Ambulatório de Bomba de Insulina - Unifesp

Ambulatório de Bomba de Insulina - Unifesp Ambulatório Transdisciplinar de Bomba de Insulina da UNIFESP. Nestes quase 4 anos, muita gente nova foi agregando.

O ambulatório de bomba de insulina, foi criado em 2014, depois da percepção que os pacientes que utilizam uma terapia tão avançada, precisavam de um atendimento especializado. O centro de Diabetes da UNIFESP, colocou a primeira bomba em 2007, mas somente há 3 anos, percebemos que o atendimento no modelo convencional de consulta médica, não estava atendendo a demanda desta terapia. Com o apoio e incentivo do Dr Sergio Atala Dib, coordenador do Centro de Diabetes, montamos inicialmente uma frente de trabalho com duas nutricionistas ( Luciana Bruno e Paula Costa), Prof Dr William Komatsu, educação física com doutorado em diabetes, Paula Pascali (enfermeira),as educadoras Erika Henriques e Vanessa Galves e eu... Dra Monica Gabbay. A equipe hoje conta também com as nutricionista Tarsila Campos, Beatriz Bernardo, enfermeira Maria Gabriela Cavicchioli, as médicas Vanessa Montanari e Carolina Sallorenzo e a psicóloga Priscila Pecoli. Uma equipe afinada, em não apenas educar e buscar um controle metabólico melhor , mas fazer com a vida de uma pessoa com diabetes seja plena de realizações e conquistas

01/05/2021

Hoje começa o SITEC 2021! Simpósio Internacional de Tecnologias em Diabetes!
Equipe IBTED participando!
Aula brilhante do nossso fisiologista do exercício, Dr. William Komatsu!

17/02/2021

An online space for you to learn all about Health and Sports

17/02/2021

A Educação em Diabetes desenvolvida através da equipe interdisciplinar coesa e afinada é um dos pilares do IBTED.
Hoje nossa equipe gostaria de agradecer a todos que estão participando dessa história.
Chegamos a 1K!
Nosso muito obrigado aqueles que nos acompanham, compartilham e assim como a gente acredita nessa forma de cuidar!

20/11/2020
https://www.facebook.com/106647170882626/posts/182083446672331/?d=n
19/07/2020

https://www.facebook.com/106647170882626/posts/182083446672331/?d=n

TRANSPLANTE DE ILHOTAS PANCREÁTICAS
Por Vanessa Araujo Montanari
Médica endocrinologista

HISTÓRICO
Vários estudos buscam a cura do diabetes, o transplante de ilhotas pancreáticas produtoras de insulina é um deles.
Em 1990, após diversas tentativas de transplante pancreático de pâncreas inteiro, Scharp e col. realizaram o transplante apenas de ilhotas pancreáticas com sucesso e conseguiram a independência de insulina de um paciente DM1 por 1 mês, porém a dificuldade de isolamento das ilhotas na época impediu que esse transplante fosse realizado em larga escala.
Na década seguinte Shapiro e cols. conseguiram que sete pacientes tivessem a independência de insulina por um ano, utilizando um novo protocolo de imunossupressão chamado Protocolo Edmonton (a imunossupressão é necessária para evitar a rejeição do transplante). Esse foi o marco inicial para que mais de 1000 transplantes de ilhotas fossem realizados a partir desta data, em vários locais do mundo. No entanto, esse não é procedimento fácil de ser realizado, pois depende de: tempo, custo, riscos, efeitos colaterais graves dos imunossupressores.

Quais são as indicações?
1) Indicação precisa: presença de hipoglicemias severas mesmo após terapia de bomba de insulina.
2) Indicação secundária: para pacientes que apresentam alta variabilidade glicêmica com pobre controle metabólico (Diabetes hiperlábil).

Onde são adquiridas as ilhotas para transplante?
✓ Através de doador falecido (banco de órgãos), doador vivo compatível (que tem aumento de risco em 40% de desenvolver o diabetes após doar parte do seu pâncreas) e doador de outra espécie (em geral porco, mas pela alta taxa de rejeição, estudos de engenharia genética estudam um modo de transforma-las em células de menor imunogenicidade e sem riscos de infecções).

✓ Células tronco mesenquimais do próprio paciente (autólogas) – em estudo
Como é o procedimento? Inicialmente o pâncreas de doador deverá ser preparado por técnica padronizada de isolamento: digestão enzimática e mecânica, seguida de purificação. Vale ressaltar que as ilhotas produtoras de insulina estão presentes em apenas 1 a 2% do pâncreas (pâncreas endócrino), o restante é o pâncreas exócrino produtor de enzimas digestivas. Por esta razão, para que o transplante seja bem sucedido são necessários a purificação de 200.000 ilhotas de boa qualidade (viabilidade, pureza, volume tecidual, e esterilidade). A infusão dessas ilhotas purificadas é realizada através da veia porta, para que estas células se instalem no fígado e, são utilizados vários tipos de protocolos de imunossupressão procurando evitar o uso de glicocorticóides.

✓ Encapsulamento para evitar a imunossupressão necessária para evitar o ataque do sistema imunológico – em estudo
Devido ao alto custo, poucos locais estão aptos a realizar esse isolamento de rotina (América do Norte, Europa e Austrália) além da necessidade de uma equipe de transplante com disponibilidade de 24 horas. Nos EUA, por exemplo, onde o transplante de ilhotas ainda não foi aprovado pelo FDA,(onde é considerado como cirurgia experimental mesmo após décadas de estudo) o seu é de 20.000 dólares e somado ao custo de internação hospitalar e de purificação das ilhotas, pode chegar a um total de 138.000 dólares.
Como sabemos se o transplante deu certo?
O sucesso do transplante é definido quando paciente tem uma hemoglobina glicada abaixo de 7%, livre de aplicação de insulina. Hoje discutimos sucesso também com a melhora de qualidade de vida e diminuição de risco de complicações.
Os estudos mostraram que:
1- 75% dos pacientes permanecem livres de insulina durante um ano de transplante;
2- 40% a 50% ficam livres de insulina durante 2 anos de transplante;
3- 10 a 30% ficam livres de insulina durante 3 anos de transplante, reduzindo a quase 13% durante 5 anos.
Geralmente há a necessidade de retransplante após 3 anos do primeiro transplante.

Considerações finais
Estudos de várias formas de fixação das células pancreáticas e de seu encapsulamento para evitar o ataque do sistema imunológico estão em andamento, sendo alguns de sucesso em modelos animais.
Vamos aguardar com muita esperança que novos estudos possam evitar os efeitos colaterais da imunossupressão.
A ciência tem buscado novas alternativas de tratamento para o diabetes que trazem cada vez mais opções para a melhoria da qualidade de vida das pessoas com diabetes. Vale porém ressaltar, que para o uso das mesmas, a educação em diabetes é de extrema importância para que estas sejam utilizadas de forma adequada e que a pessoa com diabetes esteja cada vez mais empoderada para a realização do seu autocuidado, sendo o centro do seu tratamento e tendo uma equipe interdisciplinar para auxiliá-la neste caminho.

Fontes:
1- Advances in β-cell replacement therapy for the treatment of type 1 diabetes. Marie-Christine Vantyghem, Eelco J P de Koning, François Pattou, Michael R Rickels www.thelancet.com Published online September 15, 2019 http://dx.doi.org/10.1016/S0140-6736(19)31334-0
2- IDF- Important Things to Know about Beta Cell Transplants for Diabetes. Angela M.Bell and Ginger Vieira on April 16, 2020

30/05/2020

Na segunda 01/06 as 19 hs a nossa equipe de educação em diabetes vai participar de uma Live no Facebook da ! Esperamos todos vocês para compartilhar experiências e tirar dúvidas sobre a importância do trabalho em equipe no cuidado do diabetes! Até lá! 💙 .pascali .priscilapecoli

23/05/2020

👋A imunização prévia protege o organismo de adquirir gripe causada pelo vírus influenza, pois nunca saberemos se no momento do contato com o vírus estaremos bem compensados do quadro de Diabetes.
✍️A hiperglicemia altera MULTIPLOS MECANISMOS IMUNOLOGICOS e aumenta o risco de o quadro clínico complicar após adquirir qualquer tipo de Gripe, podendo evoluir com necessidade de hospitalização, internação e em alguns casos podendo levar a óbito por complicações graves como pneumonia e Síndrome respiratória aguda.
🙋‍♀️Esta vacina contra gripe tem alguma proteção contra o coronavírus? ⠀
Não, são vírus diferentes, porém quando você está devidamente vacinado para outras doenças, isso te protege evitando sobrecarregar postos, pronto socorros e hospitais que estão recebendo muitas pessoas durante a pandemia.
A Sociedade Brasileira de Diabetes também recomenda para pessoas com Diabetes, além da Vacina contra Influenza, a pneumocócica conjugada 13-valente(VPC13), a pneumocócica polissacarídea 23-valente(VPP23), hepatite B, Haemophilus influenzae tipo b, varicela e herpes zoster.
💪Se você não estiver vacinado para Gripe por Influenza, vá até um Posto de Saúde próximo de sua casa para se vacinar e atualize todas as vacinas que precisa para se proteger de infecções que podem complicar nos períodos de descompensação do Diabetes. Portanto, fique atento ao seu controle de glicemia e, se apresentar hiperglicemia constante, consulte sua equipe para adequar o que for necessário em seu tratamento. ⠀
Se cuide, se proteja e se possível, fique em casa. ⠀

20/05/2020

Veja as dicas especiais do Prof. Dr. William Ricardo Komatsu

Assista a Live no Instagram
14/05/2020

Assista a Live no Instagram

Endereço

Rua Estado De Israel, 639
São Paulo, SP

Horário de Funcionamento

12:30 - 17:00

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