04/12/2025
Quando vemos notícias envolvendo esquizofrenia, é natural que surjam medo, confusão e muitos julgamentos. Mas, antes de qualquer opinião, precisamos lembrar: há sempre uma pessoa adoecida, uma família exausta e um sistema de saúde que muitas vezes falha em oferecer suporte adequado.
A esquizofrenia não é uma “escolha”, não é falta de caráter, e muito menos sinônimo de violência.
É um transtorno mental grave que pode distorcer a percepção da realidade, criando uma verdadeira “jaula invisível”: alucinações, delírios e uma sensação constante de ameaça que só quem vive sabe explicar.
O que muitas pessoas não veem:
A maioria dos indivíduos com esquizofrenia leva uma vida estável quando recebe tratamento adequado.
Crises agudas geralmente acontecem quando há abandono ou dificuldade de acesso ao cuidado.
Famílias, mesmo amorosas, muitas vezes se veem sozinhas, sem recursos, sem orientação e sem apoio do Estado.
Esses casos extremos que aparecem na mídia não representam a realidade — representam, na verdade, a falha coletiva em garantir cuidado contínuo, políticas públicas eficientes e acesso à saúde mental.
Como psicóloga, reforço a importância de olharmos para essa temática com responsabilidade:
🌱 É possível viver com esquizofrenia com dignidade, apoio e tratamento.
🌱 É essencial combater o estigma e a associação equivocada entre transtorno mental e violência.
🌱 E é urgente fortalecer serviços de saúde mental, para que pessoas e famílias não enfrentem essa luta sozinhas.
Que essa notícia não gere medo, mas consciência.
Que gere menos julgamento e mais empatia.
Que gere menos silêncio e mais políticas públicas