24/05/2026
Trabalho com emagrecimento há mais de 20 anos. Comecei em 2005.
Em uma clínica de endocrinologia na Lapa chamada DJG, vi prescrições de 150mg de anfepramona por dia somadas a 50mg de femproporex — dose máxima de dois derivados de anfetamina fortíssimos. Era a era das anfetaminas. Eu era o único médico daquela clínica que prescrevia a recém-chegada sibutramina.
Quando anfepramona e femproporex foram proibidos em 2011, vi médicos da casa simplesmente pararem de atender obesidade. Não entendiam nada de dieta. Nada de exercício. Sem o atalho farmacológico, ficaram sem método.
Eu tinha 5 meses de fila de espera. Atendia convênio na época.
Vi o rimonabanto chegar como promessa canabinoide e sair em 18 meses levando pessoas à ideação suicida. Vi a locarserina durar menos de 5 meses no mercado brasileiro antes de ser retirada por sinal de câncer. Vi a sibutramina cair em desuso por um aumento de risco cardiovascular que existia apenas em quem já tinha tido problemas cardíacos prévios — em pessoas saudáveis, esse risco nunca foi demonstrado.
Vi o Saxenda chegar ao Brasil em 2016, dois anos depois da aprovação americana, abrindo a era dos GLP-1. Hoje acompanho os resultados da nova geração — tirzepatida (Mounjaro), e em breve a retatrutida.
Uma coisa nunca mudou em 20 anos: se você não muda o estilo de vida, o medicamento para de funcionar.
Vejo isso até com tirzepatida. Pacientes perdendo massa magra, recuperando só gordura, e derretendo o metabolismo no processo. O remédio é potente. O método é o que sustenta.
No último card estão os 6 pilares do Método Volpi — usados por mim e pelos outros 9 médicos que atuam comigo no Espaço Volpi.
👇 Já usou algum desses medicamentos? Conta aqui embaixo como foi sua experiência.
— Dr. Thiago Volpi / Nutrólogo