12/01/2026
A nova pirâmide alimentar proposta pelo USDA/HHS (departamento de agricultura e departamento de saúde) não é novidade. Ela é uma correção de rota.
Agora, o foco volta a ser o alimento, não a indústria.
No Brasil, isso já vem sendo dito há anos. O Guia Alimentar para a População Brasileira, publicado em 2014 e disponível gratuitamente, foi pioneiro ao defender comida de verdade, preparações caseiras e a redução dos ultraprocessados, muito antes de isso virar “tendência”.
Agora, o movimento se consolida internacionalmente. O USDA e o HHS reformularam sua pirâmide alimentar, rompendo com um modelo historicamente influenciado pela indústria de alimentos, especialmente a de cereais refinados.
A nova proposta reconhece a importância da proteína adequada em todas as refeições e afirma que não existe dose segura para açúcar adicionado e álcool.
Também deixa explícito que ultraprocessados estão associados a diversos desfechos negativos de saúde, independentemente do valor calórico.
As gorduras naturais voltam a ter espaço na culinária, enquanto é contraindicado o excesso de produtos artificiais, cheios de aditivos e desconectados da comida de verdade.
No fim, a nova pirâmide não traz uma revolução.
Ela apenas confirma o que a boa nutrição, o guia brasileiro e os bons profissionais já dizem há muito tempo: saúde se constrói com comida de verdade, consciência e ciência.