26/05/2023
Buscamos saber as respostas para nossas dúvidas, sofrimentos, dores, indignações.
Acreditamos haver em alguém, em algum lugar a solução para nos tirar de uma situação, momento, ou de uma realidade à qual nos vemos imersos.
Meu questionamento é sobre a banalização, o excesso, e especialmente o reduzido embasamento teórico, conceitual e científico das “soluções” e diagnósticos que se
propagam a torto e a direito especialmente nas redes e o quanto isso é mais gerador ainda de sofrimentos.
Não há resposta pronta, imediata, universal que possa ser “consumida” antes de se questionar o porquê de determinado sofrimento, sem antes um entendimento a
respeito da particularidade de cada sujeito, sua organização psíquica e da análise das condições sócio-econômica-política na qual estamos inseridos.
Estão sendo criadas ou sendo muito mal empregadas nomenclaturas das mais diversas, muitas vezes de modo errôneo e banal, sem senso crítico ou fundamento teórico e científico para “solucionar” um sofrimento humano, sem antes se interrogar sobre a causa, a motivação ou o porquê de tais questões.
No entanto, diante do sofrimento humano, o que vai se notando é a consolidação de uma mercado que passa a ofertar “fórmulas, soluções, respostas, diagnósticos”.
Imersos que estamos em uma lógica capitalista, imediatista, consumista e muito pouco afeita ao tempo necessário para o entendimento da dinâmica de funcionamento humano, somos invadidos por discursos que atropelam nosso próprio tempo de entendimento das coisas e somos esvaziados com nomenclaturas
rasas e “supostas” soluções.
Neste sentido, faz-se urgente a necessidade de debates, discussões a respeito do que está sendo difundido como “resposta” para o problema das pessoas para não criarmos ainda mais sofrimentos.
Da parte dos profissionais, é especialmente necessário o retorno contínuo e consistente para o estudo teórico, científico e o aperfeiçoamento contínuo e principalmente, examinar a si mesmo a respeito da ética que move o seu trabalho.
E você, o que pensa a respeito? Fique a vontade para deixar sua opinião nos comentários.
Sheila Heuser
falarpraelaborar