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A chamada medicina da longevidade é uma mistura confusa de intenções nobres, tratamentos de ponta e produtos caros e ine...
20/04/2026

A chamada medicina da longevidade é uma mistura confusa de intenções nobres, tratamentos de ponta e produtos caros e ineficazes.

Isso se deve em parte ao fato de que atualmente não existe uma certificação profissional, nem diretrizes oficiais, para a prática da medicina da longevidade (também conhecida como geromedicina) nos Estados Unidos. Praticamente qualquer pessoa com formação em medicina pode se autodenominar médico da longevidade; basta observar a quantidade de médicos influenciadores que se posicionam como especialistas nas redes sociais.

E embora existam profissionais que trabalham de boa fé para ajudar as pessoas a viverem vidas mais longas e saudáveis, e cientistas que buscam tratamentos para potencialmente retardar o processo de envelhecimento, existem também clínicas e empresas que comercializam qualquer coisa em nome da longevidade. Isso inclui suplementos, exames e infusões com pouca evidência científica que sustente seu uso.

A medicina da longevidade “exige muita análise”, afirma Bobby Mukkamala, presidente da Associação Médica Americana. Os tratamentos oferecidos pelas clínicas são “baseados em algo que seja totalmente justificado como eficaz ou em algo que ainda não foi comprovado?”, ele questiona.

Perguntamos a nove médicos especialistas em longevidade e outros profissionais de saúde sobre as maneiras mais promissoras com as quais a medicina da longevidade pode ajudar as pessoas e questioamos também onde a propaganda se antecipou à ciência —e pode estar causando mais mal do que bem.

“Acredito que, no melhor cenário possível, a medicina da longevidade seja o que a boa medicina sempre almejou ser, mas raramente teve as ferramentas para alcançar”, diz Jordan Shlain, fundador da clínica médica particular Private Medical.

Este é um trecho da matéria original. Leia na íntegra em https://sl1nk.com/40aK6.

O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira (17/04), no Rio de Janeiro, uma mobilização para desenvolver soluções t...
20/04/2026

O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira (17/04), no Rio de Janeiro, uma mobilização para desenvolver soluções tecnológicas para impulsionar o atendimento público de saúde no Brasil. O engajamento será feito por meio do hackathon “Desafio Tecnológico para o SUS”, iniciativa que promoverá uma imersão colaborativa para estimular a inovação e o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. A divulgação ocorreu no evento SUS Inova Brasil – Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, com a presença do ministro da pasta, Alexandre Padilha.

O foco desta edição será a área de oncologia. O hackathon vai reunir startups e atores do ecossistema de inovação para superar dois principais desafios: a criação de tecnologias que ajudem no diagnóstico e monitoramento do câncer; e o desenvolvimento de instrumentais e dispositivos médicos para ampliar a capacidade de realização de cirurgias em procedimentos oncológicos.

Coordenado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) do ministério, o hackathon ocorre no âmbito de um acordo de cooperação técnica celebrado entre o Ministério da Saúde; o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); a HU Brasil (antiga Ebserh); o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS).

Este é um trecho da matéria original. Leia na íntegra em https://sl1nk.com/fEZnX.

A sífilis segue como um dos principais desafios de saúde pública no Brasil. Dados do boletim epidemiológico mais recente...
20/04/2026

A sífilis segue como um dos principais desafios de saúde pública no Brasil. Dados do boletim epidemiológico mais recente do Ministério da Saúde indicam que o país registrou mais de 810 mil casos da infecção em gestantes entre 2005 e junho de 2025.

O aumento das notificações e da transmissão da doença tem chamado a atenção de especialistas para a importância de reconhecer os sinais da infecção e buscar diagnóstico precoce.

Causada pela bactéria Treponema pallidum, a sífilis é classificada como uma infecção sexualmente transmissível e costuma ser transmitida principalmente por relações se***is sem pr********vo.

Também pode ocorrer a transmissão da mãe para o bebê durante a gestação, situação conhecida como sífilis congênita, que pode provocar complicações graves para o recém-nascido.

SINTOMAS DA SÍFILIS

Um dos principais desafios no controle da doença é que os sinais iniciais nem sempre são percebidos. Segundo especialistas, muitas pessoas convivem com a infecção sem saber.

“A sífilis frequentemente passa despercebida porque suas lesões primárias são indolores e a doença pode permanecer assintomática por longos períodos (fase latente), o que faz com o que o paciente não saiba que tem a doença”, explica o dermatologista Ademar Schultz, professor do Centro Universitário de Brasília.

Na fase inicial, o sintoma mais característico é o chamado cancro duro, uma ferida indolor que surge no local de contato com a bactéria, geralmente na região ge***al, a**l ou oral. A lesão pode desaparecer espontaneamente após algumas semanas, o que muitas vezes leva o paciente a acreditar que o problema foi resolvido.

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Com a chegada do outono e o aumento dos casos de infecções respiratórias no país, uma dúvida volta a circular nos consul...
20/04/2026

Com a chegada do outono e o aumento dos casos de infecções respiratórias no país, uma dúvida volta a circular nos consultórios: afinal, quais vacinas são necessárias, e em que momento tomar cada uma delas?

A resposta passa longe de uma lista única. Gripe, Covid-19, pneumococo e vírus sincicial respiratório (VSR) exigem decisões combinadas, guiadas por idade, condições de saúde e calendário vacinal.

A confusão é compreensível. Não existe uma vacina que proteja contra todas as doenças respiratórias, e os imunizantes disponíveis não competem entre si —eles se somam. Entender o papel de cada um é o que transforma a vacinação em estratégia, e não apenas em rotina.

VACINAS DIFERENTES, ALVOS DISTINTOS

Cada vacina respiratória atua contra um agente específico.

👉 A da gripe é atualizada anualmente para acompanhar as cepas do vírus influenza que mais circulam.
👉 A vacina pneumocócica protege contra a bactéria Streptococcus pneumoniae, associada a quadros como pneumonia e meningite.
👉 Já a vacina contra o VSR mira um vírus que é uma das principais causas de bronquiolite em bebês e também pode levar idosos à internação.

Essa divisão não é detalhe técnico —ela define o tipo de risco envolvido. Infecções bacterianas, como as causadas pelo pneumococo, tendem a evoluir com mais complicações sistêmicas, enquanto vírus respiratórios têm maior transmissibilidade e sazonalidade marcada.

A infectologista Maria Isabel de Moraes-Pinto, do Lavoisier e Delboni e coordenadora de vacinas da Dasa, ressalta que essas vacinas não são substitutas. Elas atuam de forma complementar e devem ser combinadas conforme o perfil de risco de cada paciente.

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A falta de sintomas claros, somada à desinformação e à baixa percepção de risco, mantém as hepatites virais como um prob...
20/04/2026

A falta de sintomas claros, somada à desinformação e à baixa percepção de risco, mantém as hepatites virais como um problema persistente de saúde pública. Embora tenham formas de prevenção, diagnóstico e tratamento disponíveis, muitos casos ainda são descobertos apenas em estágios avançados da doença — quando o fígado já apresenta comprometimentos importantes.

As hepatites são infecções virais que atingem diretamente o fígado e podem evoluir de forma silenciosa por anos. Esse é um dos principais entraves para o controle da doença. “É uma doença viral que provoca inflamação no fígado, mas na maior parte dos casos, não apresenta sintomas, é silenciosa, então muitas pessoas só descobrem quando o quadro já está avançado, o que traz a importância da testagem frequente”, explica a infectologista Dra. Patrícia Rady Müller.

Quando surgem, os primeiros sinais costumam ser ignorados. Cansaço, coceira e sintomas semelhantes aos de uma gripe não costumam acender um alerta imediato. “Alguns sinais são mais leves, como cansaço, coceira ou até sintomas parecidos com gripe, o que faz com que muitas pessoas não procurem atendimento”, afirma a médica. Em fases mais avançadas, o corpo dá sinais mais evidentes: olhos amarelados, urina escura “cor de Coca-Cola”, além de diarreia e enjoo.

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Nos últimos anos, o Brasil e outros países vêm assistindo a um fenômeno preocupante: meninas engravidando cada vez mais ...
20/04/2026

Nos últimos anos, o Brasil e outros países vêm assistindo a um fenômeno preocupante: meninas engravidando cada vez mais cedo, algumas com apenas 11 ou 12 anos. Esses casos não podem ser tratados como exceções isoladas nem reduzidos a debates morais. Estamos diante de um problema de saúde pública, com repercussões físicas, emocionais, educacionais e sociais profundas, que exige abordagem clara, responsável e baseada em evidências científicas.

Falar sobre anticoncepção na adolescência não significa antecipar etapas da vida nem estimular comportamentos. Significa reconhecer uma realidade que já existe e oferecer proteção concreta a quem está em situação de vulnerabilidade. O silêncio, ao contrário do que muitos imaginam, não preserva — expõe.

A gravidez em idades tão precoces impõe riscos importantes à saúde. O corpo de uma menina ainda está em desenvolvimento, o que aumenta a chance de complicações como anemia, hipertensão gestacional, parto prematuro e baixo peso do bebê. Do ponto de vista emocional, a maternidade imposta antes do tempo costuma vir acompanhada de abandono escolar, dependência econômica, sofrimento psicológico e isolamento social.

Essas adolescentes, na maioria das vezes, não engravidam por escolha consciente. Muitas vivem contextos de desinformação, violência, abuso ou relações desiguais de poder. Ignorar esse cenário ou tratar o tema como tabu não reduz os números, apenas perpetua ciclos de vulnerabilidade.

Este é um trecho da matéria original. Leia na íntegra em https://sl1nk.com/7bCl3.

Esta semana foi lançado o estudo COMPrEP (PrEP na comunidade), uma iniciativa inédita no Brasil, que busca fortalecer a ...
20/04/2026

Esta semana foi lançado o estudo COMPrEP (PrEP na comunidade), uma iniciativa inédita no Brasil, que busca fortalecer a prevenção do HIV entre adolescentes e jovens. O COMPrEP vai avaliar a efetividade da oferta de PrEP em contextos comunitários, ou seja, fora das unidades de saúde.

O projeto capacita jovens para atuarem como educadores pares. Assim, eles podem orientar, acolher e acompanhar outros jovens no uso do medicamento. PrEP é a sigla de Profilaxia Pré-Exposição. Trata-se de um remédio preventivo, que protege contra o vírus HIV.

A PrEP é disponibilizada gratuitamente, através do Sistema Único de Saúde (SUS), para pessoas a partir de 15 anos. O acesso ao medicamento é focado em homens que fazem s**o com outros homens, população trans, profissionais do s**o e pessoas que se relacionam com parceiros diagnosticados com HIV (casais sorodiscordantes).

O COMPrEP visa atender pessoas de 15 a 24 anos, fortalecendo vínculos de confiança. O estudo será desenvolvido em Salvador e São Paulo, com a participação de cerca de 1,4 mil adolescentes e jovens. Eles vão ser divididos entre dois modelos de cuidado: o tradicional (em unidades de saúde) e o comunitário, com oferta de PrEP mediada por educadores pares e supervisionada por profissionais da saúde. O acompanhamento vai durar até 12 meses.

A iniciativa foi desenvolvida por pesquisadores da Fiocruz Bahia, Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Universidade de São Paulo (USP) e Universidade do Alabama (EUA), em parceria com o Ministério da Saúde, secretarias estaduais e municipais e organizações da sociedade civil. É financiada pelo National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos.

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Os dados do Censo Demográfico de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram haver pouco ma...
19/04/2026

Os dados do Censo Demográfico de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram haver pouco mais de 36 mil indígenas autodeclarados no Rio Grande do Sul, 12% a mais do que o levantamento de 2010, demonstrando uma capilaridade dos povos originários, celebrados neste domingo, no Dia dos Povos Indígenas. O crescimento é 80 vezes maior do que o da população geral do Estado.

No RS, eles são em 364 municípios e estão distribuídos em quatro ramos principais: Mbya Guarani, Kaingang, Xokleng e Charrua. Além de contribuir para o desenvolvimento cultural do Estado, eles tiveram importante papel na construção do gaúcho, e são historicamente relembrados a partir de figuras de referência como o líder guarani Sepé Tiaraju, cujo falecimento completou 270 anos em fevereiro deste ano.

Atualmente, o Rio Grande do Sul tem 50 terras indígenas, das quais 20 estavam em estudo, cinco declaradas, três delimitadas, 19 regularizadas e três reservas indígenas. Os dados, de 2024, são da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Já a base de dados Terras Indígenas no Brasil, do Instituto Socioambiental (ISA), contabiliza 61 territórios no estado, somando mais de 113 mil hectares. O IBGE ainda registrou 127 etnias, povos ou grupos indígenas residentes no Rio Grande do Sul, uma ampliação em relação a 2010, quando foram divulgadas 75 etnias ou povos indígenas residentes no estado.

Ainda recortando dados do Censo 2022, metade da população da etnia Kaingang do país está no Rio Grande do Sul, com 23.311 pessoas, sendo 64,1% residentes dentro de Terras Indígenas, 16,3% fora delas e em situação urbana e 19,6% fora delas e em situação rural. “Cada um destes povos tem uma história, uma cultura, uma tradição e uma organização, e também demandas específicas”, disse a diretora do Departamento da Igualdade Étnico-Racial da SJCDH, Sanny Figueiredo.

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Referência do Centro-Oeste em atenção à saúde indígena, o Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG...
19/04/2026

Referência do Centro-Oeste em atenção à saúde indígena, o Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG) tem reforçado a sua atuação com iniciativas que ampliam o acesso dessa população a serviços especializados e aprimoram a qualidade do atendimento hospitalar a essa população. O HC é uma unidade vinculada à Rede HU Brasil (novo nome da Ebserh) e celebra o Dia dos Povos Indígenas neste 19 de abril.

“Nosso objetivo é fomentar e qualificar o cuidado aos povos indígenas que acessam os serviços de média e alta complexidade no HC-UFG, garantindo a eles os princípios do SUS, como a universalidade, equidade e integralidade da atenção”, explica a coordenadora do projeto de saúde indígena do HC, Marta Maria Alves da Silva, ressaltando que esse atendimento é transversal em toda a assistência.

Também há a articulação com a UFG, de um projeto de saúde específico voltado para os alunos de Licenciatura Intercultural Indígena sob a coordenação do Instituto de Formação Superior Indígena Takinahakỹ. As ações de saúde realizadas no HC são articuladas com outras unidades acadêmicas e serviços da UFG e com os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) e com as Casas de Apoio à Saúde Indígena (Casai).

A atenção à saúde das populações indígenas tem sido fortalecida também por meio de iniciativas institucionais como a criação da Comitê de Saúde Indígena do HC-UFG por meio da Portaria nº 762, de 9 de dezembro de 2025, para implementar ações no hospital.

Este é um trecho da matéria original. Leia na íntegra em https://l1nq.com/yNV0I.

Neste Dia dos Povos Indígenas, 19 de abril, reflexões sobre saúde pública ganham novos contornos a partir de experiência...
19/04/2026

Neste Dia dos Povos Indígenas, 19 de abril, reflexões sobre saúde pública ganham novos contornos a partir de experiências que nascem nos territórios e nas práticas ancestrais. Indígenas, negros e pessoas LGBTQIAPN+ estão no centro de um projeto que propõe ampliar o conceito de cuidado ao integrar saberes tradicionais, práticas comunitárias e vivências de grupos historicamente marginalizados.

Intitulada “Cosmopolíticas do cuidado no fim-do-mundo”, a iniciativa é coordenada pelo professor José Miguel Nieto Olivar, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP), e conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

O projeto reúne seis frentes de investigação distribuídas em territórios distintos, como da Amazônia às periferias urbanas, com a proposta de aproximar diferentes formas de conhecimento. A iniciativa destaca o diálogo entre saberes acadêmicos e práticas construídas em contextos populares, reconhecendo a legitimidade de experiências diversas de vida, cuidado e resistência.

Ao mesmo tempo, a pesquisa propõe uma revisão crítica dos modelos tradicionais de saúde pública, ao incorporar perspectivas que historicamente ficaram à margem do campo científico. A intenção é ampliar a compreensão sobre o cuidado em saúde, integrando o conhecimento técnico a práticas comunitárias e saberes não institucionalizados, de forma acessível e socialmente contextualizada.

De acordo com Nieto Olivar, da USP, a proposta parte da necessidade de revisar os fundamentos do campo. “Trata-se de levar a sério formas de cuidado elaboradas por grupos historicamente tratados como ‘outros’ e repensar a própria ideia de saúde, seus paradigmas e seus sujeitos”, afirma.

Este é um trecho da matéria original. Leia na íntegra em https://l1nq.com/creCB.

No Dia dos Povos Indígenas, celebrado em 19 de abril, a discussão sobre saúde ganha contornos urgentes quando o assunto ...
19/04/2026

No Dia dos Povos Indígenas, celebrado em 19 de abril, a discussão sobre saúde ganha contornos urgentes quando o assunto é HIV. Apesar dos avanços no tratamento e na prevenção no Brasil, a realidade em territórios indígenas ainda é marcada por desigualdades profundas, invisibilidade e ausência de políticas públicas efetivas.

Para Johnnata Silva dos Santos, do povo Anapuru Muypurá, estudante de medicina da Universidade do Estado do Amazonas e atuante na área de saúde e sexualidade indígena, o cenário é atravessado por determinantes sociais e pela fragilidade da presença do Estado em regiões mais afastadas.

“O HIV é uma doença socialmente determinada. Quando a gente olha para territórios com ausência do Estado, com pobreza e falta de infraestrutura, o vírus entra e não há tratamento adequado”, afirma.

DIAGNÓSTICO TARDIO E ACESSO LIMITADO

Nas comunidades indígenas, o acesso à saúde não é apenas uma questão de disponibilidade, mas de distância, muitas vezes extrema. Segundo Johnnata, há aldeias onde o deslocamento até uma unidade de saúde pode levar dias. “Tem comunidades que levam cinco, sete dias para chegar até um serviço de saúde. Imagina fazer isso para retirar medicamento e ainda precisar de acompanhamento com exames laboratoriais constantes”, explica.

Esse cenário impacta diretamente no diagnóstico. Muitos casos de HIV são descobertos tardiamente, quando o organismo já apresenta sinais de agravamento.

“Eles não chegam por causa do HIV. Chegam por outra doença, uma febre que não passa, uma tosse persistente, e acabam descobrindo o diagnóstico ali, de forma ocasional”, relata.

Este é um trecho da matéria original. Leia na íntegra em https://l1nq.com/yUlWe.

Inovação em saúde, pesquisas clínicas, inteligência artificial, terapias avançadas e tecnologias de ponta ocuparam o cen...
19/04/2026

Inovação em saúde, pesquisas clínicas, inteligência artificial, terapias avançadas e tecnologias de ponta ocuparam o centro do debate público durante a realização da Feira SUS Inova Brasil. O evento foi promovido pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, na capital carioca nesta sexta-feira (17/04). A programação contou com espaços de conexões e painéis temáticos que reuniu representantes da sociedade civil e especialistas do setor público e privado.

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, ressaltou que o evento soma-se aos esforços do Governo do Brasil para acelerar o caminho entre o que é produzido no país e a disponibilização no sistema público. O debate, destacou a secretária, precisa ser feito com a participação direta de gestores municipais e estaduais para construir estratégias cada vez mais integradas e colaborativas.

Entre as medidas já adotadas, está o apoio às pesquisas clínicas. “É a partir delas que a gente vai conseguir testar essas novas tecnologias que estão sendo feitas. E, quanto mais a gente for eficiente nesse processo, mais a gente consegue aproximar e trazer essas tecnologias para o uso efetivo no sistema de saúde lá na ponta”, enfatizou.

Outra ação destacada por Fernanda De Negri foi a implementação do Programa Nacional de Inovação Radical. Realizado em conjunto com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), a inciativa tem o objetivo de impulsionar o conhecimento científico em soluções concretas, por meio de medicamentos, tratamentos e dispositivos que atendam às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). “As ações são justamente para acelerar e reduzir esse gap entre a pesquisa e a inovação, e o uso dessa inovação no sistema público de saúde”, concluiu.

Este é um trecho da matéria original. Leia na íntegra em https://sl1nk.com/RotcV.

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