05/05/2016
Risco: O controle pressórico não adequado!
O controle clínico das Doenças Crônicas como a Hipertensão Arterial, esbarra em dificuldades de várias ordens, entre elas, os problemas estruturais, tais como acesso limitado às consultas, exames e medicamentos e problemas relacionados aos profissionais de saúde.(Além da falta de trabalhadores capacitados, muitos se apresentam desmotivados e insatisfeitos no trabalho).
Fatores relativos aos usuários como as más condições socioeconômicas, influências culturais e comportamentais, interferem no processo da adesão ao tratamento, comprometendo a qualidade da assistência prestada e o efetivo controle da Pressão Arterial.
Estimativas apontam que apenas um terço das pessoas regularmente acompanhadas em serviços básicos de saúde tem sua Pressão Arterial mantida em níveis desejáveis, o que favorece a ocorrência anual de mais de um milhão de internações por doenças do aparelho circulatório, com elevado custo financeiro, mantendo-se como a principal causa de mortes no Brasil.
Três perguntas auxiliam no entendimento dos motivos pelos quais os pacientes não aderem ao tratamento:
1) Em quais dias da semana o(a) Sr.(a) não tomou ou tomou a mais pelo menos um comprimido deste remédio?
2) Nestes dias, quantos comprimidos o(a) Sr.(a) deixou de tomar ou tomou a mais?
3) Como estava sua pressão na última vez que o(a) Sr.(a) mediu?
Aproximadamente 45% dos indivíduos com Hipertensão Arterial, apresentam controle inadequado dos níveis tensionais. Isso reforça a importância da equipe de saúde, atuar no sentido de que pacientes possam aderir de forma mais eficaz ao tratamento.
Fatores como idade (igual ou superior a 60 anos), não adesão à farmacoterapia, falta às consultas médicas e prescrição de maior número de medicações, merecem atenção especial dos profissionais de saúde que atuam junto à população hipertensa.
Estas variáveis mostram associação com controle pressórico inadequado, e são passíveis de atuação conjunta entre a equipe de saúde e o paciente hipertenso.
Esc. Anna Nery vol.20 no.1 Rio de Janeiro Jan./Mar. 2016
Fatores associados ao inadequado controle pressórico em pacientes da atenção primária
(M. S. Barreto, L. M. Matsuda, S. S. Marcon)