09/03/2026
O horror não para. Meu feed do Instagram parece um antigo jornal de imprensa marrom: um feminicídio após o outro, agressões, estupros, a cada dia, a cada hora, casos cada vez mais hediondos. O estupro coletivo em Copacabana e a história (de ontem) do ex-namorado que estupra a mulher e, enquanto ela vai à delegacia, volta à casa, assassina o filho e quase mata a mãe, me levaram às lágrimas.
Tudo isso acontecendo no mês das mulheres. Que sociedade estamos nos tornando? 9 a 10 estupros por hora, sendo 70% das vítimas com menos de 14 anos. Quatro feminicídios por dia em 2025, 1.568 casos no ano. Somadas às tentativas, são 6.900 vítimas! 70% das agressões e feminicídios são cometidos por parceiros ou ex-parceiros. E isso é apenas o que chega às estatísticas. O DataSenado (2025) estima que 3,7 milhões de brasileiras sofreram violência doméstica no último ano, e milhares de homicídios ocultos (não registrados corretamente como feminicídio) ocorrem a cada ano. O Judiciário registrou quase um milhão de novos casos de violência doméstica. É repugnante.
Minha colega de jornal, Ruth Aquino, me deu a honra de reproduzir na sua coluna trechos de um vídeo que gravei sobre esse tema, e escolheu essa frase: nossa sociedade está se transformando numa máquina de triturar mulheres.
Mulheres são nossa metade, nossa alma, nossas mães, irmãs, companheiras, nossas iguais. Não podemos assistir a isso passivamente. São mulheres ameaçadas, agredidas, estupradas, assassinadas, queimadas, desfiguradas, atropeladas, amputadas. O medo do estupro e da violência a cada minuto. O que está acontecendo conosco?
Este é um trecho da matéria original. Leia na íntegra em https://l1nq.com/EGXE6.