Dr Diego Tavares - Psiquiatra

Dr Diego Tavares - Psiquiatra Médico Psiquiatra. Doutor em Medicina pela Universidade de São Paulo. Especialista em depressão resistente e transtorno bipolar.

Pesquisador do Programa de Transtornos Afetivos (GRUDA) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPq-HCFMUSP). Coordenador do Ambulatório do Programa de Transtornos Afetivos da Faculdade de Medicina do ABC (PROTAB-FMABC). Pesquisador do Serviço Interdisciplinar de Neuromodulação e Estimulação Magnética do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPq-HCFMUSP).

27/04/2026

Nesta entrevista o humorista Matheus Ceará, conhecido por ter feito do programa “A praça é nossa”, explica a dificuldade para encontrar o diagnóstico de bipolaridade. O quadro descrito por ele é compatível com o diagnóstico de transtorno bipolar tipo I dado que os episódios de ativação são intensos e bem definidos. Mesmo assim, muitas pessoas com bipolaridade tipo I também podem sofrer com anos de diagnóstico errado, principalmente os diagnósticos de depressão e ansiedade. E isso ocorre principalmente quando os episódios maníacos não possuem sintomas psicóticos (delírios e alucinações) e também quando a pessoa consegue manter alguma funcionalidade preservada durante um episódio de mania. Os episódios de mania costumam ser momentos claros de humor elevado (eufórico ou agressivo) associados a aumento de energia, aumento de impulsividade (planos, projetos, s3xo, uso de substâncias, gastos, etc), redução da necessidade de dormir, aumento na necessidade de falar e agitação motora. Em geral, as manias oscilam com depressões subsequentes, mas como as depressões são sentidas com mais sofrimento, são sempre vistas com maior ênfase e isso pode ofuscar as manias.

Gosto de ressaltar sempre aqui na minha página que embora mais comentado, o transtorno bipolar tipo I não é a forma mais comum de bipolaridade e sim a bipolaridade tipo II. E o problema é ainda maior com a bipolaridade tipo II porque as fases de ativação são menos intensas (chamadas de hipomanias) e isso pode fazer com que essas pessoas passem uma vida inteira sem saber que elas tinham bipolaridade. E qual a consequência disso? Depressões que nunca param de recorrer, porque a pessoa está oscilando entre momentos de depressão e momentos de hipomania e não sabe. E a presença das ativações entre as depressões são justamente as responsáveis pelas próximas depressões.

A mensagem que deve f**ar: toda pessoa que tem depressão há vários anos, que tem um quadro bastante recorrente, pode, na realidade, viver oscilando sem saber. O diagnóstico adequado direciona melhor o tratamento e modif**a a evolução do quadro.

24/04/2026

Os estados de ativação da bipolaridade (mania, hipomania e estados mistos) cursam com um aumento da excitação do sistema nervoso em diversas áreas: na área do humor, vai resultar em humor eufórico (alegria excessiva e desproporcional) ou disfórico (irritabilidade excessiva e desproporcional); nas áreas de pensamento, vai resultar em pensamento agitado; nas áreas de sono, vai resultar em ativação noturna; na área de controle dos impulsos, em aumento de impulsividade; etc. E o mesmo vai ocorrer em regiões cerebrais associadas com o controle da fala e da vontade de falar. Esse sintoma não acontece com todas as pessoas com bipolaridade, mas costuma acontecer em várias delas.

A pressão de fala costuma vir acompanhada de um aumento de impulsividade que resulta no fenômeno de “oversharing” que representa uma desinibição e falta de freio para expôr partes delicadas da vida e da própria história, o que, geralmente, não é percebido pela própria pessoa como algo problemático. A pessoa sente uma necessidade grande de relatar detalhes sobre sua vida pessoal, mesmo que para desconhecidos, o que é bastante inadequado. O conteúdo pode variar desde assuntos relacionados a dinheiro, bens materiais, questões s3xuais, doenças graves prévias, problemas familiares, etc. O tratamento visa que não só o humor, mas que todos os sintomas estejam globalmente controlados. Não raro vemos pessoas que se acham estabilizadas pelo simples fato de não estarem sentido humor deprimido, mas continuam impulsivas, falando muito e de forma desinibida, com pensamento agitado, ativação noturno e etc. Permitir que sintomas residuais permaneçam é dar brecha para a próxima depressão. Reflita junto ao seu psiquiatra e psicólogo quais sintomas ainda não foram eliminados e você!

Vídeo:

22/04/2026

As religiões costumam ser muito cruéis com as pessoas que têm algum tipo de doença mental. O mais intrigante é que a pessoa religiosa tem dor de cabeça, toma anti-inflamatório, tem uma sinusite, toma um antibiótico, tem pressão alta, toma um remédio para baixar a pressão pelo resto da vida e não questiona se isso a faz estar em pecado, mas quando a pessoa tem uma doença que atinge o seu emocional, o seu funcionamento como pessoa, tomar medicamentos é sinal de que ela é uma religiosa de categoria menor, signif**a que ela tem pouca fé. Muitas religiões não tratam o adoecimento mental com empatia e compaixão, mas com muita crítica e julgamento.

Precisamos evoluir de modo a entender que transtornos mentais são condições físicas assim como um problema cardíaco ou um problema de pele. E sendo um problema físico, pode precisar de intervenções que atuem diretamente no corpo físico como um tratamento medicamentoso. No caso do transtorno bipolar é bem documentado que o tratamento medicamentoso é obrigatório em todos os casos e deve ser feito continuamente. Isso não signif**a que ter uma religiosidade ou espiritualidade possa prejudicar, pelo contrário, é sabido que pode ajudar pessoas que acreditam em algo superior. O que não é saudável é fazer uma pessoa sem crença religiosa acreditar que ela precisa buscar uma religião para melhorar ou dar explicações religiosas para problemas que não possuem origem espiritual, como os transtornos mentais.

E você, já teve algum familiar ou mesmo líder religioso que, por desconhecimento, atribuía a causas espirituais seu problema de bipolaridade?

20/04/2026

Então, para f**ar claro e não gerar dúvidas mais:

✅ Um episódio de mania ou de hipomania do transtorno bipolar podem sim emergir durante o uso de substâncias. Todavia, esse episódio deve persistir além do tempo que a substância dura no organismo após cessado esse uso. Por exemplo, se uma pessoa fez uso de c0c4ina e chega em mania em um pronto-socorro, se a mania persistir após 24h de observação, isso signif**a que aquela pessoa tem transtorno bipolar porque esse é o tempo que essa substância dura no organismo.

✅ Se surgir um episódio de mania ou de hipomania durante um tratamento com antidepressivos (Fluoxetina, Sertralina, Escitalopram, Venlafaxina, etc) ou um tratamento com efeito antidepressivo (cetamina, estimulação magnética, estimulação elétrica por corrente contínua, eletroconvulsoterapia, fototerapia), isso é suficiente para o diagnóstico de um transtorno bipolar tipo I (se for uma mania) ou tipo II (se for uma hipomania) l.

Jamais confie o seu tratamento a profissionais que não sejam psiquiatras ou com alguma especialização em psiquiatria. A área da saúde mental tem sido invadida por profissionais de áreas muito alheias, inclusive pelo campo da anestesia e muitos destes profissionais enxergam os transtornos mentais de forma simplista e até ingênua. Existem profissionais oferecendo tratamento com anestésicos para pacientes sem que seja feita uma adequada avaliação psiquiátrica, isso é grave. O comportamento e os estados internos humanos são complexos e não podem ser instrumentos de avaliações levianas.

15/04/2026

O atraso no diagnóstico correto do transtorno bipolar, que atualmente leva cerca de 12 anos para acontecer, ocorre principalmente pela complexidade clínica de suas fases e pela forma como os pacientes buscam ajuda.

Muitas pessoas ainda acreditam que o transtorno bipolar sempre possui fases bem definidas de depressão e de ativação. De fato, o transtorno bipolar tipo I apresenta episódios bem demarcados e contrastantes em relação à personalidade do indivíduo, mas o transtorno bipolar tipo II costuma ser bem diferente e esse é um dos fatores que mais contribuem para o atraso diagnóstico. Os períodos de hipomania podem durar meses e as fases depressivas podem acontecer com a pessoa conseguindo trabalhar e manter ainda alguma funcionalidade. Tudo isso contribui para a pessoa, convivendo com as fases no seu dia a dia, ter dificuldade de separar o que é transtorno e o que é o seu normal e isso aumenta a chance de postergar essa clarif**ação.

Além disso, vários sintomas que ocorrem no transtorno bipolar também ocorrem em outras condições. Sintomas como irritabilidade, ansiedade, impulsividade, distraibilidade, alterações de sono, alterações de apetite, psicose, obsessões/compulsões, entre outros podem aparecer em depressão clássica, transtornos ansiosos, TDAH, transtorno borderline, transtorno por uso de substâncias e transtornos psicóticos.

Uma investigação longitudinal com busca ativa de episódios ao longo da vida junto com a história familiar e resposta aos tratamentos prévios é o meio mais seguro de um bom diagnóstico diferencial.

Na semana da bipolaridade, teremos 3 LIVEs (13/4, 15/4 e 17/4) às 20h aqui no meu instagram que vão discutir os diagnósticos diferenciais do transtorno bipolar. Não fique de fora!

Vídeo:

13/04/2026

O atraso para o diagnóstico de transtorno bipolar se deve a forma multifacetada como o transtorno se apresenta. E isso acontece porque o aumento e a redução de energia, que são a base etiológica de todas as manifestações clínicas do transtorno bipolar, podem se mimetizar na superfície como sintomas que também estão presentes em outros transtornos, mas que a origem profunda é a variação nos níveis de energia:

📉 Redução de energia cerebral na bipolaridade: produz os mesmos sintomas depressivos que a depressão clássica (humor reduzido, queda na capacidade de sentir prazer, falta de motivação, pensamento lentif**ado, distúrbios de sono e apetite, lentidão psicomotora). Todavia, mesmo que clinicamente se pareçam depressões indistinguíveis, possuem um mecanismo interno diferente e vão melhorar com tratamentos diferentes. E aqui, ressalta-se, antidepressivos não são os melhores tratamentos da depressão bipolar;

📈 Aumento de energia cerebral na bipolaridade: produz os sintomas típicos da mania/hipomania (humor elevado, autoestima elevada, impulsividade elevada, ativação noturna e redução da necessidade de sono, pressão de fala, pensamento agitado, agitação psicomotora); mas também sintomas que mimetizam outros transtornos, como: distraibilidade que mimetiza TDAH, crises de ansiedade e pânico que mimetizam transtornos de ansiedade primários, sintomas obsessivo - compulsivos que mimetizam TOC, aumento de impulsividade alimentar que mimetiza um transtorno alimentar primário, instabilidade de humor que mimetiza a desregulação emocional do transtorno borderline, disforia que mimetiza um transtorno explosivo intermitente, impulsividade por substâncias que mimetizam uma dependência química, entre outros.

Na semana da bipolaridade, teremos 3 LIVEs (13/4, 15/4 e 17/4) às 20h aqui no meu instagram que vão discutir os diagnósticos diferenciais do transtorno bipolar. Não fique de fora!

08/04/2026

As melhores evidências científ**as disponíveis da atualidade reforçam que o diagnóstico e o tratamento de transtornos mentais devem se basear em uma história clínica detalhada e resposta terapêutica. Desconfie se algum profissional solicitou algum dos exames abaixo para você:

🚫 Metabolômica intestinal: embora promissora em pesquisas com modelo animal, carece de validação para guiar decisões terapêuticas em transtornos psiquiátricos em humanos (Liu L et al, 2023);

🚫 Metabolômica hormonal: solicitar esse perfil de exames não altera o manejo de transtornos como ansiedade ou depressão (JAMA, 2024);

🚫 Metabolômica nutricional: ignora que deficiências nutricionais (ex.: vitamina D, B12, ácido fólico ou ferro) são detectadas por te**es simples e baratos, sem necessidade de painéis complexos. A Endocrine Society (2022) desaconselha rotinas amplas por falta de especificidade e risco de falsos positivos;

🚫 Te**es genéticos: apesar de avanços em farmacogenômica, tais exames têm evidência limitada para predição de resposta ao tratamento em psiquiatria. Consórcio mundial não recomenda o uso devido a poligênica complexidade e baixa penetrância dos genes em psiquiatria (CPIC, 2026).

Esses exames geram custos elevados e podem desviar do tratamento baseado em evidências, como psicoterapia e farmacoterapia validada. Se seu psiquiatra não pediu, fique tranquilo, ele está certo!

Referências:

Liu L, et al. Gut microbiota and its metabolites in depression: from pathogenesis to treatment. EBioMedicine. 2023 Apr;90:104527.

Van den Akker EB, et al. Metabolic Profile and Long‑Term Risk of Depression, Anxiety, and Stress‑Related Disorders. JAMA Network Open, 2024; 7(3): e243162.

Relling, M. V.; et al. Advancing Clinical Pharmacogenomics Worldwide Through the Clinical Pharmacogenetics Implementation Consortium (CPIC). Clinical Pharmacology & Therapeutics, 2026; 119(1): 5–18.

06/04/2026

O vídeo ilustra de forma muito clara uma das características mais marcantes do transtorno bipolar, o ciclo entre aumento de impulsividade e o subsequente arrependimento. O aumento de impulsividade f**a claro quando o cérebro impõe a compra de um objeto de forma insistente, mas cuja necessidade é desnecessária naquele momento. O que ocorre nesse fenômeno é um aumento da atividade do sistema de recompensa, áreas como núcleo Accubens, hipocampo e gânglios da base do cérebro se tornam mais sensíveis a dopamina. Isso cria uma busca incessante por gratif**ação imediata. A pessoa sente que “precisa” daquilo naquele momento e antecipa o prazer que será obtido pela compra. Além disso, ocorre também falha na inibição coordenada pelo córtex pré-frontal, que é o “freio” do cérebro, responsável pelo julgamento, planejamento e controle de impulsos. No transtorno bipolar, é como se o acelerador estivesse no máximo e o freio não funcionasse.

No segundo momento do vídeo, o homem aparece devolvendo o aparelho, aliviado por ver o dinheiro voltar para a conta. Esse arrependimento ocorre por conta de uma reativação da crítica e do julgamento. Isso ocorre porque o pico de dopamina baixa e o córtex pré-frontal retoma suas funções analíticas. A pessoa começa a avaliar as consequências lógicas de seus atos (como o rombo no orçamento ou a inutilidade do objeto) e se arrepende. Neste momento a autocrítica se torna intensa e a pessoa é invadida por sentimentos de culpa, vergonha e ansiedade pelo que fez enquanto estava “fora de si”. O vídeo br**ca com a situação, mas na vida real, esse ciclo pode levar a dívidas graves, problemas de relacionamento e sofrimento psicológico profundo. O tratamento com estabilizadores de humor e psicoterapia visa justamente fortalecer esses “freios” cerebrais e equilibrar o sistema de recompensa, permitindo que a pessoa tenha maior controle sobre suas ações e menos oscilações entre o prazer imediato e o arrependimento tardio. E com você, ocorre aumento de impulsividade dirigida para gastos?

Vídeo:

01/04/2026

A internet é uma ferramenta maravilhosa de divulgação de conhecimento, mas nem tudo o que está na internet deveria realmente estar por aqui porque são conteúdos irresponsáveis e que podem gerar desinformação e fomentar o preconceito.

30/03/2026

Entender o sintoma de falta de motivação na depressão é fundamental para tirar o peso da "culpa" e da ideia de "preguiça" que muitas pessoas que nunca passaram por isso possuem. Quando um indivíduo possui um conjunto de comportamentos que permite diagnostica-lo como estando em depressão, signif**a que seu sistema nervoso funciona diferente e a lógica de funcionar dessa pessoa não é a mesma das outras pessoas.

Diferente do desânimo comum, a falta de vontade na depressão está ligada ao sistema de recompensa do cérebro. A dopamina é o combustível da antecipação. Em uma pessoa saudável, o cérebro antecipa o prazer de uma atividade (como ver amigos ou terminar um projeto) e libera dopamina para dar o "impulso" inicial que faz a pessoa sair da inércia e emitir um comportamento. Na depressão, essa comunicação falha. O cérebro não consegue visualizar a recompensa, então ele simplesmente não envia o sinal de energia para começar. É como tentar ligar um carro sem bateria. Tarefas simples, como escovar os dentes ou responder a uma mensagem, exigem um esforço cognitivo imenso. Para quem está deprimido, o peso de cada pequena escolha é multiplicado por dez. O esforço para processar informações é tão alto que a pessoa acaba escolhendo a inação, não por desejo próprio, mas por pura sobrevivência energética biológica.

Um dos aspectos mais cruéis da falta de motivação é a culpa ("Eu sei que deveria fazer, mas não consigo. Logo, sou um fracasso."). Esse pensamento alimenta a distorção cognitiva da depressão, criando um ciclo onde a falta de ação gera culpa, e a culpa alimenta a visão negativa sobre si. Se você ou alguém que você conhece está passando por isso, é importante lembrar que a vontade raramente vem antes da ação. Se estiver num quadro extremo, peça ajuda médica, só o medicamento pode guinar esse estado. Se estiver um pouco melhor, comprometa-se a fazer algo por dia, mas com metas pequenas. Não tente "limpar a casa". Tente recolher os objetos de um cômodo da casa por dia. Isso ajuda a ativar seu cérebro pouco a pouco!

Vídeo:

25/03/2026

Nesse trecho da entrevista ao .podcast conversei com o sobre situações no tratamento da bipolaridade em que o tratamento pode trilhar por intervenções que ensejem mudanças comportamentais sem que haja a necessidade direta de mudança ma dose dos medicamentos que a pessoa vem utilizando.

23/03/2026

Entender, de verdade, o que é bipolaridade, ainda é algo que não chegou ao conhecimento da grande massa. Se inclusive profissionais da área da saúde, e até da área da saúde mental, desconhecem a variabilidade de apresentações clínicas que a bipolaridade pode ter, é compreensível que tenhamos que esperar mais algumas décadas para esses conceitos serem mais bem compreendidos. O primeiro ponto que precisa f**ar claro é que as formas mais comuns de bipolaridade possuem o polo da ativação mais sutil e o polo da depressão mais evidente. Por isso, a maior parte das pessoas vivendo com bipolaridade hoje ainda não receberam o diagnóstico correto e estão sendo tratadas com o diagnóstico equivocado de depressão e/ou ansiedade.

O que foi dito no vídeo contribui, em algum grau, para gerar falha na compreensão do conceito. Na bipolaridade não ocorre oscilação entre a felicidade inexplicável e a depressão inexplicável. Uma parcela pequena das bipolaridades (bipolaridade tipo I) cursa com humor bastante elevado, alegria extrema e sem motivo. Na forma mais comum de bipolaridade, a tipo II, o humor elevado é discreto, o que mais chama a atenção é o quão produtivo e ocupado o indivíduo está na fase de hipomania. Além disso, a fase de ativação da bipolaridade tipo II (hipomania) ocorre com a pessoa funcional, por isso é tão complexa de ser identif**ada.

O conceito que precisa f**ar é que bipolar é aquele que tem o polo de cima e o polo de baixo ocorrendo nas mais variadas intensidades e frequências. Isto é, às vezes as ativações são muito intensas, às vezes são bem sutis; às vezes as depressões são muito intensas, às vezes bem sutis. E quanto às frequências, alguns oscilam menos e outros oscilam o tempo todo.

Vídeo:

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Minha longa trajetória no combate a depressão e à bipolaridade....

Seja bem vindo. Esta página é fruto de um plano que eu tinha de poder ter meu espaço para compartilhar assuntos relacionados aos transtornos do humor e da afetividade. Sou médico e me especializei em Psiquiatria no Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (IPQ-USP). Desde o início da minha especialização sempre me interessei por depressão e transtorno bipolar e foi no Programa de Transtornos Afetivos (GRUDA-USP) que aprendi e continuo aprendendo com os pacientes todas as facetas e dificuldades no enfrentamento de doenças no humor.

Atualmente sou pesquisador e coordenador do Ambulatório Integrado de bipolares (AIBIP) do GRUDA e também do Ambulatório do Programa de Transtornos Afetivos da Faculdade de Medicina do ABC (PROTAB-FMABC). Amo estes dois lugares e todas as pessoas ligadas a eles!

Embora seja desgastante e desafiador gosto de atuar principalmente no tratamento de depressões refratárias e na estabilização do humor no transtorno bipolar!

Um abraço!