15/07/2025
É comum ver por aí comentários como: “Lipedema não existe, as pessoas precisam parar de descontar suas emoções na comida, isso sim.” ou ainda tentativas de explicar o lipedema como um transtorno psicológico. É preciso ter muito cuidado com esse tipo de fala.
O lipedema é uma doença crônica, multifatorial, com alta prevalência entre mulheres com predisposição genética. Ele não é causado por maus hábitos alimentares ou sedentarismo.
Sim, o ambiente e os hábitos de vida podem influenciar no agravamento dos sintomas. E sim, muitas pacientes convivem também com compulsão alimentar, ansiedade e depressão, que podem impactar o avanço da doença. Mas isso não significa que a doença seja “culpa” da paciente.
O estigma e a desinformação sobre o lipedema, podem gerar ou agravar o sofrimento emocional, contribuindo para o isolamento social, a baixa autoestima e até a recusa ao tratamento.
É por isso que o acompanhamento psicológico, em alguns momentos da jornada, é muito importante. Não por haver algo “errado” com a paciente, mas porque viver com uma doença invisibilizada e pouco compreendida exige apoio emocional, compreensão e acolhimento.
Simplificar uma condição complexa com julgamentos rasos é um erro. O lipedema não é preguiça, não é desleixo, não é resultado de comer demais.
É uma doença com bases genéticas, hormonais e inflamatórias que requer cuidado multidisciplinar e sobretudo, respeito.
Dr. Fabio Kamamoto CRM 97386 / RQE 27691
Instituto Lipedema Brasil
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