Marcela Salim Kotait - Nutrição

Marcela Salim Kotait - Nutrição Página da Nutricionista Marcela Salim Kotait, coordenadora da equipe de Nutrição do ambulatório de Anorexia Nervosa do AMBULIM HC FMUSP.

1º de abril, dia da mentira. Mas a nutrição vive um eterno festival de fake news. São 365 dias por ano de muita desinfor...
01/04/2026

1º de abril, dia da mentira. Mas a nutrição vive um eterno festival de fake news. São 365 dias por ano de muita desinformação.

Entre todas as mentiras, é curioso como quase tudo tem uma coisa em comum: simplifica o que é complexo, ignora o contexto e, de quebra, ainda te afasta da sua própria percepção.

Não é sobre falta de força de vontade. Não é sobre um alimento isolado. E definitivamente não é sobre seguir mais uma regra aleatória.

Talvez a maior mentira seja essa: a de que saúde cabe em frases prontas e universais.

E você? Qual mentira já escutou sobre nutrição, alimentação e corpo?

Desde que me tornei mãe há alguns anos, tenho pensado bastante em como os primeiros anos de vida organizam muita coisa q...
22/03/2026

Desde que me tornei mãe há alguns anos, tenho pensado bastante em como os primeiros anos de vida organizam muita coisa que a gente só vai ver lá na frente, inclusive na forma como as pessoas se relacionam com a comida, com o corpo e com o cuidado.

“Os 1000 dias do bebê”, do Dr. Daniel Becker e da Rita Lisauskas , passa por esse período que vai da gestação aos primeiros anos de vida com um olhar consistente e pé no chão, sem simplificar demais e sem dramatizar. Algo raro hoje em dia.

O Dr. Daniel tem uma trajetória que dispensa muita apresentação, e dá pra ver isso na forma como ele sustenta o que é prioridade na obra.

E a querida Rita, cujo trabalho acompanho há bastante tempo, inclusive quando escrevia sobre temas relacionados à alimentação infantil e à maternidade, sempre muito próxima do que acontece na vida real. Isso aparece no texto e deixa a leitura mais honesta, mais possível.

Pra mim, que trabalho com comportamento alimentar, ler sobre os primeiros 1000 dias é sempre voltar pra base. É ali que muita coisa começa a se organizar, inclusive o que depois chega no consultório.

É um livro que eu indico com tranquilidade, tanto pra quem atende quanto pra quem está vivendo esse começo.

Desejo sucesso e que muitas e muitas pessoas tenham a oportunidade de ler.

O Dia das Mulheres também precisa ser um dia para falar sobre algo que ainda recebe pouca atenção: a relação entre machi...
08/03/2026

O Dia das Mulheres também precisa ser um dia para falar sobre algo que ainda recebe pouca atenção: a relação entre machismo, cultura da magreza e transtornos alimentares.

Meninas crescem ouvindo comentários sobre peso, aparência e comida muito antes de entenderem o que é nutrição ou saúde. Aprendem cedo que o corpo feminino é constantemente avaliado e que controlar o próprio corpo pode ser interpretado como disciplina, sucesso ou até qualidade.

Esse cenário ajuda a explicar por que transtornos alimentares afetam majoritariamente mulheres.
Não se trata apenas de escolhas individuais. Existe uma cultura que reforça comparação constante, idealização de corpos e vigilância alimentar.

Ao longo da minha prática clínica, vejo diariamente o quanto essa pressão social atravessa a relação das pessoas com a comida, com o corpo e com a própria autoestima.

Falar sobre alimentação sem falar sobre essas estruturas sociais é tratar apenas parte do problema.

Promover saúde e comemorar a data de hoje também passa por questionar padrões que adoecem!!!!

O lançamento do livro Nutrição Sem Estereótipos, do Conselho Regional de Nutrição da 3ª Região, consolida um projeto que...
13/02/2026

O lançamento do livro Nutrição Sem Estereótipos, do Conselho Regional de Nutrição da 3ª Região, consolida um projeto que vem sendo construído ao longo do último ano, com debates, conteúdos técnicos e ações voltadas à reflexão crítica sobre mídia, corpo e saúde.
Minha participação nesse movimento começou antes da publicação do livro.

Contribuí com um texto para o site do Conselho sobre a influência dos padrões de beleza nos transtornos alimentares e também participei da live oficial de lançamento do projeto, ampliando essa discussão junto a colegas de diferentes áreas.

Agora, assino um dos capítulos da obra, no qual aprofundo a análise sobre como as mídias sociais moldam percepções de corpo, normalizam padrões inatingíveis e intensificam comportamentos de risco relacionados à alimentação. O ambiente digital influencia expectativas, comparações e a forma como as pessoas passam a se relacionar com o próprio corpo.

Há 18 anos atuando com foco na reconstrução da relação com a comida e no cuidado de transtornos alimentares, acompanho de perto o impacto dessas narrativas na prática clínica. Combater estereótipos é parte do compromisso ético com uma Nutrição baseada em ciência, responsabilidade e respeito à diversidade corporal.

Agradeço aos organizadores da obra, Rosana Maria Nogueira, Rodrigo Daniel Sanches, Osvaldinete Lopes de Oliveira Silva, Marli Brasioli e Welliton Donizeti Pupolin, e a todos os conselheiros, membros das comissões e colaboradores do Conselho Regional de Nutrição da 3ª Região que tornaram esse projeto possível.

O livro terá distribuição gratuita. O link para acesso está nos stories.

.rosananogueira .osvaldinete

Não existe, na minha opinião, nada que se compare. O mais mais! O melhor! E o resto é perder tempo.
10/01/2026

Não existe, na minha opinião, nada que se compare. O mais mais! O melhor! E o resto é perder tempo.

Coma sem culpa!Não como um convite ao excesso, mas como uma maneira de comer de maneira incondicional. Entramos em mais ...
30/12/2025

Coma sem culpa!

Não como um convite ao excesso, mas como uma maneira de comer de maneira incondicional.

Entramos em mais um ano em que o comer segue sendo moralizado, agora embalado por promessas rápidas, canetas emagrecedoras e a ilusão de que controlar o corpo é sinônimo de saúde. Nesse cenário, a culpa volta a ser usada como ferramenta de adesão, silêncio e obediência.

A culpa não melhora a relação com a comida.
Não previne transtornos alimentares.
Não sustenta mudanças de longo prazo.
E definitivamente não promove saúde.

Em datas simbólicas como o Ano Novo, reforçar o “coma sem culpa” é um lembrete importante: comida não é prêmio nem castigo. É parte da vida, da cultura, do afeto e do cuidado.

Que em 2026 possamos falar mais sobre autonomia, consciência e saúde real.
E menos sobre medo, controle e soluções mágicas.
Se isso faz sentido para você, compartilhe.
Precisamos ampliar esse debate.

Imagem

Nas festas de final de ano, o contexto muda. A rotina muda. As escolhas também!!!Exageros pontuais em momentos específic...
25/12/2025

Nas festas de final de ano, o contexto muda. A rotina muda. As escolhas também!!!

Exageros pontuais em momentos específicos não definem saúde, caráter ou autocontrole. Eles fazem parte da experiência social, cultural e afetiva que envolve a comida nessas datas.

O risco não está na ceia ou no volume consumido, mas na resposta que se constrói a partir disso. Culpa, compensações, restrições rígidas e comportamentos punitivos são fatores conhecidos de piora da relação com a comida e de aumento do risco para transtornos alimentares.

Alimentação verdadeiramente saudável exige entendimento do contexto, do comportamento alimentar e intervenções baseadas em continuidade, não em correção imediata de um evento isolado.

Depois do Natal, nada de compensação ou restrição alimentar. Lembre-se que seu corpo é suficientemente inteligente e escutá-lo é sempre o melhor caminho.

Imagem

Nas confraternizações de final de ano, comentários sobre corpos costumam aparecer disfarçados de preocupação, brincadeir...
23/12/2025

Nas confraternizações de final de ano, comentários sobre corpos costumam aparecer disfarçados de preocupação, brincadeira ou intimidade.

Mas falar do corpo de alguém nunca é neutro.

Essas falas reforçam estigmas, alimentam comparações, ativam inseguranças e podem ser especialmente dolorosas para quem já vive uma relação difícil com a comida, o peso e a própria imagem corporal.

Não faça nenhum tipo de comentário (vale para elogios também, combinado?) sobre o corpo de ninguém!

Encerramos mais um ano com o sentimento de gratidão por tudo o que construímos. Foi um período de muito trabalho, acolhi...
11/12/2025

Encerramos mais um ano com o sentimento de gratidão por tudo o que construímos. Foi um período de muito trabalho, acolhimento e compromisso com cada pessoa que confiou em nós para caminhar em direção a uma relação mais saudável com a comida, com o corpo e com a própria história.

Agradecemos aos pacientes pela confiança e pela parceria ao longo do ano. Nada do que fazemos existe sem vocês.

Somos profundamente gratas também à nossa equipe multidisciplinar e às colaboradoras que caminham ao nosso lado. O trabalho em saúde só acontece quando existe troca, ética e cuidado compartilhado, e é exatamente isso que vivemos todos os dias.

Seguimos comprometidas com um 2026 ainda mais sólido, humano e responsável. Que venha um novo ano de avanços, reflexões e encontros importantes.

Ps. Infelizmente nessa época do ano é dificílimo conciliar todas as agendas, por isso algumas profissionais não estão na foto.

O Dia de Combate à Gordofobia é um convite à reflexão sobre como, muitas vezes, a sociedade confunde saúde com estética ...
10/09/2025

O Dia de Combate à Gordofobia é um convite à reflexão sobre como, muitas vezes, a sociedade confunde saúde com estética e reduz pessoas a um número na balança.

A gordofobia não é apenas uma questão de preconceito individual. Ela atravessa sistemas de saúde, ambientes de trabalho, escolas e até relações pessoais, impactando diretamente a autoestima, a relação com a comida e a busca por cuidados adequados.

Tratar o corpo gordo como problema gera sofrimento e não promove mudanças reais. Promover saúde exige respeito, acolhimento e reconhecimento da pluralidade de formas corporais.

Que hoje não seja apenas um dia simbólico, mas um passo para repensarmos discursos, práticas e atitudes.

Combater a gordofobia é fundamental para garantir acesso a cuidados de saúde verdadeiramente humanos e eficazes.

Vivemos em uma era em que somos bombardeados por imagens de corpos e estilos de vida idealizados. O problema é que esse ...
09/09/2025

Vivemos em uma era em que somos bombardeados por imagens de corpos e estilos de vida idealizados. O problema é que esse excesso de exposição, longe de motivar, tem levado cada vez mais pessoas a se sentirem inadequadas, fracassadas ou insuficientes.

Quando o que vemos nas telas dita o que deveríamos ser ou comer, a relação com a comida e com o corpo se torna cada vez mais frágil.

É preciso lembrar que redes sociais não mostram a realidade, mas recortes construídos para impressionar.

Se alimentar e se relacionar com o próprio corpo de maneira verdadeiramente saudável passa por silenciar essas comparações e se reconectar com aquilo que é verdadeiro e possível para você.

Como esse excesso de comparações aparece no seu dia a dia?

Hoje celebramos juntos as datas do nutricionista, do psiquiatra, do psicólogo e do profissional de educação física. Mais...
05/09/2025

Hoje celebramos juntos as datas do nutricionista, do psiquiatra, do psicólogo e do profissional de educação física. Mais do que profissões, são áreas que se complementam e constroem, em conjunto, um cuidado integral para cada paciente.

Estar há 18 anos nessa jornada no .ipq me mostra que o trabalho em equipe multiplica resultados e dá sentido ao que fazemos. Agradeço a cada colega pela parceria diária e a cada paciente pela confiança em nosso trabalho.

Que venham muitos outros anos de dedicação, aprendizado e cuidado compartilhado.

Endereço

Avenida Paulista, 91
São Paulo, SP
01311-000

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Marcela Salim Kotait - Nutrição posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Compartilhar