Psicanalista Sandro S. Siqueira

Psicanalista Sandro S. Siqueira Análise Freudiana - Atendimento para Adultos e Adolescentes - Distúrbios Se***is, Fobias, Depress? Psicanalista pela Escola de Psicanálise de São Paulo.

Especialização em “A Clínica dos Vínculos na Abordagem Psicanalítica” pela Universidade de São Paulo. Atendimento psicanalítico para adolescentes e adultos com sintomas diversos como Fobias, Depressões, Neuroses, Histerias, Ansiedade, Conflitos Existenciais, TOC, Angústias, Distúrbios Alimentares, Estresse, Dependências, Manias, Transtornos de Conduta, Estresse Pós-Traumático, Distúrbios Se***is e Psicopatologias.

Com clara intenção de chocar, Melanie Martinez faz ótimas referências às anestesias do cotidiano e a plasticidade da nor...
14/03/2019

Com clara intenção de chocar, Melanie Martinez faz ótimas referências às anestesias do cotidiano e a plasticidade da normalidade. E tudo isso dentro de uma música bacana.

A começar pelo título da música Mad Hatter, que para nós é traduzido como Chapeleiro Louco ou Maluco, Melanie faz várias referências ao conto Alice no País das Maravilhas. Obra de Charles Lutwidge Dodgson escrita com o pseudônimo de Lewis Carroll.

Essa obra famosa, é muito usada para simbolizar a loucura, o delírio e a fantasia de uma mente que recorre a objetos, seres fantásticos e estranhos, para dar conta de uma realidade difícil, dolorosa ou simplesmente enfadonha.

No clipe podemos ver algumas criaturas peculiares e antropomórficas que dentro da narrativa, mesclam os personagens Gato de Cheshire, o Coelho Branco e a Lebre de Março com um certo tipo de Teletubbies sinistros. Essa mistura estranha funciona para trazer o conceito do que é real, do que faz parte da fantasia e de como isso interage com a protagonista. Embora para mim, os Teletubbies já fossem estranhos por si só.

Temos outras cenas com referências claras ao “Chá da Tarde”, a “Toca do Coelho” e aos ingredientes psicotrópicos que Alice faz uso durante sua aventura. Até mesmo o cigarro de maconha que Melanie fuma no começo do clipe, faz referência a Lagarta Azul que originalmente no conto em inglês é chamada de “Caterpillar”. Na letra da canção temos um trecho onde o personagem é mencionado “This dream, dream is a killer, Getting drunk with the blue Caterpillar”.

Traçadas algumas referências da literatura, podemos falar do conceito interessante que a compositora nova-iorquina traz sobre os transtornos mentais e os preconceitos que os cercam.

Em sua música, a cantora retrata como as pessoas com transtornos mentais são chamadas de loucas, estranhas, errantes, tortas, malucas, doidas e de outras formas que não são lembradas na letra.
No clipe, mesmo de forma bizarra e caricata, vemos um “Doutor Coelho” oferecendo como tratamento duas opções: Remédios ou remédios.
Levantando novamente a polêmica mundial e principalmente norte americana, sobre a industria farmacêutica e a prescrição em excesso de medicamentos para transtornos mentais. Nessa cena ainda podemos ver o objeto mais simbólico que podemos pensar sobre a quebra do sujeito, sobre retirada efetiva da pessoa do seu meio. A Camisa de Força.

Na psicanálise não usamos o termo louco, e sim disfuncional. Acreditamos que o sujeito tem o seu funcionamento prejudicado por causa de suas demandas psíquicas, de suas neuroses, dos seus desejos recalcados e de todo um conjunto de elementos do inconsciente, que abrimos mão para viver em sociedade.
É claro que em muitos casos, se faz necessário o uso de medicamentos. Melhor ainda quando esses medicamentos são alinhados com a análise ou terapia.

Pessoalmente, o que mais gosto na música e também no clipe, é sobre como ela se refere à aqueles que se auto intitulam de “normais”. E no clipe, mesmo de forma perturbada e as vezes um tanto chocante, ela nos traz a concepção de como a normalidade pode ser plástica.

E ao final do videoclipe quando a protagonista acorda do sonho, ou de sua fantasia com os olhos negros, podemos interpretar que ela pode ter ficado “normal”. O seja, quase um zumbi. Que essa dita tal “normalidade” traz um viés de perda da individualidade.

Assistam e tirem suas próprias conclusões.

Eu fiquei com a seguinte reflexão:

Podemos então questionar afinal, se a normalidade é na verdade um sintoma?

Boa viagem Alice!!

Sandro Siqueira
Psicanalista

Written, Directed & Conceived by: Melanie Martinez Executive Producer: Jennifer Goodridge Executive Producer: Wes Teshome Produced by: Jennifer Goodridge Pro...

06/02/2019

Conceito da semana: Recalque

Recalque não é inveja, embora a leitura segundo a qual uma pessoa, geralmente uma mulher, é “recalcada” e por tanto invejosa da disposição para o prazer de outra mulher e nisso, dela maledicente, não seja incorreto, ela contém diversos preconceitos que não se aplicam ao conceito completamente, por exemplo, essa concepção de que mulheres reprimidas (sexualmente) são mais “recalcadas” do que os outros seres humanos. Dentre todas as genialidades que podemos destacar na leitura freudiana está a concepção de que nossos processos de pensamento não são exclusivos de um s**o, de uma raça ou de uma condição social. As misérias e delícias de ser humano estão igualitariamente difundidas e disso não há saída.
Recalque é, num recorte, um mecanismo de defesa que possibilita manter fora da consciência e portanto, longe da angústia paralisante de nossas ações, as representações de sentimentos que, se tornados gestos, seriam prejudiciais a nossa vida social.
Suponhamos por exemplo que você esteja apaixonado(a) por seu cunhado ou que você deseje que seu irmão mais velho morra para que seus pais tenham condições de custear os seus estudos. Agir em função desses sentimentos seria extremamente perigoso para sua própria integridade e danoso socialmente. Logo, esses sentimentos devem ser recalcados, mantidos fora da consciência para que você não tenha que conviver em todos os momentos com desejos que, em sendo realizados, gerariam mais dor do que em sendo frustrados.

Papai Noel e sua função superegóicaQuem nunca esperou pela visita do bom e doce velhinho com seu traje típico e sua barb...
19/12/2018

Papai Noel e sua função superegóica
Quem nunca esperou pela visita do bom e doce velhinho com seu traje típico e sua barba branca?

Quem nunca cumpriu as metas comportamentais estipuladas pelos adultos em troca do amor, e é claro, por presentes?

Longe de ser um questionamento religioso, mas é possível pensar que o Papai Noel é uma extensão do modelo de autoridade onisciente, onipresente a qual estamos fadados a agradar?

Podemos pensar que Papai Noel é uma versão mais materializada e tangível de Deus? Afinal ele possui poderes mágicos, está vendo tudo o que as crianças fazem e faz milagres na noite de Natal. Se o agradarmos, teremos o seu carinho e suas compensações, e se o desapontarmos, teremos o seu merecido castigo. As crianças podem lhe enviar cartas, e nesse período do ano podemos vê-lo nos comerciais, nas lojas, shoppings, nos filmes e desenhos animados.

Freud argumentava em seus estudos sobre a função paterna que Deus exercia sobre o homem. Logo podemos observar que desde pequenos já sentimos uma culpa terrível por fazer ou não fazer aquilo que é imposto por essas figuras de poder. E isso poderia ser diferente?

É interessante pensarmos que fazemos ao longo do nosso crescimento uma migração de obediência, dos nossos pais ou cuidadores para o Papai Noel. Depois migramos para o Pai Todo Poderoso e vamos seguindo com essas migrações ao longo da vida. Mas sempre temos uma figura paterna poderosa em nossas vidas.

Essa figura natalina é positiva? Ela contribui para o desenvolvimento do indivíduo? Não tenho essas respostas. É provável que isso dependa de cada um.

Mas uma coisa é certa. É emocionante ver o brilho no olhar de uma criança que pode ver ou tocar essa figura. E acredito que muitos adultos, e dentro do possível me coloco dentro dessa categoria, se transportam para sua própria infância ao ver esse brilho.

Seja o espírito do Natal ou alguma reminiscência da minha infância, desejo o mesmo sentimento a todos.

Boas Festas!

Sandro Siqueira

https://youtu.be/EdxnL5Lf8wY
05/11/2018

https://youtu.be/EdxnL5Lf8wY

Em mais um vídeo da série sobre grandes pensadores, Celso Loducca recebe o filósofo Luiz Felipe Pondé para um bate papo interessantíssimo e bastante atual so...

"Qual a sua responsabilidade na desordem da qual você se queixa?" Freud
22/10/2018

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Acho que o status dessa obra, nunca deixará de ser [atual]...
10/10/2018

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Alguns minutos do texto "Mal estar na civilização" de Freud... “Minha disposição é a mais pacífica. Os meus desejos são: uma humilde cabana com um teto de pa...

"Quando a dor de não estar vivendo for maior que o medo da mudança, a pessoa muda." Sigmund Freud
18/07/2018

"Quando a dor de não estar vivendo for maior que o medo da mudança, a pessoa muda." Sigmund Freud

23/05/2018
04/05/2018

Temos que preparar nossos filhos para os sustos, quedas e frustrações. Temos que ajuda-los a entender que a vida é feita de uma matéria frágil, e que a felicidade não é um direito, e sim um modo de se relacionar com a existência.

13/04/2018

Depois de alguns anos sem fazer análise, resolvi voltar. O primeiro passo desse processo – que para muitos é o mais árduo – reside na necessidade de pegarmos o telefone e marcarmos uma entrevista com esse(a) possível novo analista. Se esse tem mais de quarenta anos, possivelmente ainda será...

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