17/05/2026
A maratona nos ensina uma grande lição sobre a vida.
O difícil não é correr os 42 quilômetros. O difícil é tudo aquilo que ninguém vê. São os treinos nos dias de cansaço, as madrugadas acordando cedo, as dores, a disciplina, a constância e a capacidade de continuar mesmo quando o corpo e a mente pedem para parar. A maratona é apenas o reflexo de toda a preparação construída muito antes da largada.
Na cirurgia, principalmente nas cirurgias complexas, acontece exatamente a mesma coisa.
O procedimento em si não é o mais difícil quando existe treinamento, capacitação, repetição, conhecimento técnico e preparo adequado. O verdadeiro desafio está em tudo aquilo que constrói o cirurgião ao longo da vida.
E isso vai muito além das hard skills.
Antes da técnica, existe a formação humana.
Existe a educação que recebemos dentro de casa. Os princípios que aprendemos desde a infância. O respeito pelas pessoas. O amor ao próximo. A humildade para continuar aprendendo. A responsabilidade de entender que estamos cuidando de vidas, sonhos, famílias e histórias.
Depois vem toda a construção profissional:
o ensino fundamental, a faculdade, as noites sem dormir, a residência médica, as especializações, os aperfeiçoamentos, os congressos, os treinamentos contínuos e a busca incessante por evolução.
Nenhum grande cirurgião é formado apenas por diplomas.
Ele é formado pela soma entre caráter, propósito, dedicação, disciplina e preparo técnico.
Assim como na maratona, a segurança durante uma cirurgia complexa não nasce no dia da prova.
Ela nasce anos antes, na preparação silenciosa que quase ninguém vê.
Dr. Alexandre Nishimura
Coloproctologista • Cirurgião Robótico • Cirurgião Geral
Hospitais Vila Nova Star • Hospital Israelita Albert Einstein • Hospital São Luiz Alphaville
CRM-SP: 123.875 | RQEs: 33.011/70.525