20/04/2026
A chamada medicina da longevidade é uma mistura confusa de intenções nobres, tratamentos de ponta e produtos caros e ineficazes.
Isso se deve em parte ao fato de que atualmente não existe uma certificação profissional, nem diretrizes oficiais, para a prática da medicina da longevidade (também conhecida como geromedicina) nos Estados Unidos. Praticamente qualquer pessoa com formação em medicina pode se autodenominar médico da longevidade; basta observar a quantidade de médicos influenciadores que se posicionam como especialistas nas redes sociais.
E embora existam profissionais que trabalham de boa fé para ajudar as pessoas a viverem vidas mais longas e saudáveis, e cientistas que buscam tratamentos para potencialmente retardar o processo de envelhecimento, existem também clínicas e empresas que comercializam qualquer coisa em nome da longevidade. Isso inclui suplementos, exames e infusões com pouca evidência científica que sustente seu uso.
A medicina da longevidade “exige muita análise”, afirma Bobby Mukkamala, presidente da Associação Médica Americana. Os tratamentos oferecidos pelas clínicas são “baseados em algo que seja totalmente justificado como eficaz ou em algo que ainda não foi comprovado?”, ele questiona.
Perguntamos a nove médicos especialistas em longevidade e outros profissionais de saúde sobre as maneiras mais promissoras com as quais a medicina da longevidade pode ajudar as pessoas e questioamos também onde a propaganda se antecipou à ciência —e pode estar causando mais mal do que bem.
“Acredito que, no melhor cenário possível, a medicina da longevidade seja o que a boa medicina sempre almejou ser, mas raramente teve as ferramentas para alcançar”, diz Jordan Shlain, fundador da clínica médica particular Private Medical.
Este é um trecho da matéria original. Leia na íntegra em https://sl1nk.com/40aK6.