16/03/2026
Uma coisa interessante de observar em situações como essa é que muitas vezes as pessoas confundem limite com insegurança. Quando alguém diz “isso não me deixa confortável”, é comum surgir a ideia de que aquela pessoa é frágil, difícil ou que está exagerando. Mas, na prática clínica, reconhecer o próprio limite costuma ser um sinal de consciência sobre si mesmo.
O limite aparece em detalhes do cotidiano, na forma como você se veste, nos ambientes que frequenta, nas conversas que aceita ter ou nas expectativas que decide não cumprir. Quando alguém ignora repetidamente esses pequenos sinais de desconforto, vai criando uma distância entre quem é e quem sente que precisa ser para caber em determinados lugares.
Por isso, colocar um limite às vezes não tem a ver com confronto, e sim com coerência. É perceber que você pode até se adaptar em muitas situações da vida, mas não precisa se afastar de si mesmo para continuar pertencendo.
\