10/11/2020
Desde o nascimento vivenciamos situações de perdas, sejam elas em relacionamentos, profissional, rotina, prioridades na vida, entre outros. Estas perdas são inerentes a natureza humana e podem gerar desconfortos, sentimentos ambivalentes e muitas emoções.
E como passar por estas perdas dando um lugar para todos os sentimentos?
Pode ser potente sentir a perda para viver o luto. Este movimento pode parecer uma idéia de sofrimento, mas só passamos e elaboramos o luto quando abrimos espaço para aceitar e ressignificar dando um lugar bonito como parte da sua história.
Segundo Winnicott, " é preciso fazer a manutenção do que foi perdido sem que precise apelar a negação"
A negação pode levar a um estado de paralisia sobre o sentir e viver a vida.
Trazendo para o contexto de grupos, especificamente o de mãe e bebês, pensamos na ideia das perdas que o puerpério nos convida a olhar e ressignificar. deste modo, de forma singular, cada mulher pode ser atravessada por suas questões podendo neste espaço encontrar a sustentação para olhar, falar e cuidar do que ainda está velado e não dito.
O grupo pode ser um lugar fértil e potente para tecer sua história e criar seu próprio modo de viver, sentir e ser de modo criativo.
Arte ilustrada : Chihiro Iwasaki
Para conhecer os projetos de Fabíola Beger em parceria com Ana Payés para mães e seus bebês, veja o link da bio. Conte conosco!
Com carinho,
Fabíola Beger
Psicóloga Clínica
CRP 06/75025