02/11/2020
Num ano que a morte br**ca tanto com a vida, as despedidas são inevitáveis. Como f**amos com nossos sentimentos, o que importa? Sabemos da verdadeira essência. Mas... f**a tão duro, pois esperamos amor de pedra, compreensão compulsória e esperança no outro. Porém, o outro está sem forças, fechado na sua singularidade e até mesmo nos seus medos. Cada um por si!!! Dá tanto medo!!! Como continuar a ter esperança e acreditar em mágica. Entender se não é ilusão tudo o que você criou ou se é realmente algo sólido. Coisas são coisas, as pessoas são mais importantes. As vezes as coisas passam por pessoas que nos deixam desnorteados. As emoções se misturam. A morte nos deixam solitários, pois todos fogem desse sentimento, ninguém quer acreditar. Talvez, esteja aí o grande medo da solidão. Mas, a vida em si também não é sozinha? Num momento em que se discute a necessidade da ciência, como lidarmos com a sua subjetividade sem sermos egoístas? Se a morte assusta, então outras vidas importam, ou será somente a nossa? Quanto nos abdicamos para salvar vidas, ou para salvar a nossa própria vida? Acredito que Freud não nos explica, ele ecoa e nos provoca. Como é escutar? Estamos realmente prontos para isso?