, como de produtos de limpeza, solventes, tintas, ou até mesmo o ar condicionado numa temperatura muito baixa.

🔹️Fazer lavagem nasal com soro fisiológico. Isso ajuda a remover secreção, remover impurezas que foram inaladas, melhora hidratação da mucosa.

🔹️Imunoterapia alérgeno-específica: Tratamento que modifica a resposta do sistema imune frente ao contato com o alérgeno, promovendo redução da intensidade e frequência dos sintomas, e com isso permitindo um menor uso de medicamentos.

Se você conhece alguém que sofre com rinite alérgica, já encaminha esse post!

Dra Letícia Bellinaso Ferreira
Médica Alergista e Imunologista
CRM-SP 134995 / RQE 40763

Sim, existem situações em que, mesmo usando a medicação corretamente, os pacientes com rinite alérgica não percebem muit...
16/11/2025

Sim, existem situações em que, mesmo usando a medicação corretamente, os pacientes com rinite alérgica não percebem muita melhora. O que fazer nessa situação?

Quando o quadro é mais resistente ao tratamento, é importante checar se o diagnóstico está correto ou se existe outra doença associada, que necessite de outra abordagem terapêutica.

Uma vez que trate-se apenas de rinite alérgica mesmo, é importante saber que dispomos de diversas opções de medicamentos para o tratamento. Por vezes, o paciente pode não responder a um medicamento, mas conseguir o controle com outro. Por isso, é muito importante manter o acompanhamento médico, para que esses ajustes no tratamento sejam realizados.

Além disso, essa é uma situação em que podemos ter muito benefício com a imunoterapia alérgeno-específica (as vacinas pra alergia). Por ser um tratamento longo e mais caro que o medicamentoso, nem sempre indicamos a imunoterapia "de cara". Mas a baixa resposta às medicações é um dos fatores que consideramos para indicar essa opção.

Também é bom lembrar que existem cuidados muito importantes como a redução de contato com os alérgenos (controle do ambiente) e com agentes irritantes (cheiros fortes, cigarro, entre outros).

E por aí? Já teve dificuldade de controlar a rinite?

Dra Letícia Bellinaso Ferreira
Médica Alergista e Imunologista
CRM-SP 134995 / RQE 40763

14/11/2025

Algumas formas de rinite não alérgica:

🔹Rinite infecciosa: mais comumente causada por vírus, é o que acontece nos quadros de resfriado comum. Ocorre uma inflamação temporária da mucosa nasal, causada por um vírus.

🔹️Rinite eosinofílica não alérgica: é um quadro inflamatório da mucosa nasal, muito semelhante à rinite alérgica, mas não causada por alergia. Não tem uma causa específica, ou um desencadeante bem definidos.

🔹️ Rinite por irritantes: ocorre pela exposição a agendes irritativos ou químicos irritantes. Pode ocorrer, por exemplo, em ambientes de trabalho com exposição a agentes químicos voláteis, ou até mesmo por exposição a produtos de limpeza.

🔹️Rinite idiopática: o termo idiopático se refere a algo que não tem uma causa conhecida. É a segunda forma mais comum de rinite e o diagnóstico em geral é feito pela exclusão de outras formas de rinite. É muito comum que os sintomas sejam desencadeados por estímulos específicos, como ar frio, mudanças climáticas, alterações de umidade, odores fortes, cigarro, entre outros.

🔹️ Rinite induzida por fármacos: a própria ação de certos medicamentos pode provocar uma rinite em alguns indivíduos. Exemplos: anti-inflamatórios não esteroidais; algumas classes de anti-hipertensivos, como propranolol, atenolol, captopril, enalapril; medicamentos usados para disfunção erétil (sildenafil, tadalafil).

🔹️Rinite medicamentosa: ocasionada pelo uso prolongado de descongestionantes intranasais (aqueles famosos naridrin, afrin, neosoro...).

🔹️ Rinite gustativa: caracteriza-se principalmente por uma coriza transparente, minutos após a ingestão de alimentos. Em geral, é desencadeada por alimentos picantes como pimentas ou outros que contenham capsaicina. Não é uma reação alérgica, mas sim um arco reflexo neural, que ocorre pelo estímulo sensorial.

🔹️Rinite induzida por ingestão de álcool: sintomas de rinite desencadeados ou exacerbados pelo consumo de álcool. É mais comum em pacientes que já tem alguma doença respiratória como rinite alérgica, rinossinusite crônica com polipose nasal, asma, DREA (doença respiratória exacerbada por aspirina)

Continua nos comentários...

Endereço

São Paulo, SP
03325050

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 08:00 - 20:00
Terça-feira 08:00 - 20:00
Quarta-feira 08:00 - 20:00
Quinta-feira 08:00 - 20:00
Sexta-feira 08:00 - 20:00

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Dra Letícia Bellinaso posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para Dra Letícia Bellinaso:

Compartilhar

Share on Facebook Share on Twitter Share on LinkedIn
Share on Pinterest Share on Reddit Share via Email
Share on WhatsApp Share on Instagram Share on Telegram

Categoria

Uma conversa sobre alergias e imunodeficiências

Dra Letícia Bellinaso Ferreira é médica, especialista em alergia e imunologia. Graduada na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), fez especialização em Alergia e Imunologia pelo Hospital das Clínicas da USP, com título de especialista pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia.

Desta forma, atua com atendimento a portadores das mais diversas alergias, além de pacientes com imunodeficiências, na busca de um atendimento humanizado, completo e eficaz.