09/04/2026
Dois pesquisadores da Universidade de Stanford, nos EUA, descobriram que um a cada dez alunos brasileiros sofre com “deficiências invisíveis” — como enxergar ou escutar mal — que prejudicam severamente sua aprendizagem. Um dos responsáveis pelo estudo, Guilherme Lichand diz que te**es com alunos no final do ensino fundamental mostram que pelo menos um terço de quem está no 9° ano aprendeu o mesmo que crianças que estão entre o 1º e o 3°. Segundo ele, boa
parte desse problema se explica por essas desvantagens físicas.
O Censo Escolar, do Ministério da Educação (MEC), aponta que em 2025 havia 2,4 milhões de estudantes com alguma deficiência — número 153% maior que em 2016.
Desse grupo, 95% são crianças e adolescentes com deficiência intelectual (43% do total) ou autismo (52%).
Há ainda matriculados surdos, cegos, com altas habilidades, entre outras. No entanto, de acordo com Lichand, o número de casos de baixa visão, deficiência auditiva ou problemas motores é subestimado nos registros. Um em cada dez alunos brasileiros tem algum tipo de deficiência que não é percebida ou registrada pela escola, o que significaria cerca de 2,7 milhões de pessoas.
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