02/08/2023
Desde que me envolvi profundamente com o saber das técnicas do Yoga para as gestantes acredito cada vez mais nessa ideia como a ancestralidade do futuro, o ritual que está contido quando cada mulher relata seu trabalho de parto, divide os medos e os conhecimentos com as outras. Tem muito de feminismo prático nisso.
E foi justamente isso que levou a defender gestantes, pensar além das técnicas do Yoga, trazer para as aulas informação sobre leis, direitos das gestantes, evidências científicas e principalmente muita escuta. Afinal ninguém nasce sabendo ser mãe, eu acompanho diariamente o nascimento de duas novas pessoas.
Essa ancestralidade do futuro é poder trabalhar com Yoga e gestantes num cenário onde o próprio lugar de onde o Yoga se originou parece não ter esse olhar para a mulher dentro das práticas. Sendo o Yoga que a gente pratica hoje em dia todo modificado e com influências do ocidente fico feliz que ele possa ser usado para levar informação e autonomia as gestantes. Liberdade para se conhecerem, questionarem, decidirem sua via de parto sem serem descredibilizadas ou chamadas de loucas por isso.
Eu uni o conhecimento das técnicas, teoria feminista, conhecimento fisiológico e anatômico e muita escuta ativa para ensinar Yoga para gestantes.
A ancestralidade do futuro é a sabedoria feminina compartilhada entre mulheres.
Uma comunidade forte entre as mulheres é o que o patriarcado mais teme, que nos tenhamos acesso ao conhecimento sobre nós mesmas.