06/01/2026
Quando Ares assume o comando
Na mitologia, Ares representa a guerra impulsiva - não a estratégia, não a sabedoria, mas a violência movida pela excitação do poder.
Na psicologia analítica, quando esse arquétipo se constela em sua face sombria, o mundo entra em um estado perigoso: a agressão passa a ser vista como solução, e a destruição como demonstração de força.
Criticar um ataque militar não significa apoiar regimes autoritários, nem defender figuras políticas específicas.
Significa reconhecer que a linguagem da guerra, quando legitimada, atravessa o inconsciente coletivo e normaliza a morte de inocentes, a desumanização do outro e a lógica do “nós contra eles”.
Toda vez que Ares governa sem Atena, quem perde não é apenas um país - é a própria possibilidade de civilização.A violência nunca é neutra. Ela ecoa.
E o inconsciente coletivo sempre paga a conta.
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