23/09/2019
O tempo todo, criamos expectativas. Criar expectativas é um mecanismo inerente ao ser humano e saudável.
Sonhar, desejar e idealizar nos conecta a um movimento positivo na vida.
Mas quando é que as expectativas se tornam prejudiciais?
Como lidar com expectativas no relacionamento amoroso?
Na relação afetiva, também é natural que expectativas sejam criadas e isso não é ruim, porém é fundamental, para a qualidade da relação, que estas expectativas sejam compartilhadas entre os cônjuges para evitar frustrações e sofrimento.
É muito comum que as pessoas tragam para seus relacionamentos crenças sobre o amor que, muitas vezes, resultam em expectativas excessivas.
“Se você me amasse, saberia o que sinto”, “Para um bom entendedor, meia palavra basta”, “O amor supera tudo”, “A tampa da minha panela”, “A minha cara metade”, “Dois bicudos não se beijam”, etc.
Essas crenças baseadas na idealização do amor, na negação das diferenças e na ideia de par complementar, no qual duas metades se transformam em um inteiro ao dizerem “sim”, podem acarretar em constantes decepções e desajustes para a relação.
É como se amar fosse da ordem da fusão, a tal ponto de adivinhar o outro em seus sentimentos e pensamentos.
No namoro e no casamento essas crenças precisam ser desconstruídas para que na relação, por meio do diálogo, ambos consigam entrar em contato com os desejos, necessidades, forças e limitações um do outro.
É a partir, da tomada de consciência destes aspectos que o casal pode dimensionar tais anseios e avaliar o que realmente, é importante para cada um, para a relação e para a qualidade da convivência.
A psicoterapia de casal tem como proposta auxiliar o casal a entrar em contato com a sua história e examinar crenças, valores, expectativas e modelos familiares que dificultam a interação, podendo assim serem questionados, confrontados com a realidade, ressignif**ados e substituídos por crenças que promovam uma interação mais saudável.
Fabiane Matias
Psicóloga|Psicoterapeuta de Família
CRP 06/68421