Marcela Salim Kotait - Nutrição

Marcela Salim Kotait - Nutrição Página da Nutricionista Marcela Salim Kotait, coordenadora da equipe de Nutrição do ambulatório de Anorexia Nervosa do AMBULIM HC FMUSP.

O Dia das Mulheres também precisa ser um dia para falar sobre algo que ainda recebe pouca atenção: a relação entre machi...
08/03/2026

O Dia das Mulheres também precisa ser um dia para falar sobre algo que ainda recebe pouca atenção: a relação entre machismo, cultura da magreza e transtornos alimentares.

Meninas crescem ouvindo comentários sobre peso, aparência e comida muito antes de entenderem o que é nutrição ou saúde. Aprendem cedo que o corpo feminino é constantemente avaliado e que controlar o próprio corpo pode ser interpretado como disciplina, sucesso ou até qualidade.

Esse cenário ajuda a explicar por que transtornos alimentares afetam majoritariamente mulheres.
Não se trata apenas de escolhas individuais. Existe uma cultura que reforça comparação constante, idealização de corpos e vigilância alimentar.

Ao longo da minha prática clínica, vejo diariamente o quanto essa pressão social atravessa a relação das pessoas com a comida, com o corpo e com a própria autoestima.

Falar sobre alimentação sem falar sobre essas estruturas sociais é tratar apenas parte do problema.

Promover saúde e comemorar a data de hoje também passa por questionar padrões que adoecem!!!!

O lançamento do livro Nutrição Sem Estereótipos, do Conselho Regional de Nutrição da 3ª Região, consolida um projeto que...
13/02/2026

O lançamento do livro Nutrição Sem Estereótipos, do Conselho Regional de Nutrição da 3ª Região, consolida um projeto que vem sendo construído ao longo do último ano, com debates, conteúdos técnicos e ações voltadas à reflexão crítica sobre mídia, corpo e saúde.
Minha participação nesse movimento começou antes da publicação do livro.

Contribuí com um texto para o site do Conselho sobre a influência dos padrões de beleza nos transtornos alimentares e também participei da live oficial de lançamento do projeto, ampliando essa discussão junto a colegas de diferentes áreas.

Agora, assino um dos capítulos da obra, no qual aprofundo a análise sobre como as mídias sociais moldam percepções de corpo, normalizam padrões inatingíveis e intensificam comportamentos de risco relacionados à alimentação. O ambiente digital influencia expectativas, comparações e a forma como as pessoas passam a se relacionar com o próprio corpo.

Há 18 anos atuando com foco na reconstrução da relação com a comida e no cuidado de transtornos alimentares, acompanho de perto o impacto dessas narrativas na prática clínica. Combater estereótipos é parte do compromisso ético com uma Nutrição baseada em ciência, responsabilidade e respeito à diversidade corporal.

Agradeço aos organizadores da obra, Rosana Maria Nogueira, Rodrigo Daniel Sanches, Osvaldinete Lopes de Oliveira Silva, Marli Brasioli e Welliton Donizeti Pupolin, e a todos os conselheiros, membros das comissões e colaboradores do Conselho Regional de Nutrição da 3ª Região que tornaram esse projeto possível.

O livro terá distribuição gratuita. O link para acesso está nos stories.

.rosananogueira .osvaldinete

Não existe, na minha opinião, nada que se compare. O mais mais! O melhor! E o resto é perder tempo.
10/01/2026

Não existe, na minha opinião, nada que se compare. O mais mais! O melhor! E o resto é perder tempo.

Coma sem culpa!Não como um convite ao excesso, mas como uma maneira de comer de maneira incondicional. Entramos em mais ...
30/12/2025

Coma sem culpa!

Não como um convite ao excesso, mas como uma maneira de comer de maneira incondicional.

Entramos em mais um ano em que o comer segue sendo moralizado, agora embalado por promessas rápidas, canetas emagrecedoras e a ilusão de que controlar o corpo é sinônimo de saúde. Nesse cenário, a culpa volta a ser usada como ferramenta de adesão, silêncio e obediência.

A culpa não melhora a relação com a comida.
Não previne transtornos alimentares.
Não sustenta mudanças de longo prazo.
E definitivamente não promove saúde.

Em datas simbólicas como o Ano Novo, reforçar o “coma sem culpa” é um lembrete importante: comida não é prêmio nem castigo. É parte da vida, da cultura, do afeto e do cuidado.

Que em 2026 possamos falar mais sobre autonomia, consciência e saúde real.
E menos sobre medo, controle e soluções mágicas.
Se isso faz sentido para você, compartilhe.
Precisamos ampliar esse debate.

Imagem

Nas festas de final de ano, o contexto muda. A rotina muda. As escolhas também!!!Exageros pontuais em momentos específic...
25/12/2025

Nas festas de final de ano, o contexto muda. A rotina muda. As escolhas também!!!

Exageros pontuais em momentos específicos não definem saúde, caráter ou autocontrole. Eles fazem parte da experiência social, cultural e afetiva que envolve a comida nessas datas.

O risco não está na ceia ou no volume consumido, mas na resposta que se constrói a partir disso. Culpa, compensações, restrições rígidas e comportamentos punitivos são fatores conhecidos de piora da relação com a comida e de aumento do risco para transtornos alimentares.

Alimentação verdadeiramente saudável exige entendimento do contexto, do comportamento alimentar e intervenções baseadas em continuidade, não em correção imediata de um evento isolado.

Depois do Natal, nada de compensação ou restrição alimentar. Lembre-se que seu corpo é suficientemente inteligente e escutá-lo é sempre o melhor caminho.

Imagem

Nas confraternizações de final de ano, comentários sobre corpos costumam aparecer disfarçados de preocupação, brincadeir...
23/12/2025

Nas confraternizações de final de ano, comentários sobre corpos costumam aparecer disfarçados de preocupação, brincadeira ou intimidade.

Mas falar do corpo de alguém nunca é neutro.

Essas falas reforçam estigmas, alimentam comparações, ativam inseguranças e podem ser especialmente dolorosas para quem já vive uma relação difícil com a comida, o peso e a própria imagem corporal.

Não faça nenhum tipo de comentário (vale para elogios também, combinado?) sobre o corpo de ninguém!

Encerramos mais um ano com o sentimento de gratidão por tudo o que construímos. Foi um período de muito trabalho, acolhi...
11/12/2025

Encerramos mais um ano com o sentimento de gratidão por tudo o que construímos. Foi um período de muito trabalho, acolhimento e compromisso com cada pessoa que confiou em nós para caminhar em direção a uma relação mais saudável com a comida, com o corpo e com a própria história.

Agradecemos aos pacientes pela confiança e pela parceria ao longo do ano. Nada do que fazemos existe sem vocês.

Somos profundamente gratas também à nossa equipe multidisciplinar e às colaboradoras que caminham ao nosso lado. O trabalho em saúde só acontece quando existe troca, ética e cuidado compartilhado, e é exatamente isso que vivemos todos os dias.

Seguimos comprometidas com um 2026 ainda mais sólido, humano e responsável. Que venha um novo ano de avanços, reflexões e encontros importantes.

Ps. Infelizmente nessa época do ano é dificílimo conciliar todas as agendas, por isso algumas profissionais não estão na foto.

O Dia de Combate à Gordofobia é um convite à reflexão sobre como, muitas vezes, a sociedade confunde saúde com estética ...
10/09/2025

O Dia de Combate à Gordofobia é um convite à reflexão sobre como, muitas vezes, a sociedade confunde saúde com estética e reduz pessoas a um número na balança.

A gordofobia não é apenas uma questão de preconceito individual. Ela atravessa sistemas de saúde, ambientes de trabalho, escolas e até relações pessoais, impactando diretamente a autoestima, a relação com a comida e a busca por cuidados adequados.

Tratar o corpo gordo como problema gera sofrimento e não promove mudanças reais. Promover saúde exige respeito, acolhimento e reconhecimento da pluralidade de formas corporais.

Que hoje não seja apenas um dia simbólico, mas um passo para repensarmos discursos, práticas e atitudes.

Combater a gordofobia é fundamental para garantir acesso a cuidados de saúde verdadeiramente humanos e eficazes.

Vivemos em uma era em que somos bombardeados por imagens de corpos e estilos de vida idealizados. O problema é que esse ...
09/09/2025

Vivemos em uma era em que somos bombardeados por imagens de corpos e estilos de vida idealizados. O problema é que esse excesso de exposição, longe de motivar, tem levado cada vez mais pessoas a se sentirem inadequadas, fracassadas ou insuficientes.

Quando o que vemos nas telas dita o que deveríamos ser ou comer, a relação com a comida e com o corpo se torna cada vez mais frágil.

É preciso lembrar que redes sociais não mostram a realidade, mas recortes construídos para impressionar.

Se alimentar e se relacionar com o próprio corpo de maneira verdadeiramente saudável passa por silenciar essas comparações e se reconectar com aquilo que é verdadeiro e possível para você.

Como esse excesso de comparações aparece no seu dia a dia?

Hoje celebramos juntos as datas do nutricionista, do psiquiatra, do psicólogo e do profissional de educação física. Mais...
05/09/2025

Hoje celebramos juntos as datas do nutricionista, do psiquiatra, do psicólogo e do profissional de educação física. Mais do que profissões, são áreas que se complementam e constroem, em conjunto, um cuidado integral para cada paciente.

Estar há 18 anos nessa jornada no .ipq me mostra que o trabalho em equipe multiplica resultados e dá sentido ao que fazemos. Agradeço a cada colega pela parceria diária e a cada paciente pela confiança em nosso trabalho.

Que venham muitos outros anos de dedicação, aprendizado e cuidado compartilhado.

Hoje, no Dia do Nutricionista, não poderia deixar de agradecer a todos os meus pacientes. Cada mensagem de vocês, contan...
01/09/2025

Hoje, no Dia do Nutricionista, não poderia deixar de agradecer a todos os meus pacientes. Cada mensagem de vocês, contando que estão melhor, que redescobriram prazer em comer sem culpa ou que passaram a se olhar com mais carinho, é o que dá sentido ao meu trabalho.

Ser nutricionista, para mim, vai muito além de falar sobre nutrientes ou calorias. É caminhar junto, respeitar a singularidade de cada história e mostrar que existe vida fora das dietas restritivas. É ver alguém que acreditava estar sem saída construir uma relação possível, leve e duradoura com a comida e com o corpo.

Se você busca esse caminho de cuidado, baseado em ciência, acolhimento e transformação real, meu consultório está aberto para te receber.

O filme Amores Materialistas, da diretora Celine Song, mostra como a ficção pode revelar muito sobre a realidade. Ao tra...
22/08/2025

O filme Amores Materialistas, da diretora Celine Song, mostra como a ficção pode revelar muito sobre a realidade. Ao tratar dos padrões de beleza de maneira delicada, porém sem hipocrisia, a trama expõe uma pressão silenciosa que atravessa a vida de tantas pessoas e impacta diretamente a relação com o corpo e com a comida, mesmo quando se busca um grande amor.

Na matéria do Estadão, contribuí trazendo a reflexão sobre como a cultura e a sociedade influenciam nossas escolhas e alimentam ciclos de cobrança em relação à estética e seus padrões. Quando a arte aborda esses temas, ela não apenas entretém, mas também ajuda a questionar o que naturalizamos.

Agradeço à jornalista Fernanda Bassette .bassette por mais esse convite e pela oportunidade de falar sobre a relação entre a arte e a vida!

Para ler na íntegra, o link está nos stories!

Endereço

Avenida Paulista, 91
São Paulo, SP
01311-000

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Marcela Salim Kotait - Nutrição posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Compartilhar

Share on Facebook Share on Twitter Share on LinkedIn
Share on Pinterest Share on Reddit Share via Email
Share on WhatsApp Share on Instagram Share on Telegram