Psicóloga Francinéia Fabrizzio

Psicóloga Francinéia Fabrizzio Psicóloga | Neuropsicóloga | Psicopedagoga. Clínica da infância e adolescência. Avaliação e intervenção. Orientação psicanalítica. Supervisão e docência.

Estudos em neurociência. Palestrante e idealizadora do Instituto Espaço Práxis.

02/04/2026
Atendimento Psicológico InfantilA criança, muitas vezes, não consegue explicar o que está sentindo. O sofrimento psicoló...
05/03/2026

Atendimento Psicológico Infantil

A criança, muitas vezes, não consegue explicar o que está sentindo. O sofrimento psicológico pode aparecer como irritação, medos, dificuldades na escola, mudanças no comportamento ou noites mal dormidas. Outras vezes surge como silêncio, retraimento ou insegurança.

A escuta psicológica infantil oferece um espaço próprio para a expressão da criança. Por meio do brincar e do lúdico, ela pode elaborar e compreender aquilo que ainda não consegue colocar em palavras.

O atendimento psicológico especializado auxilia no cuidado emocional da criança e também orienta a família nesse processo.

Atendimento psicológico infantil
Agendamentos pelo WhatsApp
(11) 96717-4294

Psicóloga Francinéia Fabrizzio
CRP 06/139084

Nem sempre o impasse clínico está no caso.Às vezes, ele aparece na condução, nas dúvidas silenciosas do manejo, nos limi...
01/03/2026

Nem sempre o impasse clínico está no caso.

Às vezes, ele aparece na condução, nas dúvidas silenciosas do manejo, nos limites éticos que atravessam o trabalho com o outro.

A supervisão clínica é um espaço de elaboração do percurso profissional, construção de hipóteses e sustentação da direção do trabalho terapêutico.

Ofereço supervisão clínica em Psicologia e Psicopedagogia para profissionais formados ou em formação, com foco na construção de hipóteses, direção clínica e elaboração do trabalho analítico.

Atendimentos individuais ou em pequenos grupos.

📲 Agendamentos pelo WhatsApp
📍 Tatuapé • São Paulo

Psicóloga/Psicanalista Francinéia Fabrizzio

A MISTURA DO BRASIL: ENTRE RÓTULOS COLONIAIS, CIÊNCIA E REALIDADE SOCIAL A ciência é clara: raça biológica não existe. A...
22/02/2026

A MISTURA DO BRASIL: ENTRE RÓTULOS COLONIAIS, CIÊNCIA E REALIDADE SOCIAL

A ciência é clara: raça biológica não existe. A genética demonstra que todos os seres humanos compartilham mais de 99,9% do DNA. As diferenças físicas são adaptações históricas, não divisões biológicas profundas.
Mas há uma verdade que também precisa ser dita:
Mesmo sendo uma construção social, a raça produz efeitos reais.

No Brasil, categorias raciais criadas no período colonial ajudaram a estruturar desigualdades que permanecem até hoje. A cor da pele ainda influencia oportunidades, tratamento social, acesso à educação, renda, segurança e representação.

O racismo não desaparece porque a biologia o desmente.
Ele se mantém nas estruturas.
E muitas vezes ele não é explícito — é velado.
Está nas piadas “inofensivas”.

Na suspeita automática.
Na exigência constante de “provar competência”.
Na diferença de abordagem.
Na sub-representação em espaços de poder.
Negar a existência biológica de raças não significa negar a existência do racismo. Pelo contrário: compreender que raça é uma construção social nos ajuda a enxergar como essa construção foi usada historicamente para justificar desigualdades.

A ciência desmonta o mito da inferioridade biológica.
Mas a sociedade ainda precisa enfrentar a desigualdade histórica.
Reconhecer que somos geneticamente semelhantes não elimina as desigualdades sociais. O desafio contemporâneo é transformar esse conhecimento científico em prática social: igualdade de oportunidades, respeito e justiça.

O Brasil não é uma equação racial.
Mas é uma sociedade marcada por hierarquias raciais construídas ao longo da história.
Enfrentar o racismo — inclusive o racismo velado — é parte essencial de compreender quem somos e quem queremos ser.

Nos anos 1920, a empresa US Radium contratou centenas de jovens mulheres para pintar mostradores de relógios e instrumen...
21/02/2026

Nos anos 1920, a empresa US Radium contratou centenas de jovens mulheres para pintar mostradores de relógios e instrumentos com uma tinta que brilhava no escuro. O efeito luminoso vinha do rádio, um elemento recém descoberto na época e cercado por uma aura de progresso e modernidade. As funcionárias eram informadas de que o material era completamente seguro, o que transformava aquele trabalho repetitivo em algo quase glamouroso para muitas delas.

Para garantir traços finos e precisos, as supervisoras ensinavam a técnica conhecida como “lip, dip, paint”, em que as operárias afinavam o pincel com a boca antes de mergulhá lo novamente na tinta. Algumas chegaram a pintar unhas, dentes e até o rosto para brilhar no escuro como forma de diversão. O que elas não sabiam era que o rádio, ingerido diariamente em pequenas quantidades, se acumulava no corpo e se fixava nos ossos, onde começava a destruir tecidos de dentro para fora.

Com o tempo, surgiram sintomas devastadores: dores intensas, dentes caindo, mandíbulas que literalmente se desintegravam e tumores agressivos. Enquanto isso, os cientistas e executivos da empresa já utilizavam proteção adequada, cientes dos riscos, mas esconderam a verdade para evitar custos e processos. Muitas dessas mulheres levaram a empresa aos tribunais já em estado terminal. O sacrifício das chamadas Radium Girls expôs um dos maiores escândalos industriais do século XX e foi decisivo para a criação das leis modernas de segurança do trabalho, que hoje protegem milhões de trabalhadores ao redor do mundo.

Psicóloga Francinéia Fabrizzio

Há crianças que falam muito.Há crianças que quase não falam.Mas nenhuma delas é silenciosa por dentro.Entre o que aparec...
19/02/2026

Há crianças que falam muito.
Há crianças que quase não falam.
Mas nenhuma delas é silenciosa por dentro.

Entre o que aparece no comportamento e o que se organiza no mundo interno, existe um intervalo. Às vezes esse intervalo vira agitação.

Às vezes vira retraimento. Às vezes vira dificuldade na escola.

Nem tudo o que não é dito está ausente.

Muitas vezes está apenas à espera de um lugar onde possa existir sem pressa, sem rótulo, sem tradução apressada.

Escutar não é corrigir.
Também não é decifrar.

É sustentar um espaço onde algo possa, finalmente, ganhar contorno, fala e expressão.

E há universos que só se revelam quando não estamos tentando capturá-los ou transforma-los em nossa verdade.

Psicóloga Francinéia Fabrizzio
Psicanalista/ Psicopedagoga
Especialista em atendimento infantil e adolescência
Pós graduada em Neurodiversidade e Neurodivergência.

Aquilo que não encontra palavra não se cala, vira ruído.Freud propõe que o sofrimento psíquico não deriva apenas do acon...
16/02/2026

Aquilo que não encontra palavra não se cala, vira ruído.

Freud propõe que o sofrimento psíquico não deriva apenas do acontecimento traumático em si, mas da impossibilidade de reação afetiva adequada diante dele. Quando o afeto não encontra via de expressão, permanece ligado à representação recalcada como uma força atuante.

Na escuta clínica, é frequente que o sujeito
apresente sua experiência recente por meio de relatos aparentemente esvaziados de acontecimento, descrevendo a semana como “normal” ou “sem nada digno de nota”.

No entanto, tal economia narrativa não corresponde necessariamente a uma ausência de afetação psíquica. Ao contrário, muitas vezes revela uma dissociação entre a experiência vivida e sua possibilidade de simbolização.

O que não encontra inscrição na palavra tende a se manifestar sob a forma de excesso.

O que não se ab-reage não se extingue. Aquilo que não encontra palavra não se dissolve, retorna como ruído psíquico, sintoma ou tensão difusa.

O afeto não elaborado persiste como resto que insiste em se manifestar. Freud descreve esse processo como a permanência de um “afeto estrangulado”, que exige descarga ou elaboração simbólica. Nesse sentido, a ab-reação não é simples catarse emocional, mas a possibilidade de o afeto se ligar à palavra, integrando-se a uma nova cadeia associativa.

Afetos que não se ligam a representações simbólicas buscam outras vias de expressão, frequentemente corporais ou sintomáticas.

Nesse sentido, a diferença entre a fala socialmente organizada e a dinâmica psíquica é fundamental: enquanto a primeira opera por síntese e adaptação, a segunda insiste em se fazer presente mesmo quando não encontra linguagem disponível.

Pode-se compreender o sintoma como efeito dessa falha de tradução. Entre o que o sujeito relata e o que efetivamente experimenta existe um campo de afetos não simbolizados, cuja pressão exige algum tipo de inscrição.

Quando a experiência não encontra palavra, ela não desaparece, apenas se desloca. O sintoma emerge como tentativa de inscrição do que não pôde ser elaborado discursivamente.

Nesse contexto, a fala, no trabalho clínico, não se reduz a um ato de descarga emocional.

Falar não equivale a despejar conteúdos, mas a estabelecer ligações. Trata-se de um processo de articulação no qual o excesso afetivo é progressivamente integrado a uma narrativa possível.

A linguagem opera como dispositivo de ligação entre sensação e sentido, permitindo que o sujeito reconheça e reordene sua experiência.

O efeito transformador da fala não reside no apagamento do sofrimento, mas na produção de lugar para ele. Quando o afeto encontra inscrição simbólica, deixa de exigir expressão compulsiva.

O que antes se impunha como grito pode passar a circular como palavra. Assim, a clínica não visa eliminar o excesso, mas torná-lo habitável por meio da simbolização.

Referências

FREUD, S. Estudos sobre a histeria (1893–1895). In: ESB. Rio de Janeiro: Imago, 1996.

FREUD, S. Recordar, repetir e elaborar (1914). ESB, v. XII. Rio de Janeiro: Imago, 1996.

FREUD, S. Inibição, sintoma e angústia (1926). ESB, v. XX. Rio de Janeiro: Imago, 1996.

LACAN, J. Função e campo da fala e da linguagem em psicanálise (1953). In: Escritos. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.

Psicóloga/Psicanalista Francinéia Fabrizzio

Durante o período de Carnaval, estaremos em um breve recesso para pausa e reorganização das atividades.Retornamos com a ...
10/02/2026

Durante o período de Carnaval, estaremos em um breve recesso para pausa e reorganização das atividades.

Retornamos com a agenda regular a partir do dia 18/02.

Desejamos a todos um período tranquilo, seguro e de boas brincadeiras.

Instituto Espaço Práxis - Núcleo da infancia e adolescência.

Endereço

São Paulo, SP

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Psicóloga Francinéia Fabrizzio posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para Psicóloga Francinéia Fabrizzio:

Compartilhar