11/02/2026
Após os atendimentos, também existe estudo.🌻
Depois de finalizar os atendimentos do dia, senti vontade de estudar mais.
Buscar leituras e artigos faz parte do meu compromisso em seguir aprimorando o olhar, a escuta e o cuidado com quem chega até aqui.
O texto “Os estados-limite e alguns de seus desafios clínicos”, de Frederico Martin Wilmersdorfer, fala sobre o que chamamos de estados-limite, conhecidos também como Transtorno Borderline.
Mais do que um nome ou diagnóstico, estamos falando de sofrimentos psíquicos intensos, marcados por emoções que vêm em excesso, por relações vividas no limite e por dificuldades em organizar aquilo que se sente por dentro. Muitas vezes, é uma dor que ainda não encontrou palavras.
Essa leitura me lembrou que essas vivências não definem quem o paciente é. Elas contam histórias de tentativas de sobreviver, de se proteger e de buscar algum equilíbrio possível.
Na clínica, o desafio não está apenas na técnica, mas na qualidade da presença do psicólogo (analista). Sustentar o vínculo, respeitar o tempo do outro e oferecer um espaço seguro fazem toda a diferença. É ISSO QUE ACREDITO! Não se trata de apressar sentidos, mas de construí-los juntos, com cuidado.
Acredito que onde há fragilidade de limites, o cuidado precisa ser firme e delicado ao mesmo tempo. E onde faltam palavras, a escuta vem antes de qualquer interpretação.
Seguir estudando também é uma forma de cuidar.
E de permanecer disponível para caminhar ao lado, sem invadir e sem abandonar.
Com amor,
🌻 Psicóloga Beatriz Peres | CRP: 06/139116
| Especialista em Psicologia Clínica e Hospitalar
| Suicidologista em formação