Nefro Irina Antunes

Nefro Irina Antunes Médica Nefrologista incansável atrás do melhor resultado. Amante do Universo Pet e da Gastronomia
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Beber água é fundamental, mas para quem forma cálculos renais de repetição, apenas a hidratação não é a solução definiti...
22/04/2026

Beber água é fundamental, mas para quem forma cálculos renais de repetição, apenas a hidratação não é a solução definitiva.

A nefrolitíase recorrente geralmente aponta para um desequilíbrio metabólico na sua urina: um excesso de cálcio, de oxalato ou uma deficiência de substâncias protetoras, como o citrato. Sem investigar a causa química por trás da formação da pedra frequentemente através da análise da urina de 24 horas você corre o risco de repetir o ciclo de dor e possíveis lesões renais. Tratar o cálculo é um evento de emergência; tratar a formação é prevenção nefrológica de longo prazo.

O uso de agonistas do receptor de GLP-1 (como o Ozempic) tem revolucionado o tratamento do diabetes e da obesidade, mas ...
22/04/2026

O uso de agonistas do receptor de GLP-1 (como o Ozempic) tem revolucionado o tratamento do diabetes e da obesidade, mas sua aplicação na nefrologia vai muito além da perda de peso.

Estudos recentes indicam que esses fármacos possuem um efeito nefroprotetor direto, reduzindo a albuminúria e diminuindo a taxa de declínio da função renal. No entanto, o uso deve ser feito sob supervisão estrita, especialmente em pacientes com perda de função renal já instalada, onde o ajuste de dose e o monitoramento da volemia são críticos. A ciência avança rápido, mas a segurança do paciente renal exige critério clínico.

Pressão alta que não responde aos medicamentos habituais é um sinal de alerta clássico, e muitas vezes, a causa não está...
20/04/2026

Pressão alta que não responde aos medicamentos habituais é um sinal de alerta clássico, e muitas vezes, a causa não está no coração, mas nos rins.

A Hipertensão Secundária de causa renal como a Estenose de Artéria Renal ocorre quando o fluxo sanguíneo que chega aos rins é reduzido. O rim, detectando essa baixa irrigação, dispara hormônios potentes que elevam a pressão sistêmica para tentar “forçar” a circulação. Tratar apenas os números da pressão, sem investigar a origem, é atuar no sintoma, não na doença. Se você usa múltiplos anti-hipertensivos e a pressão segue instável, a avaliação vascular nefrológica é indispensável.

Na busca pelo diagnóstico exato, exames de sangue e imagem têm limites. Em muitos casos, precisamos “ler” o tecido renal...
17/04/2026

Na busca pelo diagnóstico exato, exames de sangue e imagem têm limites. Em muitos casos, precisamos “ler” o tecido renal para entender a causa real da agressão.

A biópsia renal é o procedimento padrão-ouro para diagnosticar glomerulopatias e doenças autoimunes. Ela nos revela o grau de inflamação e, mais importante, o potencial de recuperação do órgão.

Decidir um tratamento sem o diagnóstico histológico, em casos complexos, é como caminhar no escuro. A precisão da biópsia é o que nos permite oferecer a terapia mais segura e eficaz para cada indivíduo.

Estamos vivendo a maior revolução da nefrologia nas últimas décadas com o uso das Gliflozinas (iSGLT2).Originalmente des...
15/04/2026

Estamos vivendo a maior revolução da nefrologia nas últimas décadas com o uso das Gliflozinas (iSGLT2).

Originalmente desenvolvidos para o diabetes, esses medicamentos mostraram uma capacidade extraordinária de “blindar” o rim, diminuindo a pressão intraglomerular e reduzindo a inflamação do tecido renal. Hoje, eles são pilares no tratamento para retardar a progressão da doença renal crônica e reduzir o risco de insuficiência cardíaca.

A medicina moderna nos permite ir além do controle de danos; hoje, trabalhamos ativamente para redesenhar o prognóstico e preservar a autonomia do paciente por muito mais tempo.

Muitas vezes, a fadiga extrema que o paciente renal sente não é falta de repouso, mas uma falha endócrina.Os rins produz...
13/04/2026

Muitas vezes, a fadiga extrema que o paciente renal sente não é falta de repouso, mas uma falha endócrina.

Os rins produzem um hormônio vital chamado Eritropoetina, responsável por avisar à medula óssea que é hora de produzir glóbulos vermelhos. Com a progressão da doença renal, essa produção diminui, levando à anemia.
É por isso que, na nefrologia, tratar o cansaço exige mais do que suplementação de ferro; exige o manejo hormonal preciso para devolver ao paciente a vitalidade e a disposição necessárias para o dia a dia.

No Dia Mundial da Saúde, precisamos falar sobre a invisibilidade da Doença Renal Crônica.Muitos pacientes chegam ao cons...
07/04/2026

No Dia Mundial da Saúde, precisamos falar sobre a invisibilidade da Doença Renal Crônica.

Muitos pacientes chegam ao consultório acreditando estarem saudáveis porque seus “check-ups de rotina” estavam normais. No entanto, exames comuns muitas vezes não incluem a dosagem da albuminúria ou o cálculo da TFG, ferramentas essenciais para detectar o dano renal antes que ele seja irreversível.

O rim é um órgão silencioso; ele pode perder mais da metade de sua função sem causar uma única dor. Saúde renal real não se faz com exames superficiais, mas com a gestão rigorosa de riscos como a hipertensão e o ácido úrico.

A Páscoa é, essencialmente, uma celebração sobre a renovação e a continuidade da vida.Na prática nefrológica, lidamos di...
05/04/2026

A Páscoa é, essencialmente, uma celebração sobre a renovação e a continuidade da vida.

Na prática nefrológica, lidamos diariamente com o valor do tempo e a importância de decisões que preservam o futuro. Que este período de pausa seja uma oportunidade para valorizar o equilíbrio e a serenidade ao lado daqueles que amamos.

Desejo uma Páscoa de paz e renovação a todos os meus pacientes, familiares e colegas de profissão.

Na nefrologia, não trabalhamos com proibições genéricas, mas com manejo metabólico de precisão.O chocolate, especialment...
03/04/2026

Na nefrologia, não trabalhamos com proibições genéricas, mas com manejo metabólico de precisão.

O chocolate, especialmente nesta época, levanta uma questão central na Doença Renal Crônica: o controle de eletrólitos. O cacau e o leite são fontes ricas em potássio e fósforo, elementos que o rim comprometido tem dificuldade em excretar. Quando o fósforo se acumula, ele altera o equilíbrio do Paratormônio (PTH), podendo causar calcificações vasculares e fragilidade óssea.

A escolha entre o amargo ou ao leite não é apenas uma questão de paladar, mas de entender se o seu desafio atual é o potássio ou a carga de fósforo. Conhecer seus exames laboratoriais é o que permite que concessões sejam feitas com segurança, sem comprometer a estabilidade do tratamento.

E quando o inimigo vem de dentro? As glomerulonefrites ocorrem quando o sistema imunológico ataca os próprios glomérulos...
01/04/2026

E quando o inimigo vem de dentro? As glomerulonefrites ocorrem quando o sistema imunológico ataca os próprios glomérulos as unidades filtrantes dos rins.

Doenças como Lupus ou a Nefropatia por IgA podem causar inflamações silenciosas que, se não tratadas, levam à fibrose irreversível. O diagnóstico precoce, muitas vezes através da biópsia renal, é o que nos permite agir com precisão.

Na nefrologia de excelência, buscamos o diagnóstico diferencial para oferecer a imunossupressão correta e poupar seus rins de danos futuros.

O diagnóstico preciso é a melhor arma contra as doenças autoimunes.

A jornada para o transplante renal é feita de detalhes técnicos que garantem a sua segurança. Você sabia que o preparo v...
30/03/2026

A jornada para o transplante renal é feita de detalhes técnicos que garantem a sua segurança. Você sabia que o preparo vai muito além da compatibilidade sanguínea?

Exames como o PRA avaliam se você tem anticorpos que poderiam atacar o novo rim, enquanto o Crossmatch é o teste final para evitar uma rejeição imediata. Em alguns casos, usamos a dessensibilização para tornar o transplante possível mesmo em pacientes hiperimunes.

A segurança do enxerto reside no rigor do pré-operatório. Cada detalhe conta para que o novo rim seja um recomeço duradouro.

O planejamento é o que transforma a espera em esperança real.

O medo da hemodiálise é comum, mas o conhecimento é o que traz segurança e paz para o paciente e sua família.Diferente d...
27/03/2026

O medo da hemodiálise é comum, mas o conhecimento é o que traz segurança e paz para o paciente e sua família.

Diferente do que muitos pensam, a decisão de iniciar a diálise não depende apenas de um número de ureia ou creatinina. Avaliamos o bem-estar do paciente: a presença de falta de ar, o inchaço que não cede, a perda de apetite e a fadiga extrema.

O preparo (fístula, cateter e apoio emocional) transforma o tratamento de uma “urgência traumática” em uma ferramenta de qualidade de vida. Planejar o início da terapia é um ato de cuidado e governo sobre a própria saúde.

Vamos conversar sobre como o planejamento pode mudar essa jornada?

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