
22/03/2024
Como é importante ver um dia com tantas referências às pessoas com síndrome de Down ou trissomia do cromossomo 21. Meias coloridas e manifestações de luta por inclusão, oportunidades e pelo direito a vida. Aliás, março é o mês de conscientização de outras trissomias, que também inclui as pessoas com a síndrome de Patau (trissomia do 13) e a síndrome de Edwards (trissomia do 18).
Março é um mês de luta contra o preconceito e a favor da diversidade da vida. É um mês que sempre me pergunto qual o meu papel como cidadão e como pediatra na vida das pessoas com deficiência? Como posso exercer esse papel de uma forma livre de estereótipos e rótulos, limitados e limitantes? Como executar um trabalho focado no sujeito e não no seu diagnóstico ou CID? Como ajudar as famílias a acreditarem que o seus filhos são importantes, agregam para esse mundo e são capazes de serem felizes com os seus projetos de vida?
Eu acredito que os diagnósticos são partes de um sujeito. Eles não definem os percursos e nem a linha de chegada. Não servem para colocar limites em vidas e trancar sonhos. Diagnósticos são importantes sim, desde que cheguem para abrir portas para a informação e para os bons caminhos que a ciência já percorreu.
Nesse mês de março, vamos pensar no nosso papel para acabar com os estereótipos e todos os outros tipos de preconceitos?
Fábio Watanabe