21/06/2022
A Análise Transacional, foi criada por um canadense, chamado
Eric Berne em 1957.
Ao fazê- lo, pretendeu criar uma psicoterapia popular em substituição aos processos psicanalíticos convencionais- em geral caros, demorados e complexos. Os elementos da teoria de Berne eram funcionais, observáveis, de fácil compreensão por pessoas de qualquer nível cultural e de resultados práticos e rápidos.
Berne acreditava que todos nós mantemos, no íntimo, grande parte dos pais que tivemos e da criança que fomos, como numa fita gravada. Essa gravação- indestrutível- é quem sempre comando o nosso comportamento atual.
Definindo a AT é um novo conceito de personalidade, voltado para as relações humanas e o bem estar pessoal.
Um última análise, a AT é um modelo de redecisão e reaprendizado.
Na infância, a criança torpeada com informações verbais e não verbais de toda ordem, a respeito dela, dos outros e da própria vida. Recebidas pela mente infantil e, portanto em formação, tais mensagens são aceitas como verdadeiras e, em função delas, a criança aprende e decide coisas, geralmente erradas, a respeito de si e dos outros, estabelecendo- se a partir daí, a forma como doravante irá pensar, sentir, agir e falar durante toda a sua vida.
A AT sustenta que tais gravações não podem ser apagadas, mas podem ser substituídas: qualquer pessoa, a qualquer tempo, pode reaprender coisas e redecidir sobre si mesma, independente das mensagens que tenha gravadas.
Eric Berne faleceu em 1970, quando ainda tinha muito a dizer.
Mas o que disse, foi suficiente para que o mundo inteiro visse nas suas teorias um caminho prático e eficaz para as pessoas viverem melhor.
Esperamos que a AT obtenha os mesmos bons resultados de milhares de pessoas- dentre as quais se inclui, com gratidão, o
próprio autor.
Floriano Serra