Priscilla Melão - Psicologia e Sexologia

Priscilla Melão - Psicologia e Sexologia Atua como psicóloga, psicoterapeuta junguiana de abordagem corporal e s*xóloga. Facilitadora de jogos de autoconhecimento e palestrante. CRP 06/66395.🏳️‍🌈

“Os elefantes vieram pela manhã do dia primeiro de janeiro.Aquele ano prometia ser o melhor de sua vida!Eles eram o veíc...
02/01/2026

“Os elefantes vieram pela manhã do dia primeiro de janeiro.
Aquele ano prometia ser o melhor de sua vida!
Eles eram o veículo das divindades mais poderosas!
Poderia ser Ganesha, Deus da sabedoria, do sucesso e da remoção dos obstáculos, boa sorte e prosperidade.
Mas era Airavata, o elefante celestial montado por Indra, o deus dos céus e da guerra.
Airavata é um dos 8 elefantes que sustentam a Terra.”

Trecho do livro Contos de Babel: nos Porões da Alma (Irene Gaeta)

Nem todo começo precisa ser leve para ser verdadeiro.
Alguns inícios nos pedem presença, cuidado e sustentação interna.
Na psicologia junguiana, também reconhecemos que há momentos em que a vida não vem para facilitar, mas para ensinar a permanecer, a atravessar e a integrar.

Que este novo ciclo possa ser vivido com gentileza consigo, respeito ao próprio tempo e confiança nos recursos psíquicos que já existem em você.

30/12/2025

✨ Reflexão de Final de Ano ✨

Antes que o calendário vire, quero te convidar a fazer algo simples, mas profundamente transformador: parar por alguns minutos e olhar para dentro.

Se fizer sentido, respire fundo e passeie por estas perguntas com sinceridade, sem pressa e sem cobrança:

• O que eu fiz no ano que passou que fez com que eu me sentisse do jeito que queria?
• Que experiência mais me mudou recentemente, e o que ela me ensinou?
• Que atividades ou ideais me trazem alegria e satisfação de verdade?
• O que é mais importante para mim nesta fase da minha vida?
• O que eu considero paz?

Um lindo ano de 2026 para você! 😊

COMO ESTAR FELIZ O TEMPO TODO?A ideia de felicidade permanente é uma construção cultural recente, muito alimentada por d...
26/12/2025

COMO ESTAR FELIZ O TEMPO TODO?

A ideia de felicidade permanente é uma construção cultural recente, muito alimentada por discursos de autoajuda, redes sociais e pela lógica do consumo. Ela cria uma expectativa irreal e, muitas vezes, adoecedora: se eu não estou feliz, algo está errado comigo.

Do ponto de vista psicológico — e aqui dialogo com uma compreensão mais profunda da experiência humana — a vida é feita de polaridades: alegria e tristeza, expansão e retração, sentido e vazio. Emoções consideradas “negativas” não são falhas do sistema; elas são sinais, movimentos da psique, convites à elaboração.

Na perspectiva junguiana, o sofrimento não é apenas algo a ser eliminado, mas algo que pode transformar. Muitas vezes, é justamente a dor que nos obriga a entrar em contato com aspectos negligenciados de nós mesmos, com perdas, limites, lutos e mudanças necessárias. Sem isso, não há individuação — apenas adaptação superficial.

Talvez a pergunta mais honesta não seja “como ser feliz o tempo todo?”, mas:

Como posso sustentar a vida como ela é, com seus altos e baixos?

Como encontrar sentido mesmo quando a felicidade não está presente?

Felicidade deixa de ser um estado contínuo e passa a ser uma experiência episódica, legítima e preciosa — mas não obrigatória. O que pode ser mais constante é algo mais profundo e silencioso: sentido, vitalidade e presença.

Buscar felicidade o tempo todo pode nos afastar da vida real. Aprender a habitar a vida inteira, com tudo o que ela traz, costuma nos aproximar de quem realmente somos.

📚 Sugestões de leitura:

- A Passagem do Meio: da Miséria do Significado da Meia-Idade – James Hollis

- O Homem à Procura de um Sentido — Viktor Frankl

- Os Pantanais da Alma: Nova Vida em Lugares Sombrios – James Hollis



Imagem: Freepik

ATIVIDADE FÍSICA E ANSIEDADEA atividade física pode ser uma importante aliada no manejo dos transtornos de ansiedade — m...
23/12/2025

ATIVIDADE FÍSICA E ANSIEDADE

A atividade física pode ser uma importante aliada no manejo dos transtornos de ansiedade — mas não como obrigação, punição ou cobrança.

Quando integrada ao cuidado psicológico, o movimento ajuda na regulação emocional, na percepção corporal e na redução do estresse.

Cada corpo tem seu ritmo. Cada história, seu tempo.

SUGESTÃO DE LIVRO:

Como Lidar com a Ansiedade - Guia prático para pacientes, familiares e educadores - Francisco Lotufo Neto (Editor), Felipe Corchs (Editor), Mariangela Gentil Savoia (Editor), Márcio Antonini Bernik (Editor) - Editora Hogrefe


RegulaçãoEmocional Psicoterapia
JungeCorpo PsicologiaPinheiros

22/12/2025

DIFICULDADES SE***IS

Dificuldades se***is podem acontecer com qualquer pessoa, em qualquer tipo de relação.

Desejo, excitação, orgasmo e prazer variam ao longo da vida e respondem ao contexto emocional, relacional e corporal.

Nenhuma dificuldade define quem você é.

💬 Falar sobre s*xualidade é falar de saúde.

SUGESTÃO DE LIVRO: S**o na Vitrine – sobre desejos e prazeres – Regina Navarro Lins

Se esse conteúdo fez sentido para você, salve ou compartilhe. 😀

**ologia JungeCorpo

EPIDEMIA DE SOLIDÃO A solidão atingirá um ponto crítico em 2026 e, à medida que a companhia da IA dispara, surgirá uma o...
18/12/2025

EPIDEMIA DE SOLIDÃO

A solidão atingirá um ponto crítico em 2026 e, à medida que a companhia da IA dispara, surgirá uma oportunidade inédita para a conexão com o mundo real.

Uma pesquisa da Associação Americana de Psicologia revelou que quase sete em cada dez adultos nos Estados Unidos disseram ter precisado de mais apoio emocional do que receberam no último ano — um aumento em relação a 2024. Mais ainda: mais da metade relatou se sentir isolada e excluída à medida que o mundo se torna cada vez mais digital.

Apesar do papel da tecnologia em fomentar o isolamento, muitos estão recorrendo a chatbots de IA realistas que oferecem uma companhia convincente — embora controversa. Estas inovações geram um hype, mas o tempo e pesquisas contínuas mostram seu verdadeiro papel na crise da solidão: um curativo, na melhor das hipóteses; um agravante, na pior.

Em 2026, investimentos em conexão humana genuína se mostrarão o antídoto mais eficaz. No Brasil, o movimento Escolas Sem Celular ganha força, preparando o terreno para um reequilíbrio cultural longe das telas. Marcas começam a enxergar a construção de comunidades presenciais como uma oportunidade de negócio emergente, impulsionando a retomada da busca por conexões offline — de clubes de leitura, de práticas esportivas, ou noites de networking e encontros à moda antiga. Enquanto isso, novas entidades sem fins lucrativos, como a Câmara de Conexão dos EUA, defendem o valor crítico de pontos simples de interação, como serviços comunitários, brincadeiras e relações de vizinhança.

"Conexão é o maior preditor de tudo — da nossa saúde à mobilidade econômica e ao funcionamento da democracia", afirma Aaron Hurst, fundador e CEO da Câmara de Conexão. "Em 2026, começaremos a ver lideranças em todo o país se unindo para mobilizar a escala de resposta necessária para garantir que revertamos essa tendência". — Geri Silver e Fabio Manzano

Fonte: LinkedIn - Big Ideas 2026: 20 tendências que marcarão o próximo ano

Imagem: Pixabay

17/12/2025

Nem todo desconforto é um problema.
Às vezes, é um sinal.

Na clínica, vemos com frequência:
a mudança não chega como uma decisão clara, mas como um incômodo silencioso.
Uma tensão no corpo.
Uma perda de entusiasmo.
Um desejo que já não responde como antes.

Na psicologia analítica, esse momento pode indicar um afastamento entre a persona e aquilo que o Self começa a pedir.
Na s**ologia, o corpo costuma ser o primeiro a revelar esse desalinhamento — antes mesmo de a mente conseguir nomear.

Nem toda fase sem clareza é regressão.
Algumas são parte do processo de individuação.
Um tempo de escuta, não de pressa.

Talvez a pergunta não seja:
“Como faço isso passar?”
Mas sim: O que dentro de mim está pedindo mudança?

**ologiaclinica

Uma mulher livre não é uma mulher públicaVocê já percebeu como o tratamento muda quando descobrem que você "tem dono"? C...
16/12/2025

Uma mulher livre não é uma mulher pública

Você já percebeu como o tratamento muda quando descobrem que você "tem dono"? Coloco entre aspas propositalmente, porque é assim que o patriarcado enxerga as relações: posse.

Quando uma mulher diz "não", esse não é completo. Ele é uma frase inteira. Mas, socialmente, aprendemos que o "não" de uma mulher solteira é um "talvez", um "insista mais um pouco", ou pior, que ela está "se fazendo de difícil".

Já o "não" da mulher casada é respeitado... mas muitas vezes não por respeito a ela, e sim por respeito ao homem que está com ela.

Precisamos falar sobre a diferença entre ser LIVRE e ser DISPONÍVEL.

-> Estar solteira significa autonomia.
-> Estar disponível é uma escolha seletiva.

Ninguém tem acesso irrestrito ao seu tempo ou corpo só porque não existe uma aliança no seu dedo. Seus limites são validados pela sua vontade, não pelo seu estado civil.

Você já teve que inventar um namorado para que um "não" fosse aceito?

Compartilhe sua experiência.

🌈 Gênero fluido é uma das expressões da pluralidade humana — e compreender essa vivência é fundamental para relações mai...
12/12/2025

🌈 Gênero fluido é uma das expressões da pluralidade humana — e compreender essa vivência é fundamental para relações mais respeitosas, dentro e fora da clínica.

A identidade de gênero fala sobre como cada pessoa se reconhece no mundo.
No caso do gênero fluido, essa identidade pode variar com o tempo — de forma gradual ou súbita, frequente ou espaçada. Essa fluidez é legítima, individual e não tem relação com orientação s*xual.

Perguntar pronomes, respeitar o nome social e evitar suposições são gestos simples que fortalecem vínculos e promovem cuidado. Informação também é acolhimento.

Salve, compartilhe e leve esta conversa adiante.

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UNICÓRNIO DE GÊNERO🦄 O Unicórnio de Gênero é um modelo conceitual usado em estudos de gênero e educação em diversidade p...
11/12/2025

UNICÓRNIO DE GÊNERO

🦄 O Unicórnio de Gênero é um modelo conceitual usado em estudos de gênero e educação em diversidade para ilustrar a multiplicidade de componentes que estruturam a identidade humana.
Ele demonstra que “gênero” não é um único eixo, mas um conjunto de dimensões independentes, que podem variar amplamente entre indivíduos.

🔬 Identidade de gênero
Refere-se ao autoconceito interno relacionado ao gênero. É uma construção psicológica e subjetiva, que pode se alinhar ou não ao s**o designado no nascimento.

🧠 Expressão de gênero
Descreve a forma como uma pessoa manifesta seu gênero externamente — por meio de comportamento, aparência, linguagem e estilo. É influenciada por fatores sociais, culturais e individuais.

🧬 S**o atribuído ao nascer
Corresponde às características biológicas observáveis (como genitália, cromossomos e hormônios) utilizadas para classificar o indivíduo ao nascer. Esse atributo biológico não determina necessariamente a identidade ou a experiência de gênero.

❤️‍🔥 Atração física e atração romântica
São dimensões distintas da orientação afetivo-s*xual. A atração física envolve desejo corporal, enquanto a atração romântica se refere à disposição emocional ou afetiva. Cada uma pode se manifestar por diferentes gêneros de forma independente.

📚 Por que esse modelo é importante?
O Unicórnio de Gênero contribui para uma compreensão mais precisa e menos reducionista da diversidade humana, permitindo análises que consideram interações entre fatores biológicos, psicológicos e socioculturais.

✨ Em síntese: ele reforça que identidade, expressão, corpo e orientação são componentes separados — e que reconhecer essa complexidade é essencial para discussões informadas e baseadas em evidências.

🔍 Você já conhecia este modelo conceitual?

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BEM, S. L. Gender schema theory: A cognitive account of s*x typing. Psychological Review, 88(4), 354–364, 1981.

BUTLER, J. Problemas de Gênero: Feminismo e Subversão da Identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. (Tradução de Gender Trouble, 1990.)

FAUSTO-STERLING, A. (2000). Sexing the Body: Gender Politics and the Construction of Sexuality. Basic Books.

11/12/2025

AUTOAPRISIONAMENTO

Algumas pessoas acabam se aprisionando e não se permitindo ser felizes, criando sempre uma justificativa para não viver plenamente. Do ponto de vista junguiano, isso acontece quando o ego, com seus medos e necessidades de controle, tenta proteger a pessoa de possíveis dores, enquanto o Self chama para expansão, autenticidade e mudança.

Esse autoaprisionamento costuma revelar um conflito interno: partes da psique querem avançar, mas outras — especialmente conteúdos da sombra — temem a vulnerabilidade, o crescimento ou a perda de antigas identidades. Em vez de ver isso como fraqueza, Jung propõe enxergar como um convite à individuação: integrar medo e desejo, reconhecer padrões antigos e caminhar em direção a uma vida mais inteira.

A dificuldade de permitir-se a felicidade não é um defeito, mas um sinal de transformação pedindo passagem.
A plenitude começa quando o indivíduo se escuta, integra suas partes e dá pequenos passos em direção ao que realmente deseja ser.

DICA DE LIVRO: A sombra em nós: A força vital subversiva - Verena Kast

09/12/2025

MEDO DE SE ENVOLVER AFETIVAMENTE

Muitas pessoas sentem medo de se envolver novamente — e isso pode ter origens diferentes.
Às vezes, esse movimento está conectado ao estilo de apego; outras vezes, surge após experiências marcantes, como um término difícil.

APEGO SEGURO: Favorece relações mais estáveis, com maior confiança na própria capacidade de se vincular.

APEGO ANSIOSO: Traz o medo constante de rejeição, fazendo com que a pessoa busque proximidade, mas com insegurança.

APEGO EVITATIVO: O receio maior é a vulnerabilidade. A pessoa deseja conexão, mas se protege criando distância emocional.

APEGO DESORGANIZADO: Há uma tensão interna: querer se aproximar, mas temer profundamente a intimidade.

E isso também pode acontecer depois de um término difícil.
Vivências de dor, instabilidade ou traição podem gerar um estado de autoproteção, mesmo em pessoas que antes se vinculavam de forma segura.
O medo, nesses casos, é uma resposta emocional temporária a algo que feriu profundamente.
Compreender de onde vem esse medo é o primeiro passo para reconstruir segurança emocional.
Com apoio terapêutico, é possível ressignificar experiências e se abrir novamente para vínculos mais saudáveis.

Se esse conteúdo te ajudou, compartilhe com alguém que pode estar passando por isso.
Salve para lembrar depois.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

BOWLBY, John. Uma base segura: aplicações clínicas da teoria do apego. Porto Alegre: Artmed, 1989.

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