Paulo Crespolini - Psicólogo

Paulo Crespolini - Psicólogo Boas-vindas! Aqui é uma clínica voltada, principalmente, para o tratamento dos relacionamentos afetivos e conjugais. Sejam bem-vindas e bem-vindos!
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Junto disso, o Paulo Crespolini também disponibiliza atendimento psicológico para adolescentes, adultos e famílias. Este espaço virtual existe para que possamos dialogar sobre variados adoecimentos psíquicos, com a liberdade respeitosa de quem se estaciona para ouvi-los, integrá-los e transformá-los.

07/03/2026

PAULO CRESPOLINI
▪️Psicólogo - CRP 06/132391
☎️WhatsApp: (11) 97752-7000
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
LISPECTOR, C. A. A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1964, p. 9. 11-12.

PAULO CRESPOLINI▪️Psicólogo - CRP 06/132391☎️WhatsApp: (11) 97752-7000REFERÊNCIA:( 1 ) CARTOLA. O mundo é um moinho. Ri...
04/03/2026

PAULO CRESPOLINI
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REFERÊNCIA:
( 1 ) CARTOLA. O mundo é um moinho. Rio de Janeiro: RCA, 1976.

Amor é coisa robusta. Paixão é coisa fuleira.  Amor é mundaréu. Paixão é trenheira. Amor tem tutano, igual caldo de moco...
01/03/2026

Amor é coisa robusta. Paixão é coisa fuleira. Amor é mundaréu. Paixão é trenheira. Amor tem tutano, igual caldo de mocotó. Paixão é anêmica. Coitada! Essa criatura só tem adrenalina. O amor? Um borogodó dos bons. A paixão? Um mero trelelê. De gota em gota, o amor vem miúdo, feito água de chuva. A paixão, minha gente, é poça d’água que se acha oceânica. Paixão espinho, amor roseira: um brotando do outro. Além de surgir de repente, num jardim cheinho de plantas, o amor consegue conviver com outros amores. Ali a competição não vinga. Já a paixão é territorialista. Seu ofício está em fincar estacas de madeira e esticar arame farpado. Cercanias é com ela mesma. Insatisfeita com as posses, a paixão vai tratorando tudo o que vê pela frente. Ela só esquece que a vida da gente é uma lonjura de terra, donde vista nenhuma alcança.
Amor sofre de atrasamentos. Tem noção de tudo o que foi vivido antes dele chegar! Como pode a paixão achar que é divisora de águas na vida de alguém? Tem base um trem desse? Embora peleja na tardança que dói, o amor sabe reverenciar a história do outro. Dor que nunca acaba? Capaz! Quem disse um despautério desse? Amor é a difícil passagem do ‘eu’ ao ‘nós’, ao passo que a paixão é a submissão do ‘nós’ à tirania do ‘eu’. Pode ser amoroso quem deseja que o outro sinta, pense e aja como ele próprio? Arrochar, espremer, esticar - pra fazer caber - é um troço da paixão. Essa terrível tentativa de controle só resulta naquela ansiedade que, de dia, é impotência e, de noite, é fracasso. É porque escapa: que o outro não arreda os pés do amor. F**a porque é livre.
Amor não é buscado. Amor é encontrado. Se tiver de ser caçado já deixou de ser amor há muito tempo. Obrigado, Chico (não o Buarque desta vez, mas o César) por esses versos de uma boniteza sem fim: “Me entranharia nestes sertões de você, para deixar a vida que eu vivia de cigania antes de te conhecer…” Quanto menos se espera, quando larga mão, ele vem.
PAULO CRESPOLINI
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28/02/2026
PAULO CRESPOLINI▪️Psicólogo - CRP 06/132391☎️WhatsApp: (11) 97752-7000REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:ALVES, Rubem. Do unive...
24/02/2026

PAULO CRESPOLINI
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
ALVES, Rubem. Do universo à jabuticaba. São Paulo: Planeta, 2010.
KEHL, Maria Rita. O tempo e o cão: o cotidiano das depressões. São Paulo: Boitempo, 2009.

Trem bom é o amendoim! Num é, minha gente? Do pé de moleque à canjica, cru ou torrado… Ora triturado, ora descascado. Ve...
22/02/2026

Trem bom é o amendoim! Num é, minha gente? Do pé de moleque à canjica, cru ou torrado… Ora triturado, ora descascado. Vestido de chocolate! A quem gosta. Dá pra fazer de um tudo com esse grão. Dá pra tornar manteiga. Dá pra mastigar. Dá pra esmagar. Dá pra reduzir a pó. Dá também pra azucrinar as fervuras, aporrinhar os ânimos, desassossegar as fibras. Do jeito que fazemos com o grão também fazemos com as pessoas. A sanha de moer ao amendoim até virar paçoca. A teimosia de quem deseja ter tudo sob controle e acaba esquecendo que os grãos possuem propriedades individualizadoras. É tão autoritário quando a soja deseja que a ervilha e o milho se “assojem”. Trigo, por exemplo, é trigo. Trata-se de uma violência querer torná-lo arroz.
Muitas das vezes nem é autoritarismo. É só o nosso desejo de ser visto pra existir, de ser reconhecido… Enfim, de ser amado. Lá pelas tantas a gente percebe que não se pode demandar do amor aquilo que ele não quer nem consegue dar. Afinal, o amor só pode o que pode o amor. E, definitivamente, o amor não pode tudo. Aliás, não pode ser obrigado a amar. Igualzinho aos grãos ninguém é um prolongamento da gente. Ninguém vai agir como agimos, quanto dirá pensar como pensamos. Cada grão é total e absolutamente outro. Cada amor é único e irrepetível. Não está em parecença a nós nem existe como extensão de nós. Importa deixar as coisas serem elas mesmas. Lentilha sendo lentilha. Amaranto… Amaranto. Café realizando-se como o ditoso ancião dos grãos.
Nosso passado, colonizador das diferenças, já dizia da influência tupi-guarani, quando o amendoim era chamado de “manduí”, pelos povos que cá viviam muito dantes. Como se não bastasse explorar suas terras, a nossa gente foi lá violentar também a língua dos outros e juntou ‘manduí’ com ‘amêndoas’. Ficou amendoim! Essa pirraça de juntar os opostos, para fazer deles uma coisa só e, com isso, anular a alteridade… Inclusive o próprio amendoim, que deseja ser alecrim dourado, precisa desistir da inútil proeza dessa predileção. Amendoim é grão, minha gente e alecrim é erva. São o que são porque não há douramento neles.
PAULO CRESPOLINI
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Lá nos cafundós da memória ainda existe a Mercearia da Tia Joana, a Bodega do Bartolomeu, a Vendinha da Zumira… Muitas d...
25/01/2026

Lá nos cafundós da memória ainda existe a Mercearia da Tia Joana, a Bodega do Bartolomeu, a Vendinha da Zumira… Muitas das vezes era a sala de uma família convertida em estabelecimento comercial dos bons. Tinha balança, óleo de soja, o arroz que a mãe mandava buscar, mas a gente gostava mesmo era do suspiro, da língua de sogra, da maria-mole e do pé de moleque. Num lugar estratégico se avistava os seguintes dizeres: “Não vendemos fiado”. E, noutro lugar, mais estratégico ainda, estava guardada a caderneta que dizia: “Vendemos fiado sim”. Nela tinha a lista da Dona Maria boleira, que pagava todo dia 10. O Seu Custódio sapateiro, no mais tardar, dia 03 e a Lió alguma coisa, só no final do mês, depois de receber da passação de roupa, na casa dos outros.
Eita povo honesto, cujo maior preceito era o de pagar. Dever? Só obrigação mesmo. Já na Mercearia da Dona Vida as coisas são diferentes. Onde a confiança é fiada também há a possibilidade do calote. Se tem o direito, tem o avesso. Todo trair vem de um afiançar. Quem constrói o amigo, edifica o inimigo. Um do ladinho do outro. A gente não tece apenas o amor que vê, mas a dor que insiste desver. Quantas provas uma pessoa precisa cumprir pra ser digna da confiança da gente? Compensa viver armado, na guarita do medo e desconfiado de si, de Deus e todo mundo?
A confiança vem da capacidade que a gente tem de se entregar ao outro, de desarmar as defesas, depor as armas, de permanecer na sombra e água fresca em vez do tiro, porrada e bomba. Confiar não é coisa de gente ingênua, muito menos uma idiotice. Olha a arapuca aí, meu povo. Ao deixarmos de confiar em quem quer que seja: nos tornamos menos confiantes porque ficamos atrofiados no amor. Nunca foi sobre deixar de confiar. Sempre foi sobre retirar a confiança quando ela for tratada com indignidade. Qual a sua caderneta? Quem está listado nela? Menos dívida, mais pertencimento.

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