Dr. Fabiano Elisei Serra

Dr. Fabiano Elisei Serra I Speak English 🇺🇸 Yo hablo español 🇪🇸 Minha história com a Ginecologia e Obstetrícia (GO) vem de longa data. Meus pais não hesitaram em cumpri-lo. Deu certo!

Aos 3 anos de idade já dizia à minha família que queria ser médico, especificamente “médico de tirar neném”. Por volta dos 4 anos a palavra “Obstetra” passou a fazer parte do meu vocabulário. Para chegar à minha meta, minha família, que não tinha nenhum familiar médico próximo, passou a me apoiar muito, me dando todas as condições de estudo para que isso fosse realizável um dia. Quando já tinha ce

rta idade, por volta dos 7 anos, e o senso de responsabilidade já estava mais bem desenvolvido tivemos uma conversa mais séria, a de que seria necessário que eu me dedicasse muito para entrar em uma Faculdade Pública, já que não teriam condições de custear as altas mensalidades do curso de Medicina em uma escola particular. Além disso, teriam os gastos de me manter em uma outra cidade, já que a cidade dos meus pais, Lavras-MG, apesar de ter uma grande Universidade Federal, a UFLA, não oferecia tal curso. Assim eu cresci, ciente de que minha dedicação é o que ditaria meu sucesso futuro. Por volta dos 12 a 13 anos, comecei a preparar meus pais sobre o desejo de fazer meu terceiro colegial já em Belo Horizonte. Aos 16 anos me mudei para Belo Horizonte para estudar no colégio considerado, na época, o 2o melhor do país. Lá fui eu começar a vida de “repúblicas”, de morar com amigos. Aos 18 anos, fui aprovado nos três vestibulares que eu fiz: UFMG, UFJF e UFTM. Escolhi a UFMG e assim começou, efetivamente, minha história com a Medicina. Durante a Faculdade desenvolvi muitas habilidades dentro e fora da Medicina. Fiz Pesquisa, projeto de Extensão e fui monitor. Viajei muito, trabalhei como Barman nos EUA, fiz estágio na Polônia e no Egito e fiz meu internato em Cirurgia no México. Participei também do teatro da faculdade, o Show Medicina. Sempre acreditei que Medicina era muito mais do que conhecimento técnico, dependia de relação interpessoal. Lidar com o humano depende de que sejamos humanos também. Ao final do curso, tive uma crise absurda com a Ginecologia-Obstetrícia. Sempre me falavam que era uma área que não tinha qualidade de vida, que era muito sofrida, que não teria vida e que, por isso, não valeria a pena. Comecei a questionar minha escolha e, para não tomar nenhuma decisão precipitada, resolvi ser Médico Generalista primeiro e trabalhar. Assim que me graduei, aos 24 anos, voluntariei-me ao Exército Brasileiro, para servir na Região Amazônica. Além de desenvolver um projeto mais social, poderia refletir sobre qual especialidade escolher. Fui morar em Tabatinga, na fronteira com Peru e Colômbia. Ali eu realmente aprendi Medicina! Ali eu cresci, amadureci e me tornei Médico! Lidava diariamente com uma população muito carente. Para completar minha sina, os médicos recém formados eram direcionados para as Especialidades básicas (Clínica, Cirurgia, Pediatria e Ginecologia-Obstetrícia) sob supervisão dos já especialistas de carreira do Exército. Como era o 3o médico mais jovem, ao final da escolha, me sobrava escolher entre Pediatria e GO. Claro que optei pela GO. Era minha chance de colocar em prática meu sonho sem necessariamente ter que fazer a Residência Médica. Foi um dos melhores anos da minha vida! Que experiências! Apaixonei-me ainda mais pela Ginecologia-Obstetrícia. Além disso, participei de vários projetos do Exército, sendo o mais importante o de ficar embarcado por 21 dias no Rio Solimões atendendo população ribeirinha. Terminado meu ano de Exército, resolvi trabalhar mais um ano em Unidade Básica de Saúde e Hospital de cidade pequena. Não sabia aonde iria ainda. Abri o mapa do Brasil, olhei a região do país que, para mim, ainda parecia muito distante e decidi: iria para o Centro Oeste. Fui parar em uma cidade no Sul do Mato Grosso do Sul, Ivinhema. Desenvolvi todas as áreas da assistência médica pública ali, incluindo atendimento em Zona Rural. Quando estava de plantão na cidade, uma coisa começou a me chamar muita atenção. O momento que eu mais gostava do plantão era quando tinha que fazer um parto normal. Que felicidade era! Não me importava quantos pacientes gerais ainda teria que atender, teria um parto para fazer em breve! Isso norteou ainda mais minha escolha e, porque não dizer, ratificava meu ”destino. No meu terceiro ano após formatura, voltei para Belo Horizonte no intuito de me preparar para as provas de Residência Médica. Comecei a trabalhar como Generalista em uma UBS, 20h semanais somente. Precisava me dedicar. No meio do caminho, surgiu uma oportunidade diferente que me atraiu muito. Passei em uma seleção da Vale para trabalhar em Johannesburgo, na África do Sul, como coordenador médico. Seria responsável pelos países em que havia exploração mineral dentro do Continente Africano. Cheguei a visitar a sede da empresa lá e a escolher apartamento. Fui a Carajás e participei de Fóruns de Saúde e Segurança da Empresa. Tudo estava encaminhado, mas o processo estava lento e, ao final, acabou não dando certo. Foquei novamente no “meu destino” com a GO. Prestei duas provas de Residência Médica, o Unificado de Minas Gerais e o Unificado de São Paulo. Passei para os dois hospitais almejados e acabei escolhendo o Hospital Pérola Byington / Maternidade de Interlagos em São Paulo. Pérola sendo o maior hospital de Ginecologia do país, referencia em várias áreas e a parte de Obstetrícia na Maternidade de Interlagos, hoje, a Maternidade Modelo do Estado de São Paulo. Encontrei-me na minha Residência. Tinha mais do que certeza que era aquilo que queria para minha vida. Se ia ou não dar qualidade de vida não me importava mais. Era feliz e amava o que eu fazia. Terminada a Residência, me especializei em Endoscopia Ginecológica (Histeroscopia e Videolaparoscopia), também no Hospital Pérola Byington. Ao final da minha especialização em Endoscopia, resolvi iniciar meu Consultório. Pouco tempo depois, recebi um convite que me fez ter a certeza de que minhas escolhas foram corretas. Comecei a trabalhar como Coordenador da equipe de GO da Maternidade que fiz a parte de Obstetrícia na Residência, a Maternidade de Interlagos. Tenho a possibilidade de fazer muito mais pela Assistência Obstétrica na cidade de São Paulo. No consultório, consigo exercer a Medicina e a Ginecologia-Obstetrícia da forma que mais acredito, como deveria ser sempre e em qualquer lugar. Agendo consultas a cada 1h porque acredito que a solução de dúvidas e as orientações não podem ser dadas em menos tempo de consulta. Formo um vínculo forte com meus pacientes (incluo maridos e filhos) por causa disso. Cuido de cada um como se fosse um familiar meu e assim tenho me sentido cada vez mais realizado profissionalmente e pessoalmente. Acredito que o segredo realmente é amar o que se faz. Haverão percalços sempre, claro, mas são amenizados por ter a certeza de que meu “destino” esteve sempre traçado e que existe algo maior que me direciona, o Amor pela Vida. Fabiano Elisei Serra

Alterações hormonais, especialmente durante a transição até a menopausa (climatério), podem impactar diretamente a quali...
13/04/2026

Alterações hormonais, especialmente durante a transição até a menopausa (climatério), podem impactar diretamente a qualidade do sono. A redução de estrogênio e da progesterona interfere nos mecanismos que regulam o descanso, favorecendo sintomas como ondas de calor, sudorese noturna e despertares frequentes ao longo da noite.

Quando bem indicada, a terapia hormonal pode ajudar a reequilibrar esses processos, diminuindo os sintomas e contribuindo para um sono mais contínuo e reparador. Ainda assim, ela não deve ser vista como solução isolada: a melhora do sono depende também de hábitos adequados, rotina consistente e avaliação individualizada.

Dr. Fabiano Elisei Serra
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O lipedema vai muito além de uma questão estética.É dor, desconforto e limitações que muitas vezes não são compreendidas...
08/04/2026

O lipedema vai muito além de uma questão estética.
É dor, desconforto e limitações que muitas vezes não são compreendidas, nem por quem está ao redor, nem até mesmo por profissionais despreparados.

Sentir pernas pesadas, dor ao toque, inchaço e apresentar roxos frequentes não é normal e não deve ser ignorado. Validar esses sinais é essencial para buscar ajuda e evitar a progressão da doença.

Com o diagnóstico correto, é possível cuidar, tratar e melhorar a qualidade de vida.

Se você se identificou, procure avaliação especializada. Informação também é cuidado.

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01/04/2026

Conversei com sobre orientação sexual e como ela se diferencia da identidade de gênero. Falamos sobre o que define o objeto de atração (heteroafetiva, homoafetiva, bioafetiva, panafetiva ou assexual) e esclarecemos a diferença entre pessoas assexuais e aquelas com desejo sexual hipoativo adquirido, reforçando a importância de informação correta para evitar confusões, diagnósticos equivocados e estigmas.

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30/03/2026

Só porque eu precisava reviver esse vídeo que eu adoro.
E no meio do processo a gente ainda fala que “o colo tá lindo”…❤️

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26/03/2026

Conversei com sobre saúde sexual da população LGBTQIAP+. Falamos sobre o que é identidade de gênero, a diferença entre s**o biológico e identidade de gênero e explicamos conceitos como pessoas cisgênero, transgênero e não binárias.

Um conteúdo essencial para entender que identidade de gênero é o senso de si mesmo e que nem sempre coincide com o s**o atribuído ao nascer, incluindo também o conceito de gênero fluido.

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Na Fertilização in Vitro (FIV), quando realizamos a biópsia embrionária para análise genética (PGTA), é possível identif...
24/03/2026

Na Fertilização in Vitro (FIV), quando realizamos a biópsia embrionária para análise genética (PGTA), é possível identificar diversas informações cromossômicas do embrião, incluindo o s**o. Ou seja, ao analisar o material genético, essa informação acaba sendo conhecida como parte do resultado do exame.

No entanto, é importante destacar que as normas do Conselho Federal de Medicina não permitem a seleção do embrião apenas com base na preferência pelo s**o. A indicação do teste genético deve estar relacionada a critérios médicos, como a investigação de alterações cromossômicas ou doenças genéticas.

Assim, na prática clínica, quando a biópsia embrionária é realizada por indicação médica, o s**o do embrião acaba sendo uma informação disponível no resultado, mas a escolha do embrião para transferência deve sempre seguir critérios éticos e de saúde.

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16/03/2026

Pré-eclâmpsia: atualizações e diferenças entre manifestações
traz as hipóteses relacionadas ao desenvolvimento da pré-eclâmpsia e como a doença apresenta manifestações distintas, especialmente entre as formas precoces e tardias. Ele comenta que a pré-eclâmpsia precoce envolve alterações na invasão trofoblástica (da placenta), enquanto a tardia (70% dos casos) não apresenta esse padrão, o que influencia diretamente na predição e nas estratégias de manejo clínico.

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Março Lilás nos lembra da importância da prevenção do câncer do colo do útero. Mas é importante saber que o HPV está ass...
12/03/2026

Março Lilás nos lembra da importância da prevenção do câncer do colo do útero. Mas é importante saber que o HPV está associado a vários outros tipos de câncer, em mulheres e homens.

O Papilomavírus Humano (HPV) é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. A maioria das pessoas terá contato com o vírus ao longo da vida. Em muitos casos, o próprio organismo consegue eliminar a infecção. Porém, em algumas situações, o vírus pode permanecer no corpo e provocar alterações nas células que, com o tempo, podem evoluir para câncer.

Entre os tumores relacionados ao HPV estão:
• câncer do colo do útero
• câncer de â**s
• câncer de p***s
• câncer de v***a
• câncer de va**na
• câncer de orofaringe (garganta)

A boa notícia é que muitos desses cânceres podem ser evitados com a vacinação. A vacina contra o HPV protege contra os tipos do vírus mais frequentemente associados ao desenvolvimento de tumores e lesões precursoras.

A vacinação antes do início da vida sexual oferece uma proteção ainda maior, mas ela também pode trazer benefícios em outras idades.

Prevenção do câncer começa muito antes do diagnóstico.
E, no caso do HPV, a vacina é uma das estratégias de saúde pública mais eficazes para reduzir casos da doença e salvar vidas.

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Durante muito tempo, o sofrimento feminino foi tratado como algo esperado.Cólica intensa? “É normal.”Dor na relação? “Ac...
08/03/2026

Durante muito tempo, o sofrimento feminino foi tratado como algo esperado.

Cólica intensa? “É normal.”
Dor na relação? “Acontece.”
Sangramento abundante? “Cada mulher é diferente.”
Sintomas na menopausa? “Faz parte da idade.”

A história da saúde da mulher é marcada por décadas em que muitos sintomas foram minimizados, naturalizados ou simplesmente ignorados. E isso teve consequências importantes: diagnósticos tardios, tratamentos inadequados e anos de sofrimento desnecessário.

Condições como endometriose, adenomiose, miomas, distúrbios hormonais, dor pélvica crônica, alterações menstruais ou sintomas do climatério ainda são frequentemente subestimadas.

Sentir dor constante, perder qualidade de vida ou adaptar toda a rotina ao próprio sofrimento não deve ser considerado normal.

Cuidar da saúde da mulher significa escutar com atenção, investigar com responsabilidade e oferecer tratamento baseado em evidências.

Neste Dia da Mulher, deixo a mensagem de que nenhuma mulher deveria aprender a conviver com o sofrimento como se fosse parte inevitável da vida.

No mais, só agradecer a existência de todas vocês! Obrigado ❤️

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05/03/2026

O DIU de cobre é um método contraceptivo de longa duração, altamente eficaz e totalmente livre de hormônios.

Ele é um pequeno dispositivo colocado dentro do útero durante consulta médica. O cobre presente no dispositivo cria um ambiente intrauterino que dificulta a sobrevivência e a mobilidade dos espermatozoides, impedindo que eles alcancem e fertilizem o óvulo. Além disso, provoca alterações locais no endométrio que também reduzem a possibilidade de implantação.

Com eficácia superior a 99%, o DIU de cobre pode permanecer no útero por até 10 anos, dependendo do modelo, oferecendo contracepção contínua sem necessidade de uso diário de medicamentos.

É uma opção especialmente interessante para mulheres que não desejam ou não podem utilizar hormônios, mantendo o ciclo ovulatório natural.

Como todo método, deve ser indicado após avaliação médica individualizada, considerando histórico clínico, padrão menstrual e preferências da paciente.

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14/02/2026

O climatério já faz parte da sua vida? E a menopausa, você já vivenciou?
A atriz Cacau Protásio tem compartilhado abertamente essa fase, mostrando situações do dia a dia, desafios reais e aprendizados que surgem com as mudanças do corpo.

E você, já se identificou com alguma dessas experiências? Qual delas mais se conecta com a sua história?

Falar sobre menopausa com informação, naturalidade e até bom humor ajuda a tirar esse tema do silêncio e do estigma. Isso torna o processo mais compreensível, leve e acolhedor para quem está passando por essa fase. Procurar orientação médica é fundamental.

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12/02/2026

Como é feito o diagnóstico da hipertensão na gravidez?
explica por que mais de uma medida de pressão arterial é necessária para confirmar o diagnóstico, quais são os intervalos recomendados entre as aferições e quando valores elevados já indicam necessidade imediata de medicação, reforçando a importância da avaliação individualizada em cada caso.

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