Maria Bruna Mota - Psicanálise com Afeto

Maria Bruna Mota - Psicanálise com Afeto Por aqui coisas da vida: poesia, amor e psicanálise. Atendimento clínico online. Atendimentos Online.

MARIA BRUNA MOTA Pereira é Bacharel em Psicologia e Pós-Graduada em Psicanálise: Clínica com Crianças e Adolescentes pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). Inscrita no Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais sob o registro 04/45107. Psicóloga e psicanalista, está em constante formação e aprimoramento, por meio de cursos, congressos e estudos. Na clínica psicológica

oferece os seguintes serviços:

- análise
- psicoterapia psicanalítica para crianças, adolescentes e adultos
- orientação profissional
- orientação de pais
- supervisão clínica para psicólogos e psicanalistas. Também ministra cursos e palestras, as quais envolvem temáticas como relacionamentos interpessoais/amorosos, motivação, autoestima e fenômenos psicossociais.

26/04/2026

Falar de dinheiro ainda é um dos pontos mais difíceis para muitos analistas.

Não porque não saibam o valor do próprio trabalho.
Mas porque o dinheiro toca em algo mais profundo: culpa, merecimento, desejo, história de vida.

Cobrar não é apenas uma decisão prática. É também uma posição.

E quando isso não está elaborado, o profissional pode oscilar, de modo que, ao cobrar, se sente mal; não cobra e se sente desvalorizado, evita tocar no assunto; ou adia decisões importantes em relação a isso.

A questão não é apenas “quanto cobrar”, mas, sobretudo, como cobrar e posicionamento do analista diante disso.

O que te vem à mente quando você pensa nessas questões?

Muitos profissionais se dedicam profundamente à formação.Estudam, se implicam, constroem escuta.Contudo, quando vão para...
23/04/2026

Muitos profissionais se dedicam profundamente à formação.

Estudam, se implicam, constroem escuta.

Contudo, quando vão para a prática, se deparam com outro desafio, que é o de sustentar o próprio trabalho.

E isso inclui coisas como cobrar, organizar a agenda, se posicionar, falar do que faz para as pessoas.

A princípio, pode parecer que essas coisas são separadas da psicanálise, ou melhor, da prática clínica.
Só que na verdade, fazem parte dela.

Me conta aqui: essas coisas já tinham se passado na sua cabeça?

A dificuldade de cobrar raramente é apenas financeira.Ela costuma aparecer como:medo de perder pacientes,receio de parec...
22/04/2026

A dificuldade de cobrar raramente é apenas financeira.

Ela costuma aparecer como:

medo de perder pacientes,
receio de parecer interesseiro,
dúvida sobre o próprio valor,
culpa ao falar de dinheiro.

Mas, na psicanálise, sabemos:

quando algo se repete,
não é por acaso.

Cobrar envolve mais do que um valor.

Envolve a posição do analista diante do próprio trabalho.

E, muitas vezes, o que está em jogo não é o preço.

É o lugar que o profissional ocupa

A formação em psicanálise é profunda.Te ensina a escutar, a sustentar, a não responder rapidamente.Mas existe uma dimens...
20/04/2026

A formação em psicanálise é profunda.
Te ensina a escutar, a sustentar, a não responder rapidamente.

Mas existe uma dimensão do trabalho que, muitas vezes, f**a de fora.
Ela envolve questões sobre como cobrar, como falar do próprio trabalho, como se posicionar e como sustentar financeiramente a clínica.

Quando esses pontos aparecem, muitos profissionais sentem desconforto, dúvida e até culpa.
Como se lidar com dinheiro ou visibilidade estivesse, de algum modo, em desacordo com a ética da psicanálise.
Só que não está.

Essas questões fazem parte do trabalho.
E, quando não são elaboradas, começam a travar a prática.

Não por falta de capacidade. Mas por falta de espaço para pensar isso.

Você já tinha parado para pensar nisso?

16/04/2026

Se, em algum momento da sua prática, você sentiu que estudar sozinha já não sustenta tudo…

Você não está só!

A clínica exige mais do que leitura.
Ela exige elaboração, troca e continuidade.

O Afetos no Divã nasce exatamente desse ponto:

Um espaço de estudo contínuo, com encontros ao vivo, supervisão clínica e aprofundamento teórico.

Sem pressa, sem respostas prontas, mas com rigor e laço.

Para quem não quer simplif**ar a psicanálise,
mas também não quer sustentar esse percurso sozinho.

💕Se isso faz sentido para o seu momento,
as inscrições estão abertas.

As informações para participar estão no link da bio.

Nem todo espaço de estudo é para todo mundo.E tudo bem que seja assim.O Afetos no Divã não foi pensado como um lugar de ...
15/04/2026

Nem todo espaço de estudo é para todo mundo.

E tudo bem que seja assim.

O Afetos no Divã não foi pensado como um lugar de respostas rápidas, técnicas prontas ou promessas de segurança imediata.

Ele nasce de outra lógica.

Da ideia de que a formação em psicanálise é contínua.
De que a clínica exige elaboração.
E de que sustentar essa prática sozinho, em muitos momentos, pesa.

Por isso, esse espaço é para quem:

– quer estudar de forma consistente
– deseja articular teoria e clínica
– sente falta de interlocução
– e não quer transformar a psicanálise em algo simplif**ado

Aqui, o foco não é “dar conta”.

É sustentar o percurso com mais apoio, rigor e laço.

Se você se reconhece nisso, as portas da comunidade Afetos no Divã estão abertas.

As informações para participar estão no link da bio. 💕

A psicanálise nunca foi uma construção solitária.Desde o início, ela se desenvolveu em interlocução: cartas entre analis...
14/04/2026

A psicanálise nunca foi uma construção solitária.
Desde o início, ela se desenvolveu em interlocução: cartas entre analistas, discussões clínicas, grupos de estudo e supervisão.

Freud escrevia, respondia, debatia.
A teoria se construía em laço.

E talvez por isso muitos profissionais sintam, em algum momento da prática, a falta de um espaço onde seja possível:

estudar teoria de forma contínua;
discutir a clínica;
elaborar dúvidas;
sustentar o percurso analítico.

A formação não termina quando o “curso” acaba.
Ela continua ao longo da prática.

Foi justamente a partir dessa ideia que nasceu a Comunidade de Estudos Afetos no Divã.

Um espaço pensado para estudantes, psicólogos e psicanalistas que desejam:

Aprofundar o estudo da psicanálise
Participar de encontros ao vivo
Discutir clínica e teoria
E não sustentar esse caminho sozinhos.

Na comunidade temos encontros de estudo, supervisão clínica e aulas mensais: sempre com o compromisso de manter a psicanálise viva, rigorosa e transmitida em laço.

💕Se esse tipo de espaço faz sentido para você, as informações para entrar na comunidade Afetos no Divã estão no link da bio.

Existe um ponto na trajetória de quem trabalha com clínica em que estudar sozinho já não é suficiente.Não por falta de d...
13/04/2026

Existe um ponto na trajetória de quem trabalha com clínica em que estudar sozinho já não é suficiente.

Não por falta de dedicação. Mas porque a prática começa a exigir outra coisa.
Exige interlocução, troca, exige um espaço onde seja possível pensar o que ainda não se alcançou.

Quando analistas estudam juntos, algo se desloca.

A dúvida deixa de ser solitária.
O impasse deixa de ser paralisante.
E a teoria ganha vida na escuta da clínica.

Não se trata de encontrar respostas prontas. Se trata de sustentar melhor as perguntas.
E isso tem efeitos muito concretos:

Na condução dos casos.
Na posição do analista.
E na forma como a clínica é vivida.
É exatamente esse tipo de experiência que sustenta a proposta da comunidade Afetos no Divã. 💕

Um espaço de estudo, supervisão e troca contínua, pensado para quem não quer sustentar a clínica sozinho.

09/04/2026

Existe uma ideia muito comum e, ao mesmo tempo, muito enganosa: a de que, em algum momento, o analista “termina” de se formar.

Como se houvesse um ponto de chegada.
Como se fosse possível, enfim, “dominar” a clínica.

Mas a psicanálise não se organiza assim.
A formação do analista não é uma etapa.
É um processo contínuo.

E não apenas porque sempre há novos textos, autores ou conceitos.
Mas porque a própria clínica não se repete.
Cada caso reabre a teoria.
Cada escuta coloca o analista diante de algo que ainda não estava totalmente sabido.

E há um ponto ainda mais radical: o inconsciente não é algo do passado.
Ele é atemporal. Ele está acontecendo.

Isso signif**a que não existe um saber definitivo capaz de antecipar o que virá na clínica.

É por isso que estudar psicanálise não termina.

Não por exigência externa.
Mas porque a própria prática convoca o analista a continuar.

E sustentar esse movimento entre teoria, clínica e aquilo que escapa nem sempre é simples de fazer sozinho.

Assim, em algum momento do percurso,
o estudo em laço deixa de ser um complemento é passa a ser uma necessidade.

Que outros motivos existem para o estudo da psicanálise nunca terminar.

Pode me contar aqui embaixo. 👇

A pulsão escópica, em Lacan, nos convida a ir além da ideia de olhar como algo simplesmente visual.Não se trata apenas d...
08/04/2026

A pulsão escópica, em Lacan, nos convida a ir além da ideia de olhar como algo simplesmente visual.

Não se trata apenas de ver. Trata-se do lugar que o olhar ocupa na constituição do sujeito.
O sujeito olha, mas também se percebe sendo olhado. E é nesse jogo que algo do desejo se organiza.

O olhar do outro não é indiferente. Ele marca, orienta, produz efeitos sobre como o sujeito se percebe e se apresenta.

Por isso, muitas vezes, não buscamos apenas ver: buscamos ser vistos de uma determinada maneira. Idealizada até.

Na clínica, isso aparece em diferentes formas: na preocupação com a imagem, na necessidade de reconhecimento, na tentativa de corresponder ao olhar do outro.
E, na contemporaneidade, esse movimento ganha ainda mais força.

As redes ampliam a exposição, mas não resolvem a questão do olhar.
Porque o desejo não se sustenta apenas naquilo que aparece.

Sustentar esse tipo de escuta exige mais do que compreensão teórica.
Exige uma posição clínica afinada, capaz de escutar o que está em jogo para além da imagem.

E é nesse ponto que o estudo contínuo, em interlocução com outros analistas, faz diferença.

Porque a clínica - assim como o olhar - também nos atravessa.

Muitas vezes existe uma expectativa silenciosa na formação: a de que estudar teoria vai tornar a clínica mais simples.Ma...
07/04/2026

Muitas vezes existe uma expectativa silenciosa na formação: a de que estudar teoria vai tornar a clínica mais simples.

Mas, na psicanálise, acontece justamente o contrário.

Quanto mais nos aproximamos da teoria, mais percebemos a complexidade da experiência clínica.

A teoria não serve para encaixar o sujeito em categorias.
Ela serve para abrir a escuta.

Ela nos lembra que o sintoma não é apenas um problema a ser resolvido.
Que o sofrimento tem uma lógica própria.
Que o inconsciente não obedece à razão consciente.

Por isso, estudar psicanálise não signif**a encontrar respostas rápidas.

Signif**a sustentar perguntas mais precisas.

A teoria não simplif**a a clínica.
Ela nos mostra que cada sujeito é singular, e que escutar essa singularidade exige tempo, rigor e transmissão contínua.

Existe um tipo de sofrimento que não vem exatamente de fora. Ele aparece como uma cobrança interna constante.Uma sensaçã...
06/04/2026

Existe um tipo de sofrimento que não vem exatamente de fora. Ele aparece como uma cobrança interna constante.

Uma sensação de que sempre falta algo, de que a gente poderia ter sido melhor.
ou de que não foi suficiente.

Na psicanálise, isso se articula ao superego.

Mas diferente do senso comum, o superego não é apenas uma instância moral que proíbe. Ele também exige.

Exige mais desempenho.
Mais sucesso. Mais controle. Mais gozo.

E quanto mais o sujeito tenta corresponder, mais se aproxima de uma sensação de fracasso. Porque essa exigência não tem medida.

Na clínica, isso se resolve com escuta e com a possibilidade de reconhecer essa voz, de localizá-la e, aos poucos, construir uma outra relação com ela.

Sustentar esse tipo de escuta, tanto com o paciente quanto com a própria prática, nem sempre é simples.

É por isso que o estudo contínuo e a troca com outros profissionais fazem diferença. Porque, muitas vezes, o superego também atravessa o próprio analista.

E ter onde elaborar isso muda completamente a posição clínica.

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São Paulo, SP

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