30/11/2025
Ainda reverberando a experiência da exposição "A alma humana, vida e obra de Carl Jung".
Postei aqui, que esta experiência foi muito além de uma vivência cultural, foi também a oportunidade de reencontrar grandes amigas da época de faculdade.
Pessoas que me acompanharam em momentos sensíveis da minha vida.
Um dos pilares da teoria de Jung são os "Complexos", termo usado para se referir às nossas feridas/medos/traumas (foto 1).
Nessa parte da exposição, o visitante é convidado a escrever sobre a consciência de seus complexos, e o provoca a transformar simbolicamente a dor escrita no papel, em arte (mais Jungano impossível).
Quais complexos você tem consciência? Como eles te atravessam?
Seria incrível que ao escrevê-los e pendurar-los, nos livrássemos dessas amarras, mas como não sou vendedora de ilusões, trago verdades....ter consciência não muda o comportamento ou a realidade.
É uma parte importante do processo, mas não basta sozinho.
É preciso ir mais fundo, algumas feridas conseguimos transformar, outras curar, e outras tantas seguiram lá te lembrando da sua humanidade, das suas fragilidades, das suas faltas, podendo (ou não) virar cicatrizes.
As cicatrizes contam nossas histórias mas não doem mais.
A psicoterapia é uma boa ferramenta para ajudar nesse processo de consciência e acolhimento das dores, ou pelo olhar da teoria Junguiana, dos complexos.