Dr Bruno Halpern - Clínica Halpern

Dr Bruno Halpern - Clínica Halpern Endocrinologia e Metabologia

Dr. Bruno Halpern
CRM-SP 124.905

Informações de saúde fornecidas pelo Dr. Bruno Halpern
Atual Editor da Revista "Evidências em Obesidade" da Associação Brasileira de Estudos de Obesidade (ABESO)
Diretor da Associação Brasileira de Estudos de Obesidade (ABESO)
Diretor da Federación Latinoamericana de Sociedads de Obesidade (FLASO), representando o Brasil na entidade
Chefe do Centro de Controle de Peso do Hospital 9 de Julho
Graduado em Medicina, Especialista em Clínica Médica e Endocrinologia - Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo/ Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP
Especialista em Endocrinologia pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e sócio ativo dessa sociedade

O foco da página é em Metabolismo (Obesidade, Diabetes, Colesterol e risco cardiovascular) e Endocrinologia Geral

No Dia Internacional da Mulher, deixo meus parabéns a todas, e deixo também uma reflexão sobre desigualdades. 👉Sempre di...
08/03/2026

No Dia Internacional da Mulher, deixo meus parabéns a todas, e deixo também uma reflexão sobre desigualdades.

👉Sempre discuto que a obesidade é uma doença crônica, com grande componente biológico e genético, que explicam porque algumas pessoas podem ser mais suscetíveis a outras para ganho de peso dentro de um mesmo contexto. Porém, para explicar curvas de crescimento da obesidade no mundo nas últimas décadas, temos que entender que o contexto ambiental e social que vivemos impactam fortemente sobre esse risco, e os dados do Atlas Mundial de Obesidade mostram isso.

👉Especificamente em relação à diferença de gênero, um dado relevante salta aos olhos: em países de baixa renda, a proporção de mulheres com sobrepeso ou obesidade em 2015 era de 26% projetado para 37% em 2030, enquanto a de homens era de 19%, e projetado para 25%. Já em países de alta renda, esses números se revertem, com 61% de homens e 50% de mulheres com sobrepeso em 2016, e uma projeção de 66% e 53% em 2030.

👉No Brasil, o último dado do IBGE de 2019 mostrou que 30% das mulheres tinham obesidade (e 63% sobrepeso), versus 23% dos homens (60% sobrepeso).

👉Isso demonstra aspectos sociais: o culturalmente aceito excesso de trabalho das mulheres (profissional, doméstico e materno), que não permite tempo livre ou escolhas, levando ao sedentarismo e consumo excessivo de ultraprocessados, é mais visível e perverso em população de baixa renda.

👉Entender os determinantes sociais e econômicos de saúde é fundamental, para não seguirmos repetindo a ladainha que “tudo se resume a escolhas”. E o papel de profissionais de saúde em uma divulgação responsável sobre o tema é fundamental!

Ref: World Obesity Atlas 2025

07/03/2026

Gerenciar expectativas no tratamento da obesidade é fundamental; é entender que as respostas terapêuticas são diferentes, também! Hoje, prescrever medicamentos de alta eficácia é “simples”, mas o tratamento da obesidade segue com suas complexidades; e o que diferencia um bom tratamento não é necessariamente a conduta inicial, mas como conduzir o processo, manejando expectativas, corrigindo rotas, mantendo motivação, e combinando intervenções . Ref: Jastreboff. Tirzepatide for obesity treatment and obesity prevention. NEJM 2024 (sou um dos co-autores!)

Na semana do Dia Mundial da Obesidade, devemos sempre lembrar: ⭐️A gordofobia é extremamente frequente em nosso mundo, s...
06/03/2026

Na semana do Dia Mundial da Obesidade, devemos sempre lembrar:

⭐️A gordofobia é extremamente frequente em nosso mundo, seja com bullying em jovens, comentários pejorativos; e o que é muito cruel, é real dentro dos sistema de saúde, com profissionais de saúde contribuindo para isso e afastando as pessoas com obesidade de buscar tratamento.

👉Essa situação cruel levou à criação de movimentos que combatem e apontam para essa situação, e tentam resgatar a auto-estima e confiança de pessoas com obesidade, e isso é excelente e importante.

👉Há situações, no entanto, em que alguns desses movimentos começam a criticar quem vê obesidade como doença, ou mesmo um fator de risco para outras doenças: e criticam qualquer forma de tratamento para obesidade. E isso é problemático, pois nega a ciência, e interpreta errado o objetivo do tratamento da obesidade, que não é tornar todos magros, dentro de um “peso ideal” construído pela sociedade, mas sim melhorar a saúde e qualidade de vida!

👉Nesse sentido, é importante entender que apontar gordofobia e combatê-la não é antagônico com considerar obesidade doença e que merece tratamento. Pelo contrário!

👉Ao entender que a fisiologia que leva à obesidade e a perpetua é extremamente complexa, e com uma base genética e ambiental, descartamos que a obesidade seja um “estilo de vida” facilmente resolvível; muito menos “falta de caráter”, responsabilidade, ou força de vontade.

👉Ao mesmo tempo, quem defende tratamento sério da obesidade entende que perdas de peso muito menores que o necessário para “normalizar” o IMC já trazem benefícios e podem ser o objetivo de um tratamento (como o conceito de obesidade controlada).

👉Essa discussão é importantíssima para aproximar movimentos de pessoas que valorizam todos os corpos daqueles que, dentro de um ambiente acadêmico e de cuidado, respeitam e acolhem quem tem obesidade, oferecendo tratamentos factíveis e sérios! Ambos combatem a gordofobia, mas ao conversarem pouco, por vezes são vistos como antagônicos!

48 horas intensas em Londres, para celebrar, na sede da  o nosso evento mais importante do ano, o Dia Mundial da Obesida...
05/03/2026

48 horas intensas em Londres, para celebrar, na sede da o nosso evento mais importante do ano, o Dia Mundial da Obesidade.

👉Lançamos o Atlas Mundial, que fala sobre os preocupantes números da Obesidade Infantil, e houve eventos simultâneos ao redor do mundo!

👉Tive o prazer de estar com a equipe da World Obesity tirando fotos em cartões postais de Londres para conscientizar sobre essa doença tão prevalente, estigmatizada e sim… desconhecida. Pois a maioria dos profissionais de saúde não sabem nada sobre ela! Entre os panelistas, além de mim, celebridades britânicas como , grandes médicos como e também ouvimos a voz de pessoas com obesidade, como Ângela Chesworth; com um discurso emocionado.

👉Participei também de um painel com mais de 60 jornalistas do mundo todo, onde pude falar sobre as barreiras ao tratamento, à importância de entendermos a obesidade como doença crônica, e os obstáculos e oportunidades que temos para que os governos reconheçam a importância de prevenir e tratar a obesidade. Além disso, dei entrevistas para mais de 10 meios de comunicação do mundo todo, como o .pt entre outros sempre enfatizando a importância do discurso correto quando essa doença é discutida na mídia, entre ela veículos brasileiros, como a EBC, Folha e também uma entrevista com a .

👉Hoje foi dia de Comemoração com a equipe, pois o Dia Mundial bateu recordes de menções ao redor do mundo e já tem vida própria! Há muito mais a fazer, mas dias como esse me fazem perceber que vale a pena seguir na luta.

👉Continuaremos com o “Mês da Obesidade” pela , que será fantástico!

05/03/2026

Em Londres, para o Dia Mundial da Obesidade, e lançamento do novo Atlas de Obesidade 2026, da . 90 milhões de crianças e adolescentes vivem com sinais de doenças crônicas relacionadas à obesidade nesse momento; doenças que antes considerávamos de adultos ou até idosos. Cenário preocupante, principalmente nas famílias de baixa renda.

Em um excelente painel realizado em Londres, em comemoração ao Dia Mundial da Obesidade, tive a honra de ouvir Angela Ch...
04/03/2026

Em um excelente painel realizado em Londres, em comemoração ao Dia Mundial da Obesidade, tive a honra de ouvir Angela Chesworth, da Escócia, compartilhar sua experiência como pessoa que vive com obesidade, e as dificuldades que enfrentou ao longo da vida.

👉 Ao longo da discussão, Angela contou como sempre ouvia que “precisava tentar mais”, que no fundo estava naquela situação por causa de suas escolhas.

👉 E então desabafou com uma frase que silenciou a sala:
“Vocês acham que eu escolhi ser humilhada e julgada todos os dias da minha vida?” Ela relatou como o estigma deteriorou sua saúde mental por anos, até buscar ajuda e realizar cirurgia bariátrica. E como ainda dói ver outras pessoas com obesidade passando pelo mesmo preconceito.

👉 Toda vez que participo de painéis com pessoas que vivem com obesidade, fico impactado. São relatos de situações cotidianas que muitos nunca param para perceber e que mostram o quanto o estigma está enraizado. Infelizmente, justamente por causa desse estigma, a maioria não se sente confortável para compartilhar suas experiências. Mas acredito cada vez mais que, quando essas vozes encontram espaço, o impacto é profundo. Histórias pessoais transformam mais do que estatísticas: inclusive na formulação de políticas públicas.

👉 Neste Dia Mundial da Obesidade, deixo um apelo:
julgue menos, escute mais.

Se fizermos isso, podemos mudar o mundo!

Hoje, no Dia Mundial da Obesidade, saiu o novo Atlas da Obesidade da  esse ano focado em obesidade na infância e adolesc...
04/03/2026

Hoje, no Dia Mundial da Obesidade, saiu o novo Atlas da Obesidade da esse ano focado em obesidade na infância e adolescência.

👉E os dados são assustadores: mais de 180 países tiveram aumento na prevalência de obesidade infantil, e apesar disso, muito poucos países estão realmente tomando medidas de prevenção e tratamento; na prática; não estamos tomando medidas para frear esse crescimento - que deve subir- nem estamos oferecendo tratamento adequado, aumentando o risco de complicações precoces (como hipertensão, diabetes, doença hepática gordurosa, além, é claro, do estigma, que leva a grande sofrimento psicológico). Os dados permitem dizer que estamos abandonando a próxima geração à própria sorte (e as próximas também, visto que a obesidade materna e paterna é fator de risco para obesidade nas gerações futuras).

👉No Brasil, já são 15 milhões de criança e adolescentes com obesidade, e o aumento é maior em família de baixa e média renda, onde o consumo de alimentos ultraprocessados cresce, por questões de custo e tempo (menos tempo de cozinhar e até distância maior para locais que vendem alimentos in natura). É fundamental que possamos entender a obesidade não como fruto de maus hábitos ou escolhas, mas como uma doença estrutural, e relacionada a questões sócio-econômicas, em que mudanças reais só serão atingidas com estratégias de políticas públicas (as mesmas que quando são propostas são tão criticadas, como imposto seletivo). Enquanto continuarmos a apontar o dedo para quem tem a doença ou a família, seguiremos com esse crescimento!

Mude sua forma de ver a obesidade! 8 bilhões de razões para agir!

02/03/2026

Nova Diretriz de manejo peri-operatório da hiperglicemia publicada: entre os destaques, a questão da interrupção dos agonistas de GLP1 antes da cirurgia! Muitas vezes a interrupção não só não é benéfica como pode ser maléfica!

Em geral, quando estou empacado com alguma aula, artigo ou preciso de uma idéia nova, saio para correr e raramente essa ...
28/02/2026

Em geral, quando estou empacado com alguma aula, artigo ou preciso de uma idéia nova, saio para correr e raramente essa estratégia não me é útil.

👉Quando estamos em frente a um computador e um celular, não organizamos as ideias tão bem quanto quando tudo o que temos é nosso cérebro trabalhando; ter a cabeça livre de informações que nós são bombardeadas o tempo inteiro é uma excelente forma de exercer a criatividade.

👉Às vezes me perguntam como tenho tempo para fazer tantas coisas, e posso dizer que enquanto corro tenho ideias para fazer tantas mais, e até gostaria de fazer isso com mais frequência do que faço hoje. Minhas melhores aulas, e muitas ideias de posts saíram desse período de corrida.

👉O fato é que hoje temos cada vez menos tempo para conversar com a gente mesmo: cada momento que fazíamos isso, corremos para o celular para ver alguma coisa, e esse momento de desconectar faz muita falta!

👉Assim, aos que me dizem não fazer exercício por questão de tempo, tento lembrá-los disso: o tempo passado no exercício não é desperdiçado, é um investimento. E pode inclusive te poupar muito tempo posteriormente, não apenas em questão de saúde, mas também em ideias e criatividade! Pense nisso!

👉Fiz hoje um post menos científico e mais de experiência pessoal, combinando com o belo sábado que vejo pela janela!

27/02/2026

Falo aqui sobre minha boa publicação com , sobre o panorama da obesidade no Brasil. Por que 214 milhões de razões para agir? Pois esse é o tamanho de nossa população e obesidade diz respeito a todos! O tema da Campanha do Dia Mundial da Obesidade, da que será semana que vem dia 04/03, é “8 bilhões de razões para agir”.

26/02/2026

Uma discussão sobre método científico e como me preocupa quando cientistas sugerem fazer estudos sem seguir ritos. Alegações extraordinárias exigem evidências extraordinárias (como ocorreu com a insulina em diabetes tipo 1) e até o momento não temos isso!

Uma das confusões mais comuns quando falamos de composição corporal é a ideia de que “massa magra” e “massa muscular” sã...
25/02/2026

Uma das confusões mais comuns quando falamos de composição corporal é a ideia de que “massa magra” e “massa muscular” são sinônimos. Além de uma questão semântica, isso tem implicações mais amplas, pois atrapalham o entendimento do que ocorre quando emagrecemos, por exemplo.

👉De uma forma bem simplificada, a “massa magra” é também conhecida como “massa livre de gordura” e é constituída por tudo no nosso corpo que não seja a gordura; assim, além dos músculos, os ossos, órgãos do corpo, pele, sangue, água e o que mais pensar fazem parte dela.

👉Embora os músculos sejam um dos principais constituintes da massa magra e sem dúvida o mais sujeito a variações no caso de ganhos ou perdas de peso, não podemos simplesmente dizer, ao perder , por exemplo, 2kgs de massa magra num programa de emagrecimento que perdemos 2kg de músculo. A água corporal se reduz e os próprios órgãos também. Inclusive, o que nem todos sabem, é que é esperado que a massa magra se reduza em valores absolutos na perda de peso (até 250g de redução por kg de peso perdido é o padrão), embora percentualmente ela aumente. Podemos sempre trabalhar para reduzir ao máximo a perda (mais exercícios, de preferências resistidos, mais consumo de proteínas, sono bom, restrição ao álcool, etc), mas raramente emagrecemos e aumentamos em valor absoluto a massa magra; inclusive buscar ambas as coisas ao mesmo tempo pode atrapalhar.

👉Usar métodos de avaliação corporal, como Bioimpedâncias ou densitometria de corpo inteiro ajuda a avaliar a progressão (atenção: as comparações devem sempre ser feitas nas mesmas máquinas) mas saber interpretar as variações é fundamental, para não gerar frustrações em cima de resultados que são perfeitamente normais!

Endereço

Agendamento De Consultas Presenciais Ou Online:095
São Paulo, SP
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