06/11/2025
A natureza também ensina sobre ciclos, e eu observo.
Observo o tempo certo para florescer e o tempo de recolher. O ritmo silencioso das mudanças que acontecem por dentro antes de se tornarem visíveis por fora.
A reprodução humana também é assim. É feita de fases. De pausas e retomadas. De potenciais que, muitas vezes, precisam ser respeitados antes de serem acelerados.
Nem toda mulher vai seguir o mesmo ritmo.
Nem todo corpo vai responder da mesma forma.
E isso não é fragilidade. É biologia.
Há quem amadureça os óvulos mais cedo.
Há quem viva uma reserva mais delicada.
Há quem precise de tempo.
Quando olho para a natureza, lembro que nosso papel como médicos não é forçar o ritmo, mas entender o ciclo.
E acompanhar com respeito cada curva, cada espera, cada transformação.
Porque medicina reprodutiva, no fim das contas, não é sobre forçar um resultado. É sobre caminhar junto com o processo.