15/02/2014
VEJAM A QUE PONTO CHEGAMOS! IMPOSSÍVEL CALAR!!!
Não basta a concorrência desleal, não basta a invasão das outras profissões na nossa área de atuação, não basta a crise financeira no país, não basta o calor, as greves. Ainda existe a prostituição da nossa classe. Sim, só dizendo assim...
Quando iniciaram as vendas coletivas os tratamentos estéticos eram oferecidos com pequeno desconto, os restaurantes ofereciam refeições com uma margem aceitável, os pacotes de viagem continuavam sendo lucrativos para as agências, todos ganhavam e o consumidor podia adquirir um produto ou serviço com valor mais acessível, proporcionando desta forma as empresas mostrarem seus serviços e as pessoas terem novas opções de consumo. A ideia não era de todo ruim, pois qualquer anuncio ou ação de marketing tinha um alto custo, o que tornava a venda coletiva até compensadora.
Só que houve mudanças, hoje muitas das “promoções” são máscaras para disfarçar serviços prestados de má qualidade, com material de baixo custo, desenvolvidos por profissionais não capacitados, permitindo assim “suportar” uma margem de lucro tão fora da realidade. O problema é que quem compra um produto ou serviço e recebe algo insatisfatório que não condiz com o que era oferecido ou principalmente com o que ele realmente esperava, passa a desacreditar não apenas do local, mas principalmente da técnica usada, julgando desta forma que todos os profissionais oferecem serviços de péssima qualidade.
Hoje, as empresas de venda coletiva estão ricas, os restaurantes continuam com suas margens de lucro aceitável, as agências de viagem continuam lucrando e as estéticas oferecendo “pacotes” de “tratamento” a preço irrisório. Isso é PROSTITUIÇÃO!
O que temos que alertar. É que muitas (falando de forma generalizada) das chamadas “clínicas” ou “centros” estéticos, ou mesmo estéticas, tem nas suas equipes profissionais não capacitados, sem formação adequada e por isso aceitam receber R$190,00 para fazer 20 tratamentos, perfazendo uma média de R$9,50 no máximo por atendimento. Não preciso nem dizer que este valor não paga produto de boa qualidade, não dá margem para investir em bons equipamentos com registro na ANVISA, muito menos custeia o preparo e atualização do profissional.
Mas, quem fomenta isso é o consumidor, se não tem comprador, esta prestação de serviço de má qualidade não se mantem no mercado. Enquanto consumidores, temos que aprender a pagar o preço justo buscando sempre pesar o custo e o beneficio. E enquanto profissional temos que lutar para diferenciar a estética séria, de profissionais empenhados em oferecer bem estar e resultados possíveis aos nossos limites, dos aproveitadores inescrupulosos, dos que não tem formação em estética, desses que estão acabando com o nosso trabalho.
A solução esta na nossa união, na luta pela regulamentação e consequente moralização da nossa profissão, pois só assim teremos uma entidade capaz de inibir estes comportamentos sem ética profissional.
Pensem antes de reclamar que outras profissões invadem e “tomam conta” do que é nosso, pensem no que estamos fazendo para sermos respeitados na nossa profissão!
POR ROSANI MARINA ROMERO