Psicóloga Júlia Gama

Psicóloga Júlia Gama Olá, sejam Bem-Vindos! Nesta página, compartilharei com vocês informações e conteúdos sobre Psicologia.

Eu, o João e os Legos…e uma surpresa que eu não esperavaO João ganhou Lego de aniversário.E eu percebi uma coisa curiosa...
18/04/2026

Eu, o João e os Legos…
e uma surpresa que eu não esperava

O João ganhou Lego de aniversário.

E eu percebi uma coisa curiosa:
eu nunca brinquei muito com isso.
Na minha cabeça, sempre foi meio automático:
“não sou boa nisso”
“não tenho habilidade pra montar”

E, sem perceber, eu sempre direcionava:
“pede pro papai”
Só que essa semana, em vários momentos, era só eu e ele.

E ele insistia:
queria que eu montasse…
Não queria esperar.

E o mais interessante…
ele me dizia com a maior convicção:
“Mamãe, você consegue.”

E aquilo me fez pensar…

Porque, na prática, o que estava acontecendo ali não era sobre Lego.

Era sobre o quanto a gente sustenta, sem questionar, uma versão limitada de nós mesmas.

Quantas vezes você também já decidiu
que “não é boa em algo”
e passou a se comportar como se isso fosse um fato?

Sem testar.
Sem tentar.
Sem revisar essa história.

A gente vai terceirizando.
E, aos poucos, vai acreditando.

Até que, às vezes, vem alguém…
sem filtro, sem história, sem crença e enxerga capacidade onde você só via limite.

Essa semana eu montei muitos Legos com meu filho.
Não perfeito.
Não rápido.
Mas montei.

E talvez crescer também seja isso:
não sobre virar especialista em tudo,
mas sobre parar de se excluir de experiências por histórias antigas que você nunca revisitou.

✨ Onde, na sua vida, você já decidiu que “não consegue”?

Tem mulheres que funcionam bem em qualquer cenário.Resolvem. Sustentam. Dão conta.Porque não é sobre força.É sobre não c...
15/04/2026

Tem mulheres que funcionam bem em qualquer cenário.
Resolvem. Sustentam. Dão conta.

Porque não é sobre força.
É sobre não conseguir baixar a guarda.

Não pedir ajuda.
Não delegar.
Não relaxar de verdade, nem quando pode.

Com o tempo, isso cobra um preço:
cansaço que não passa, irritação, sensação de estar sempre “ligada”.

E o mais difícil de perceber:
isso começa a parecer normal.

Mas não é.

Isso é um sistema que aprendeu que só é seguro quando está no controle.

E aí vem a pergunta importante:
👉🏼 Em que momento da sua vida ser forte deixou de ser escolha… e virou obrigação?

Se você não consegue desligar nem quando pode…talvez o problema não seja falta de descanso.

É falta de segurança pra parar.

E isso não se resolve só tentando dar conta de um jeito diferente. Na terapia, a gente trabalha exatamente esse lugar: te ajudar a sair do modo sobrevivência sem perder quem você é. 😉

No último mês, finalizei a leitura de “Somos Todos Adultos Aqui” no clube do livro  e algumas reflexões ficaram comigo:T...
04/04/2026

No último mês, finalizei a leitura de “Somos Todos Adultos Aqui” no clube do livro e algumas reflexões ficaram comigo:

Tem algo que o livro escancara, mas que muitas vezes a gente vive sem perceber:

👉 família não é só convivência… é sistema.

Cada um ocupa um papel.
E, mesmo quando tudo muda por fora, esses lugares continuam os mesmos por dentro.

E aí, mesmo com filhos mais velhos, adultos…a mãe continua sentindo que precisa dar conta.

Não porque alguém pediu.
Mas porque, internamente, parece que ainda é responsabilidade dela.

👉 E isso tem um peso silencioso.

A sensação de que, se algo não saiu como você gostaria, em algum lugar… você falhou.

Mesmo depois de já ter feito o que podia.
Mesmo quando já não está mais sob o seu controle.

E isso tem nome:
autocobrança sustentada por culpa.

O problema é que, quando você continua se responsabilizando por tudo,
você não só se sobrecarrega,
como, sem perceber, pode dificultar que o outro assuma o que é dele.

Talvez crescer também envolva isso:
cada um assumir a própria parte.
Inclusive a mãe.

👉 Outra coisa que me chamou atenção:

Nem tudo que a gente carrega começou com a gente.

Existem padrões que atravessam gerações. Histórias que não foram ditas, mas foram vividas.

E, sem perceber, você pode estar tentando dar conta de algo
que é maior do que a sua própria história.

💭 Uma reflexão pra você:
Onde, na sua vida hoje, você ainda está se responsabilizando por algo que já não está mais sob o seu controle?

E o que mudaria se você devolvesse isso para quem realmente pertence?

Você se cobra porque acredita que, sem isso, vai parar.Então se exige mais,se pressiona,e vive com a sensação de que nun...
24/03/2026

Você se cobra porque acredita que, sem isso, vai parar.

Então se exige mais,
se pressiona,
e vive com a sensação de que nunca fez o suficiente.

E sim… você evolui.

Mas não por causa da autocobrança.
E sim porque, apesar dela, você continua.

O problema é o custo disso:
cansaço constante.
Dificuldade de descansar sem culpa.
E uma sensação silenciosa de estar sempre em dívida com você mesma.

Isso não é evolução saudável.
É sobrevivência bem executada.

E enquanto isso não muda,
até as suas conquistas perdem o gosto.

Na terapia, a gente trabalha justamente essa virada:
te ajudar a crescer com consistência sem depender da pressão interna como combustível.

Se você se identificou, me chama no direct com a palavra TERAPIA.

Vamos entender juntas se esse é o momento de olhar pra isso.

Você provavelmente não precisa de mais estratégias.Precisa entender por que sua mente não desliga mesmo quando tudo “est...
17/03/2026

Você provavelmente não precisa de mais estratégias.
Precisa entender por que sua mente não desliga mesmo quando tudo “está sob controle”.

Se isso faz sentido pra você, me chama no direct com a palavra DESCANSAR.
Vou te explicar como funciona o meu acompanhamento.

Algumas mulheres aprenderam a funcionar muito bem.Elas trabalham, organizam, resolvem problemas, cuidam de tudo.Quem olh...
12/03/2026

Algumas mulheres aprenderam a funcionar muito bem.

Elas trabalham, organizam, resolvem problemas, cuidam de tudo.
Quem olha de fora costuma pensar: “ela dá conta de tudo.”

Mas por dentro existe uma pressão silenciosa.

Uma sensação constante de que ainda poderia fazer mais. Ou fazer melhor.

Com o tempo, essa forma de se relacionar consigo mesma vira um estado de esforço contínuo, onde descansar pode gerar culpa e errar parece muito difícil.

Muitas vezes isso não é apenas perfeccionismo.

São padrões internos de autocobrança que foram sendo construídos ao longo da vida e que hoje operam quase automaticamente.

Quando esses padrões começam a ser compreendidos, algo importante muda:
a relação com erro, descanso e valor pessoal.

Se você se reconheceu nesse funcionamento, talvez seja um bom momento para olhar para isso com mais profundidade.

Estou abrindo algumas vagas para conversa inicial de triagem terapêutica.

Se fizer sentido para você, me envie TRIAGEM no direct e eu te explico como funciona. ✉️

03/03/2026
Na clínica, muitas mulheres descrevem seu funcionamento como “responsabilidade”, “comprometimento” ou “alto padrão”.A re...
25/02/2026

Na clínica, muitas mulheres descrevem seu funcionamento como “responsabilidade”, “comprometimento” ou “alto padrão”.

A responsabilidade, em si, não é o problema.

O ponto crítico é a incapacidade de desativação.

Antecipação constante de problemas.
Monitoramento excessivo do ambiente.
Dificuldade de delegar.
Sensação persistente de que, se não estiver atenta, algo dará errado.

Não se trata apenas de traço de personalidade.
Trata-se de um padrão cognitivo de hiperresponsabilidade associado à dificuldade de interromper o estado de alerta.

Na Terapia Cognitivo-Comportamental, crenças centrais como
“eu preciso dar conta”,
“não posso falhar”,
“é minha função evitar erros”
mantêm o sistema em ativação contínua.

O resultado é previsível:

– Vigilância persistente
– Ativação frequente do sistema nervoso simpático
– Rigidez comportamental
– Incapacidade de relaxar mesmo em contextos objetivamente seguros

O problema não é assumir responsabilidades.

É quando o organismo perde a capacidade de alternar entre ativação e recuperação.

O corpo não diferencia “estou sendo competente” de “estou prevenindo uma ameaça”.
Ele apenas responde ao nível de alerta.

Quando responsabilidade deixa de ser escolha flexível e se torna obrigação interna permanente, o sistema não encontra pausa.

E ativação crônica sem recuperação não é maturidade.

É sobrecarga fisiológica.

Flexibilizar esse padrão não significa se tornar menos responsável.
Significa recuperar a capacidade de parar sem experimentar culpa ou ameaça interna.

Se você se reconhece aqui, talvez o ajuste não esteja na sua agenda, mas na sua relação com o descanso.

Salve este post e reflita:
➡️ O que você acredita que aconteceria se desacelerasse?

Durante muito tempo, aprendemos a cuidar da saúde como se corpo e mente fossem caminhos separados.Como se fosse possível...
09/02/2026

Durante muito tempo, aprendemos a cuidar da saúde como se corpo e mente fossem caminhos separados.
Como se fosse possível viver assim.

Mas, na vida real, o que acontece é diferente.

Desconfortos persistentes, dores que vão e voltam, cansaço constante, alterações no corpo ou até na forma de se relacionar com ele raramente dizem respeito a apenas uma dimensão.

O corpo responde ao que é sustentado por tempo demais.
A mente reage ao que não encontra espaço para elaboração.

Quando o cuidado olha apenas para uma parte, o alívio até pode acontecer…
mas, muitas vezes, não se sustenta.

Cuidar de verdade exige integração.
Exige compreender como a história, a rotina, as exigências e os padrões emocionais atravessam o corpo.
E como o corpo também comunica o que a mente já não consegue nomear.

Talvez não seja sobre fazer mais.
Nem sobre insistir no mesmo caminho.

Talvez seja sobre olhar de forma mais inteira.

Talvez valha a pena se perguntar:
Como você tem cuidado de si? Em
partes ou por inteiro?

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A leitura do mês do clube do livro  me trouxe muitas reflexões.Existe uma ideia silenciosa de que a maternidade vem para...
02/02/2026

A leitura do mês do clube do livro me trouxe muitas reflexões.

Existe uma ideia silenciosa de que a maternidade vem para somar:
um novo papel, uma nova função, uma nova rotina.

Mas, para muitas mulheres, o que acontece é mais profundo.
A maternidade não entra na vida.
Ela atravessa.

Ela reorganiza o tempo, o corpo, as prioridades.
Mas também reorganiza o mundo interno:
a forma como a gente se percebe, se cobra, se reconhece, se perde e se reencontra.

No livro Mar de Mães, o que mais me atravessou não foi a história de um filho.
Foi a história de mulheres.
De identidades em movimento.
De sentimentos que não cabem nos discursos prontos.

Aparecem a ambivalência.
A culpa.
A exaustão.
A solidão.
Mas também o amor, o vínculo, a transformação.

E uma solidão específica:
não a de estar sem pessoas,
mas a de, às vezes, não se reconhecer mais em quem se era.

Como psicóloga, vejo isso com muita frequência no consultório.
Mulheres que “dão conta”, que seguem funcionando,
mas que por dentro vivem uma reorganização que nunca foi nomeada.

E quando essa reorganização não é vista,
ela vira peso.
Vira cobrança.
Vira distância de si.

Talvez um dos cuidados mais importantes na maternidade
seja justamente esse:
criar espaço para se escutar, se elaborar e se reconhecer
enquanto tudo muda.

Porque não é só sobre cuidar de um filho.
É também sobre não se perder de si. 🌿

A voz da autocobrança não fala alto.Ela dá a entender que você está sendo responsável.Ela diz que é só “pra você não rel...
31/01/2026

A voz da autocobrança não fala alto.
Ela dá a entender que você está sendo responsável.

Ela diz que é só “pra você não relaxar demais”.
Que é “pro seu bem”.
Que, se você baixar a guarda, tudo desanda.

E você escuta.
Escuta enquanto trabalha, enquanto cuida, enquanto tenta dar conta.
Escuta quando até o descanso vem acompanhado de culpa.

A autocobrança não aparece como agressão.
Ela aparece como controle.

👉 “Você podia ter feito melhor.”
👉 “Não é hora de parar.”
👉 “Depois você descansa.”

O problema não é ouvir essa voz.
O problema é nunca questioná-la.

Na Terapia Cognitivo-Comportamental, a gente aprende algo fundamental:
pensamentos automáticos não são verdades, são hipóteses.

E hipóteses precisam ser testadas.

✨ Uma resposta mais leve começa assim:
Quando a autocobrança surgir, experimente trocar o automático por uma pergunta consciente:

“Isso que eu estou me dizendo está me ajudando ou só me mantendo em esforço?”

Leveza não é abandonar responsabilidade.

É parar de viver como se tudo dependesse da sua tensão.

💬 Se esse conteúdo faz sentido pra você, deixe uma curtida. Isso me ajuda a saber que estamos falando das dores certas.

Todo mundo fala sobre rotina, organização e autocuidado.Pouca gente fala sobre funcionamento interno.Mas é ele que defin...
26/01/2026

Todo mundo fala sobre rotina, organização e autocuidado.
Pouca gente fala sobre funcionamento interno.

Mas é ele que define como você vive.

Sob pressão, você se cobra mais?
Se fecha?
Tenta controlar tudo?
F**a mais irritada?
Se afasta do que sente?

Esses movimentos não são defeitos.
São formas que o seu sistema emocional aprendeu para tentar dar conta.

O problema não é ter um padrão.
É viver no piloto automático, sem perceber o preço que ele cobra.

Esse post é um convite para você se observar nos dias comuns,
especialmente nos dias difíceis.

Porque é aí que o seu funcionamento aparece.

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Minha Bio

Como toda criança, Júlia M. Gama imaginou ser de astronauta a professora. Mas, aos 17 anos, seguindo sua intuição e conselhos de seus familiares deixou a cidade de Ribeirão Preto (SP) para encontrar a sua vocação em São Paulo. Foi na Universidade Presbiteriana Mackenzie que começou a sua formação em Psicologia. Bastaram poucos semestres para que seu interesse por psicologia hospitalar se consolidasse. Desde então, focou seus estudos atuando em áreas de doenças crônicas, interação corpo/mente, recursos de enfrentamento, cuidadores e dificuldades de hospitalização em duas especializações realizadas na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Sabendo que seu desejo do conhecimento também ultrapassava os corredores do hospital, se dedicou a mais uma especialização focada na Psicologia Clínica Terapia Cognitiva Comportamental, onde foca seus esforços para entender questões como a tríade cognitiva, psicoeducação, erros cognitivos, crenças limitantes, ansiedade, depressão e técnicas de manejo. Atualmente, concilia sua atuação como psicóloga na Santa Casa e em sua clínica cujo propósito é fazer com que seus pacientes encontrem a sua saúde emocional em um mundo que exige cada vez mais das pessoas e obriga a deixar as emoções de lado.