Nutricionista Ana Paula Martins

Nutricionista Ana Paula Martins Nutrição e Qualidade de Vida

01/04/2026

Hormônio não é ponto de partida. É consequência de um corpo preparado.

Antes de pensar em modular, ajustar ou repor, existe uma pergunta essencial: esse corpo está pronto para receber?

Porque hormônio em terreno inflamado, intestino desregulado e fígado sobrecarregado não organiza… desorganiza ainda mais.

A modulação hormonal da mulher começa muito antes do hormônio.

Começa no intestino, onde absorvemos, sinalizamos e até modulamos estrogênios. Um intestino inflamado altera essa comunicação, favorece recirculação de estradiol e piora sintomas como inchaço, irritabilidade e ganho de peso.

Passa pelo fígado, nosso principal órgão de detoxif**ação hormonal. É ele quem transforma o estradiol em metabólitos mais seguros. Sem esse processo funcionando bem, o corpo acumula formas mais inflamatórias de estrogênio.

E é aqui que entra a nutrição estratégica. Não é sobre comer “saudável”. É sobre comer com intenção bioquímica: fibras, compostos bioativos, antioxidantes e nutrientes que ativam vias de detoxif**ação hepática e sustentam um microbioma saudável.

Agora, um ponto que muita gente ignora: o músculo também modula hormônios.

O treino não é só estética. É sinalização metabólica.

Durante o exercício, liberamos irisina, uma miocina que melhora sensibilidade à insulina, regula inflamação, impacta o cérebro e ajuda a equilibrar o eixo do estresse. Isso signif**a mais controle de cortisol, melhor resposta à glicose e mais estabilidade emocional.

Ou seja, sem movimento, não existe modulação hormonal de verdade.

Hormônios não trabalham sozinhos. Eles respondem ao ambiente que você constrói todos os dias.

Organize o terreno:
• intestino funcionando
• fígado eficiente
• músculo ativo
• mente menos inflamada

Depois disso, sim… o hormônio encontra espaço para agir.

Sem base, não existe equilíbrio.

29/03/2026

O que você vê nos vídeos são sinapses.

A sinapse é a ponte que conecta uma casa à outra é por onde a informação passa.

Se essa ponte está forte, limpa e funcionando bem → a mensagem passa rápida.
Se está inflamada, “enferrujada” ou mal nutrida → a mensagem falha.

E é exatamente aí que você sente:

• dificuldade de foco
• esquecimentos
• raciocínio lento
• sensação de mente cansada

Seu cérebro enfraquece por falta de estímulo e por falta de nutrientes.

A comunicação entre seus neurônios depende de um ambiente bioquímico saudável. Sem isso, a sinapse falha. A memória falha. O foco desaparece.

A sua saúde cognitiva depende da qualidade das suas sinapses.

E aqui entra a nutrição:

1. Ela constrói a ponte
Gorduras boas (como ômega-3) formam a estrutura da membrana dos neurônios.
Sem isso, a comunicação perde fluidez.

2. Ela acende o sinal
Vitaminas do complexo B, magnésio e aminoácidos ajudam a produzir neurotransmissores os “mensageiros” da sinapse.

3. Ela protege o caminho
Polifenóis (cacau, frutas vermelhas) reduzem inflamação e aumentam BDNF estimulando novas conexões.

4. Ela evita o colapso
Excesso de açúcar, álcool e ultraprocessados inflamam e prejudicam essas conexões.

No climatério (QUE COMEÇA AOS 35 ANOS), o que desorganiza não é só o ciclo é a comunicação do cérebro.

↓ serotonina → mais ansiedade, irritabilidade e oscilação de humor
• ↓ dopamina → menos motivação, foco e prazer
• ↓ GABA → piora do sono e aumento da tensão
• ↓ BDNF → menor plasticidade cerebral e mais risco de declínio cognitivo

Além disso, há aumento de inflamação e maior vulnerabilidade ao estresse, o que amplif**a ainda mais esse cenário.

Resultado?
Uma mente mais cansada, menos estável e com dificuldade de se adaptar.

O climatério é uma fase neuroendócrina.

E é por isso que cuidar da saúde mental nessa fase não é só emocional é bioquímico, hormonal e nutricional.

Quanto mais equilibrado estiver o seu corpo, melhor será a sua capacidade de pensar, sentir e reagir.

👉 Seu cérebro não falha por acaso. Ele responde ao ambiente que você cria todos os dias.

O que ficou claro no primeiro dia é que a menopausa ainda é tratada de forma fragmentada, superficial e, muitas vezes, i...
23/03/2026

O que ficou claro no primeiro dia é que a menopausa ainda é tratada de forma fragmentada, superficial e, muitas vezes, incompleta.
E isso não é sobre falta de evidência.
É sobre falta de visão.

História, sinais, sintomas.
É assim que se entende a paciente.
Exames são ferramentas complementares e, na perimenopausa, muitas vezes não dizem o que realmente importa.

Esperar o exame “alterar” para agir é chegar atrasado.

1.Menopausa não é um evento isolado.
É uma mudança sistêmica que impacta cérebro, ossos, metabolismo e intestino.
Não se trata de tratar sintomas isolados, mas de restaurar o equilíbrio do sistema como um todo.

2.Hormônios não são vilões.
São ferramentas poderosas, quando bem indicadas.
O risco é baixo. A má indicação é alta.
Não é apenas sobre usar hormônio.
É sobre como usar.
A via de administração muda completamente o risco e o desfecho clínico.

3. A perda óssea começa muito antes do diagnóstico.
Quando você descobre, já perdeu.
Prevenção é antecipação com proteína adequada, treino de força e estratégia.

4.A menopausa não começa quando a menstruação para. Ela começa anos antes e quase ninguém está prestando atenção.Se você espera um exame para agir, você já perdeu tempo.

5.As ondas de calor começam no cérebro.
A neuroquinina B revela uma nova compreensão dessa fisiologia e abre espaço para estratégias não hormonais.
Mais uma vez, estilo de vida não é coadjuvante: sono, estresse e ambiente modulam esses sintomas.

Menopausa não é o problema. A negligência dela é.

O corpo da mulher começa a mudar muito antes de avisar. Por volta dos 35, o ovário já inicia seu processo de envelhecimento silencioso, quase imperceptível. Cuidar da sua saúde desde já não é excesso de zelo, é um gesto de amor com a mulher que você está se tornando.

22/03/2026

Se você passa por profissionais que avaliam saúde cardiovascular olhando só colesterol total, HDL e LDL… você está sendo acompanhado por um profissional que assiste um filme inteiro por uma única cena.

Isso é simplista. E, pior, pode ser enganoso.

A saúde do coração, principalmente na mulher é dinâmica, multifatorial e profundamente influenciada por hormônios, composição corporal e estilo de vida.

O colesterol não é vilão.
Ele é matéria-prima hormonal.
Na mulher, ele oscila. E precisa oscilar.

Reduzir essa complexidade a “alto” ou “baixo” é ignorar o contexto biológico.

O que realmente começa a refinar essa análise?

→ Relação Triglicerídeos / HDL
✔️ Ideal: < 2,0 (excelente < 1,5)

→ Homocisteína
✔️ Ideal: entre 5 e 8 µmol/L

→ ApoB / ApoA1
✔️ ApoB ideal: < 80 mg/dL (ótimo < 65)
✔️ ApoA1 ideal: > 120 mg/dL (mulheres)
✔️ Relação ideal: < 0,6

→ PCR-us (inflamação)
✔️ Ideal: < 1,0 mg/L

Porque saúde cardiovascular não é sobre um número.
É sobre o terreno metabólico onde esse número existe.

Na mulher 40+, isso f**a ainda mais evidente.

Oscilações hormonais mudam o perfil lipídico.
E tentar “normalizar” tudo sem entender o contexto é tratar exame não pessoa.

E é exatamente aqui que mora um dos maiores problemas da prática atual:

A prescrição de estatinas baseada em um marcador isolado.

Sem avaliar resistência à insulina.
Sem olhar inflamação.
Sem considerar composição corporal.
Sem entender o momento hormonal dessa mulher.

Estatina tem seu papel e salva vidas quando bem indicada.
Mas usar sem critério, apenas para “corrigir um número”, é reduzir uma fisiologia complexa a uma intervenção simplista.

Você pode até baixar o colesterol.
Mas não necessariamente reduzir o risco real.

E pior: pode mascarar o problema de base.

Coração saudável não é aquele com colesterol “perfeito”.
É aquele inserido em um organismo metabolicamente equilibrado.

Tratar número é fácil.
Difícil e necessário é tratar a causa.

15/03/2026

Depois dos 40, o corpo da mulher entra em uma nova fase e a alimentação passa a ter um papel ainda mais decisivo no equilíbrio hormonal.

Com a queda natural da progesterona e as oscilações do estrogênio, o organismo precisa trabalhar mais para metabolizar hormônios, controlar inflamação e manter energia ao longo do dia. E dois órgãos se tornam protagonistas nesse processo: o fígado e o intestino.

O fígado é responsável por metabolizar e eliminar o excesso de hormônios, especialmente o estrogênio. Já o intestino participa diretamente da recirculação hormonal e do controle da inflamação, além de influenciar o humor, a saciedade e a imunidade.

Quando a base da alimentação é composta por comida de verdade, tudo funciona melhor.
Comida que vem da terra, da natureza, do alimento em sua forma mais simples.

Quanto menos rótulo, melhor.
Quanto menos lista de ingredientes, melhor ainda.

Porque o fígado não foi feito para metabolizar corantes, emulsif**antes, espessantes e conservantes todos os dias.
E o intestino também não.

Vegetais, frutas, boas fontes de proteína, gorduras naturais e fibras alimentam a microbiota, apoiam o trabalho do fígado e ajudam o corpo a regular hormônios de forma muito mais eficiente.

Às vezes, o primeiro passo para melhorar sintomas como inchaço, cansaço, irritabilidade, compulsão por doce ou dificuldade para emagrecer não é um suplemento novo.

É simplesmente voltar para o básico.

Comida de verdade. Todos os dias.

Seu corpo e seus hormônios agradecem. 🌿

11/03/2026

Impaciência. Irritabilidade. Respostas mais curtas.
Muitas mulheres chegam ao consultório dizendo: “Eu não era assim.”

E, de fato, muitas vezes não eram.

No climatério acontece uma mudança silenciosa, porém profunda: a progesterona começa a cair antes mesmo do estrogênio. E a progesterona não é apenas um hormônio reprodutivo ela é um potente modulador do sistema nervoso.

Ela atua estimulando receptores GABA no cérebro, promovendo calma, estabilidade emocional e sensação de segurança interna.

Quando seus níveis diminuem, duas coisas costumam acontecer:

• o cérebro f**a mais reativo ao estresse
• o cortisol passa a dominar o cenário hormonal

Resultado?
A mulher sente que perdeu o “filtro emocional”.

Pequenas situações geram grande irritação.
A tolerância diminui.
O sono piora.
A mente não desacelera.

Esse estado não é falta de paciência.
É neuroendócrino.

A boa notícia é que algumas estratégias naturais podem ajudar a modular esse eixo progesterona–cortisol:

🌿 Vitex agnus-castus – clássico fitoterápico para suporte à produção de progesterona.
🌿 Ashwagandha (Withania somnifera) – adaptógeno que ajuda a reduzir a hiperatividade do eixo HPA e modular o cortisol.
🌿 Rhodiola rosea – melhora a adaptação ao estresse, reduz fadiga mental e ajuda a estabilizar a resposta do cortisol ao longo do dia.
🌿 Passiflora incarnata – atua em receptores GABA, ajudando na ansiedade e irritabilidade.
🌿 Magnolia officinalis – auxilia na redução do estresse e melhora da qualidade do sono.

Mas nenhum fitoterápico funciona isoladamente.

A verdadeira modulação hormonal passa por:
sono de qualidade, controle do estresse, nutrição adequada, microbiota intestinal equilibrada e atividade física.

O climatério não precisa ser uma fase de perda de controle emocional.

Com abordagem correta, ele pode ser uma fase de reorganização fisiológica e potência feminina.

Porque muitas vezes não é a mulher que mudou.
É apenas um eixo hormonal que precisa ser novamente equilibrado.

09/03/2026

Algumas substâncias naturais podem modular a função da tireoide, mas isso não signif**a que sejam seguras para todo mundo.

A erva-de-são-joão (Lycopus spp.) pode reduzir a atividade da tireoide ao diminuir TSH e a conversão de T4 em T3. Por isso, pode ajudar em casos de hipertireoidismo, mas pode piorar quadros de hipotireoidismo ou Hashimoto.

A ashwagandha, um adaptógeno da medicina ayurvédica, pode influenciar o eixo hipotálamo-hipófise-tireoide. Em alguns casos aumenta hormônios tireoidianos no hipotireoidismo e pode modulá-los no hipertireoidismo. Porém, por estimular o sistema imune, deve ser usada com cautela em doenças autoimunes.

O iodo é essencial para a produção dos hormônios T3 e T4, mas em excesso pode ter efeito oposto ( e aqui entra o uso irresponsável do LUGOL). Altas doses ativam um mecanismo de defesa da própria glândula chamado efeito Wolff-Chaikoff, que reduz temporariamente a produção hormonal para evitar excesso de iodo. Em pessoas suscetíveis, esse bloqueio pode persistir, levando a elevação de TSH, queda na produção hormonal e até desencadeando ou agravando doenças autoimunes da tireoide, como Hashimoto ou Graves.

O selênio participa diretamente das enzimas chamadas desiodinases, responsáveis por converter T4 em T3 (forma ativa do hormônio). Em quantidades adequadas ele ajuda a modular inflamação e pode reduzir anticorpos antitireoidianos. Porém, em excesso pode gerar estresse oxidativo e toxicidade (selenose), prejudicando a função tireoidiana e podendo causar sintomas como queda de cabelo, alterações gastrointestinais e fadiga.

Conclusão: na tireoide, mais não signif**a melhor. Tanto iodo quanto selênio são essenciais, mas o excesso pode desregular a glândula. Por isso, suplementação deve ser individualizada e baseada em avaliação clínica e laboratorial.

06/03/2026

Não é sobre virar escrava da balança.
É sobre parar de viver no achismo.

Uma das maiores diferenças entre quem acha que está comendo certo e quem realmente tem resultado é simples: noção de quantidade.

A maioria das pessoas subestima o que come, principalmente carboidrato e superestima proteína.

Alguns exemplos bem comuns no consultório:

• A pessoa diz que come 100g de arroz mas quando pesa são 180–200g.
• Acha que colocou uma colher de pasta de amendoim mas na prática são duas ou três.
• Jura que come bastante proteína, mas o “filé” que imaginava ter 120g tem 70g.

Percebe o ponto?

Não é obsessão.
É consciência alimentar.

Quando você pesa os alimentos por um tempo, seu cérebro aprende.
Você passa a educar o olhar e entende melhor o que realmente está no prato.

E isso muda tudo.

Porque nutrição não acontece na intenção.
Ela acontece na quantidade real que você come todos os dias.

Pesar alimentos por UM PERÍODO é apenas uma ferramenta de aprendizado.

Depois disso, você deixa de viver no “acho que”
e começa a viver no “eu sei o que estou fazendo”.

E vc pesa o que come ?

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Rua Pereira Stefano, 114 Conjunto 408
São Paulo, SP
04144-000

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