05/03/2026
Março costuma ser marcado por flores e homenagens.
Mas talvez seja também um tempo de reflexão.
O Brasil vive números alarmantes de feminicídio.
E essa violência não começa apenas no ato extremo.
Ela começa muito antes , na cultura.
Nas frases repetidas dentro de casa.
Na forma como meninos e meninas são educados.
Na ridicularização do feminino e na ideia de que aquilo que é associado à mulher é inferior.
Na psicologia analítica entendemos que todo ser humano carrega em si aspectos femininos e masculinos da psique.
Quando o feminino é desprezado culturalmente, ele não desaparece , ele é empurrado para a sombra.
E aquilo que é empurrado para a sombra coletiva pode retornar de forma distorcida na realidade.
Se queremos uma mudança verdadeira, ela não começa apenas nas leis.
Ela começa na consciência.
O primeiro passo é reconhecer algo difícil:
fomos todos formados dentro de uma cultura machista.
Olhar para isso, questionar e transformar é parte do processo.
A transformação cultural começa no indivíduo.
Dentro de casa.
Na forma como educamos, falamos e nos relacionamos.
Uma cultura só muda quando o feminino deixa de ser desprezado e passa a ser reconhecido com respeito — dentro de cada um de nós.
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