15/05/2024
Tivemos uma semana intensa de emoções. Uma seletiva olímpica sempre envolve quantidades extras de expectativa, tensão, estresse…
Na natação ainda mais, pois é realizada apenas uma oportunidade de índice. Esse ano foi aberto um “salva guarda” para algumas competições, mas ainda assim a seletiva era soberana.
São anos de preparação, disciplina, treinamento e aperfeiçoamento em todas as áreas para um
único momento fazer o seu melhor. É o jogo. Faz parte.
Nossos atletas tinham muitos sonhos.
Nós, da comissão, sonhamos junto com eles. Transformamos em metas e trabalhamos o que tínhamos controle.
Foi duro ver os sonhos não se realizando. Foram muitas frustrações.
Já estive em outros dois ciclos olímpicos, com atletas atingindo seus objetivos e, dessa vez, não deu. Doeu. Sentimos junto com cada um.
Porém, saio dessa seletiva olímpica mais forte e um certo ponto, orgulhosa.
Nossos atletas e comissão técnica foram muito resilientes. Sofremos, mas levantamos a cada dia, virando a página, mantendo o sorriso no rosto e dando o nosso melhor.
É fácil ter autocontrole quando tudo dá certo.
Mas nós fomos fortes pra continuar.
A gente torceu. A gente apoiou. A gente acreditou. A gente se doou. Até o fim. Uns pelos outros. Ninguém soltou a mão de ninguém.
“Ter saúde mental não é sobre estar feliz o tempo todo, mas sobre aprender a lidar com a tristeza, a raiva e outras emoções difíceis de forma saudável” (Gabor Maté).
Vocês foram incríveis. Obrigada. Seguimos.